Rinoplastia (Cirurgia do Nariz) em Uberlândia-MG
Harmonização facial através de um nariz proporcional às demais estruturas do rosto.
Rinoplastia
A rinoplastia — a cirurgia plástica do nariz — ajusta forma, tamanho ou função do nariz, buscando equilíbrio com os demais traços do rosto e respeitando a identidade de cada paciente.
Pode ter finalidade estética, funcional (respiratória) ou ambas, e o planejamento é sempre construído a partir de uma avaliação detalhada da anatomia nasal e facial.
O período pós-operatório envolve o uso de imobilização nasal por alguns dias e cuidados específicos até a estabilização do resultado.
- — Avaliação conjunta de estética e função respiratória, quando aplicável.
- — Planejamento individualizado — sem um "modelo padrão" de nariz.
- — Uso de imobilização nasal nos primeiros dias de recuperação.
- — Resultado final visto de forma gradual, ao longo dos meses seguintes.
Preparo, procedimento e recuperação
Preparo
De forma geral, a preparação para a rinoplastia costuma incluir uma avaliação clínica pré-operatória com exames de sangue e, quando indicado pela equipe médica, avaliação cardiológica e exames de imagem para o planejamento cirúrgico. Costuma-se orientar a suspensão do tabagismo e de medicamentos ou suplementos com efeito anticoagulante (como AAS e alguns anti-inflamatórios) por um período determinado pela equipe antes da cirurgia. Também é comum a orientação de jejum nas horas que antecedem o procedimento, conforme o protocolo da anestesia, além da recomendação de que a paciente tenha um acompanhante disponível no dia da cirurgia e nos primeiros dias de recuperação.
Durante o procedimento
A rinoplastia remodela as estruturas do nariz por via fechada ou, quando indicado, por técnica aberta com pequena incisão na base do nariz, geralmente sob anestesia geral. A correção funcional da respiração pode ser associada no mesmo tempo cirúrgico, conforme a indicação.
Recuperação e acompanhamento
No pós-operatório, costuma-se orientar o uso de uma tala ou imobilizador nasal por um período determinado pela equipe, além de repouso relativo, cabeceira elevada e compressas frias nos primeiros dias para ajudar a reduzir o inchaço e eventuais hematomas. O retorno às consultas de acompanhamento é geralmente agendado pela equipe para avaliação da cicatrização e, quando aplicável, retirada de pontos ou da tala. De forma geral, orienta-se contato imediato com a equipe médica em caso de sangramento importante, dor intensa não controlada, febre ou outros sinais sugestivos de infecção.
Dúvidas comuns sobre Rinoplastia
O que é a cirurgia no nariz para respirar melhor, e como ela se chama?
Quando o procedimento trata apenas o septo desviado, chama-se septoplastia. Quando a correção funcional é feita junto com a mudança da forma externa do nariz, o nome é rinosseptoplastia — é a mesma cirurgia, no mesmo tempo anestésico, e é ela que a Dra. Lorena realiza. A obstrução nasal, porém, tem mais de uma causa possível: desvio do septo, aumento das conchas nasais, colapso da válvula nasal — a parte mais estreita da passagem de ar, que às vezes precisa de enxerto para ser sustentada —, rinite e, em crianças, aumento da adenoide. Só parte dessas causas se resolve pela cirurgia plástica do nariz: rinite, adenoide e obstrução nasal na infância são conduzidas pela otorrinolaringologia, e a paciente é encaminhada quando a avaliação aponta nessa direção. Por isso a consulta começa identificando de onde vem a obstrução, antes de definir qual cirurgia, se alguma, cabe ao seu caso.
Qual a diferença entre rinoplastia e rinomodelação?
São procedimentos diferentes, e não alternativas equivalentes. A rinomodelação é o preenchimento nasal com ácido hialurônico: injetável, feita em consultório, sem incisão, e só consegue acrescentar volume — pode disfarçar uma giba pequena elevando a raiz do nariz, suavizar uma depressão ou projetar discretamente a ponta. Ela não reduz o nariz, não estreita osso, não corrige desvio de septo nem melhora a respiração, e é temporária, porque o produto é reabsorvido ao longo de meses. Isso não significa, porém, que o preenchimento seja neutro para uma cirurgia futura: a literatura descreve implicações do ácido hialurônico prévio na rinoplastia — planos de dissecção alterados e a necessidade de aguardar a reabsorção ou dissolver o produto antes de operar —, o que pesa quando a paciente pensa em usar a rinomodelação como etapa antes de decidir pela cirurgia. A literatura também descreve o nariz entre as regiões de maior risco de oclusão vascular em preenchimento, com possibilidade de lesão de pele e, raramente, de complicação visual — motivo pelo qual a indicação é avaliada caso a caso. A rinoplastia muda a estrutura; a escolha depende do que a sua queixa exige.
É possível corrigir a respiração e a estética ao mesmo tempo?
Sim, quando indicado — a avaliação na consulta define se há necessidade de correção funcional associada à estética.
Quanto tempo dura a cirurgia?
A duração varia conforme a complexidade do caso e eventuais técnicas associadas, sendo estimada de forma individual na consulta.
Como é feita a cirurgia da "carne esponjosa", e pode ser combinada com a rinoplastia?
Carne esponjosa é o nome popular das conchas nasais — estruturas revestidas de mucosa que aquecem e umidificam o ar inspirado. Quando estão aumentadas de volume, estreitam a passagem e dão a sensação de nariz entupido crônico, muitas vezes alternando de lado conforme a posição do corpo. A avaliação desse aumento e o seu tratamento medicamentoso são conduzidos pela otorrinolaringologia; quando o quadro persiste e há indicação cirúrgica, a conduta descrita é a turbinoplastia — reduz-se o volume preservando a mucosa, porque retirar a concha por completo prejudica a função do nariz, e essa é também a via que menos cursa com sangramento e crostas. É um procedimento de menor porte, realizado no mesmo tempo cirúrgico da septoplastia ou da rinoplastia — a Dra. Lorena o realiza quando a indicação cirúrgica está estabelecida, e a avaliação e o tratamento clínico prévios seguem com a otorrinolaringologia. Cabe uma ressalva de expectativa que costuma faltar nessa conversa: as revisões descrevem melhora da sensação de respirar na maioria das pacientes, mas também que o efeito pode reduzir ao longo dos anos, com retorno parcial da obstrução. Por isso a turbinoplastia é indicada quando a concha aumentada é de fato a origem da obstrução, e não como medida isolada em rinite que segue sem controle clínico. No pós-operatório o nariz costuma ficar mais obstruído antes de melhorar, por edema e crostas, e a desobstrução tende a ser progressiva ao longo de duas a quatro semanas.
Precisa dormir no hospital? Quantos dias de internação?
Sim, uma noite. A conduta da Dra. Lorena é a internação de um dia: opera-se e a alta costuma acontecer no dia seguinte. A permanência serve para observar sangramento, controlar dor e náusea do pós-anestésico e garantir que a primeira noite seja passada com assistência. O que pode alongar essa permanência é a associação com outros procedimentos, o tempo cirúrgico e condições como hipertensão ou apneia do sono. Pacientes que vêm de outras cidades costumam ser orientadas sobre quanto tempo permanecer em Uberlândia até a primeira revisão, conforme o caso. A definição para o seu caso é feita antes da cirurgia, e não no dia. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia. Essa mesma definição determina o local: os procedimentos com alta no mesmo dia são realizados no centro cirúrgico próprio da Clínica Healme, e os que exigem internação, no centro cirúrgico do Hospital UMC — no mesmo complexo, sem deslocamento entre cidades.
A rinoplastia dói muito?
O desconforto é individual e manejado com orientação médica; o inchaço e a sensação de pressão são mais comuns que dor intensa.
Que tipo de anestesia é utilizada na rinoplastia?
Geralmente é realizada sob anestesia geral, com a modalidade definida em conjunto com a equipe de anestesiologia conforme avaliação pré-operatória.
A rinoplastia pode ser feita com anestesia local?
Na prática da Dra. Lorena, não: a rinoplastia é realizada sob anestesia geral. A razão é a segurança da via aérea — o sangramento da cirurgia escorre para a garganta, e a via aérea precisa estar protegida —, somada ao tempo cirúrgico e à necessidade de imobilidade quando há trabalho no septo, osteotomias (os cortes controlados que estreitam o osso nasal) ou enxertos. Não é uma questão de preferência da paciente nem de gravidade do caso: a modalidade é definida pela equipe de anestesiologia na avaliação pré-anestésica, junto com a cirurgiã, e o uso de instrumentos ultrassônicos no osso não altera essa decisão.
Por que a garganta dói depois da rinoplastia?
É um incômodo esperado e costuma ter duas causas somadas: o tubo usado para proteger a via aérea durante a anestesia geral irrita a mucosa da garganta, e nos primeiros dias o nariz está obstruído por edema e coágulos, o que obriga a respirar pela boca — o ar seco passa a noite inteira pela faringe. A sensação é de garganta raspando, às vezes com rouquidão leve, e tende a melhorar em dois a quatro dias, antes mesmo de o nariz desobstruir. Hidratação, ambiente umidificado e as medicações prescritas costumam resolver. Dor de garganta acompanhada de febre, placas ou piora progressiva não faz parte desse quadro e deve ser comunicada à equipe médica.
A rinoplastia dói muito? O que costuma incomodar mais nos primeiros dias?
Na maioria dos relatos o que mais incomoda não é dor, e sim a obstrução: o nariz fica entupido por edema interno e coágulos, a boca seca porque você respira por ela e há sensação de pressão no dorso e ao redor dos olhos. É comum também dor de cabeça leve, saída de secreção com raia de sangue nos primeiros dias, inchaço e manchas arroxeadas nas pálpebras que escurecem antes de clarear, e dificuldade para dormir com a cabeça elevada. A tala costuma incomodar mais pelo peso e pela coceira do que pela dor. Esse conjunto tende a melhorar de forma perceptível a partir do quarto ou quinto dia, e a retirada da tala é um marco de alívio para a maioria das pacientes. Cabe aqui uma distinção que evita susto e evita demora: secreção rosada que vai clareando faz parte da recuperação; sangramento vermelho-vivo que encharca gaze, escorre continuamente pela garganta ou reaparece depois de já ter parado não faz — a literatura descreve episódios de sangramento ao longo da primeira semana, e não apenas nas primeiras horas. Nesses casos a orientação é contato imediato com a equipe, sem esperar a consulta de retorno.
Em quanto tempo o inchaço desaparece?
O inchaço mais visível reduz nas primeiras semanas, mas o refinamento final do resultado pode levar meses.
Quanto tempo de repouso é necessário logo após a cirurgia?
Os primeiros dias costumam exigir repouso relativo, com a cabeça elevada, o que ajuda a reduzir inchaço e desconforto.
Quando posso voltar ao trabalho?
Atividades sem esforço físico costumam ser retomadas em poucos dias; funções que exigem mais exposição ou esforço tendem a demandar um intervalo maior, avaliado individualmente.
Quando é possível voltar a dirigir?
Geralmente é liberado após a remoção da tala nasal e quando não há mais efeito de medicações que possam comprometer reflexos ou atenção, conforme orientação médica.
Quando posso retomar exercícios físicos?
Atividades físicas mais intensas costumam ter retomada gradual, acompanhada nos retornos, para reduzir o risco de sangramento ou inchaço prolongado.
Por quanto tempo é necessário usar a tala ou gesso nasal?
A tala ou gesso costuma ser mantido por alguns dias e é retirado em consulta de retorno, quando a estrutura óssea já está mais estável.
Quando posso voltar ao trabalho? Quantos dias de atestado a rinoplastia costuma exigir?
Para trabalho sem esforço físico, o intervalo habitualmente orientado fica entre sete e catorze dias — tempo que costuma coincidir com a retirada da tala e com a fase em que as manchas arroxeadas nas pálpebras ainda estão visíveis. Atividades com esforço, carregamento de peso, exposição solar intensa, uso de capacete ou risco de trauma no rosto pedem mais tempo, e aí o intervalo é definido pela função, não pela cirurgia. Trabalho remoto às vezes é retomado antes, em ritmo reduzido. O atestado é emitido pela equipe conforme a evolução de cada paciente e pode ser prorrogado no retorno; a estimativa para o seu caso é dada na consulta, antes de você organizar a agenda.
Posso dormir de lado depois da rinoplastia?
A orientação habitual é dormir de barriga para cima, com a cabeceira elevada em torno de 30 a 45 graus, nas primeiras semanas. O motivo é mecânico: quando houve osteotomia — os cortes controlados no osso nasal —, a consolidação leva cerca de quatro a seis semanas, e o peso do rosto no travesseiro pode deslocar o dorso ou manter o edema assimétrico de um lado. Dormir de bruços é o que mais se evita. Como ninguém controla o próprio sono, ajuda usar travesseiro em U ou almofadas nas laterais da cabeça, e manter a cabeceira elevada também reduz o inchaço ao acordar. A liberação para voltar a dormir de lado é dada no retorno, conforme a estabilidade da estrutura.
Quando posso retomar exercícios físicos? Quanto tempo sem academia?
De forma geral, caminhada leve é liberada nos primeiros dias, atividade aeróbica de baixa intensidade em torno de duas a três semanas e musculação com carga a partir de quatro a seis semanas. Esportes com bola, lutas, natação em piscina e qualquer atividade com risco de trauma no rosto tendem a esperar mais — em torno de dois a três meses. A cautela tem duas razões: o esforço eleva a pressão arterial e pode causar sangramento e aumento do edema, e o trauma pode deslocar a estrutura antes de ela estar firme, sobretudo quando houve osteotomia e o osso nasal ainda está consolidando. A progressão é liberada nos retornos, conforme a evolução, e não por um calendário fixo.
Em quanto tempo o inchaço desaparece? A ponta é a última a desinchar?
A ponta é, sim, a última região a desinchar — é uma das regiões de pele mais espessa e é onde há mais tecido entre a pele e a cartilagem, então é ali que o edema se instala por mais tempo. O inchaço maior do rosto cede nas primeiras duas a três semanas; a definição da ponta continua evoluindo por seis a doze meses e, em pele espessa ou oleosa, pode levar mais. Nos primeiros meses é comum a ponta parecer mais rotada, "empinada", e o nariz parecer mais largo de frente do que no perfil — os dois aspectos costumam mudar conforme o edema resolve e os tecidos se acomodam. Por isso não se conclui nada sobre o resultado em três meses, e a avaliação do resultado é feita ao longo dos retornos, não em uma única consulta.
Quando posso voltar a usar óculos?
Os óculos apoiam exatamente sobre o dorso e os ossos nasais que foram trabalhados, e a pressão contínua nessa região pode marcar a pele ou deslocar a estrutura enquanto ela consolida. Por isso a orientação habitual é evitar armação apoiada no nariz por cerca de quatro a seis semanas, prazo que vale também para óculos de sol. Quem depende de correção visual costuma resolver com lente de contato, quando liberada, ou com adaptações simples: fixar a armação na testa com fita adesiva hipoalergênica, usar armação muito leve ou apoiá-la acima da tala nos primeiros dias. O tempo exato é individual e é reavaliado no retorno, conforme a consolidação óssea.
Fica cicatriz visível após a rinoplastia?
Na técnica fechada não há cicatriz externa; quando a técnica aberta é indicada, a pequena incisão tende a ficar discreta, escondida na base do nariz.
Como fica a cicatriz da columela na rinoplastia aberta?
A incisão da técnica aberta tem poucos milímetros e atravessa a columela — a coluna de pele entre as narinas —, geralmente em traçado quebrado para disfarçar a linha. Nas primeiras semanas ela fica avermelhada e um pouco elevada, o que é fase normal de cicatrização e não sinal de problema; entre o terceiro e o sexto mês costuma clarear e achatar, e segue amadurecendo por até um ano. A cicatriz não desaparece. Costuma restar uma linha fina, que tende a ser pouco perceptível de frente e mais visível quando o nariz é observado por baixo, com evolução que varia de pessoa para pessoa. Cicatriz hipertrófica ou queloide nessa região é incomum, porém possível em pele com essa tendência, e nesses casos o acompanhamento inclui proteção solar rigorosa, fitas e silicone.
Existe rinoplastia sem corte? Fica cicatriz?
Não existe cirurgia de nariz sem incisão. O termo costuma significar uma de duas coisas: a técnica fechada, em que todas as incisões ficam dentro das narinas e não há cicatriz na pele externa — daí a ideia de "sem corte" —, ou o preenchimento nasal, que é injetável, não é cirurgia e tem alcance e duração completamente diferentes. A escolha entre técnica fechada e aberta não é uma questão de marketing: depende do que precisa ser feito na ponta, no septo e no dorso, do acesso necessário para posicionar enxertos com precisão e de ser ou não uma reoperação. As duas técnicas deixam cicatrizes internas, que não aparecem, e a decisão é apresentada no planejamento.
Quando é preciso usar cartilagem da costela, e fica cicatriz?
A cartilagem usada para sustentar ou projetar o nariz vem preferencialmente do próprio septo. Quando o septo já foi utilizado em uma cirurgia anterior, é frágil ou insuficiente para o que o caso exige, as alternativas são a cartilagem da orelha ou a da costela. A retirada de costela deixa uma cicatriz definitiva no tórax, de alguns centímetros, posicionada em prega natural quando possível, e acrescenta ao pós-operatório um desconforto próprio ao respirar fundo, tossir ou rir, geralmente por uma a duas semanas — uma parcela menor de pacientes descreve desconforto no tórax por mais tempo. A costela também tem um comportamento próprio que precisa ser dito antes: a cartilagem costal pode encurvar com o tempo, e o encurvamento é a complicação mais descrita desse enxerto nas revisões sistemáticas, podendo alterar a forma do dorso meses depois e demandar ajuste. É um dos motivos pelos quais o acompanhamento se estende por mais tempo quando ela é usada, e pelos quais o septo continua sendo a primeira escolha. Existe ainda a opção de cartilagem homóloga, de banco de tecidos, discutida na literatura com vantagens e limitações próprias. A necessidade de enxerto costuma ser prevista na consulta, embora nem sempre esteja definida antes da cirurgia.
Existe risco de alteração de sensibilidade na ponta do nariz?
Alterações temporárias de sensibilidade na ponta do nariz podem ocorrer devido à manipulação dos tecidos durante a cirurgia, geralmente com recuperação gradual; esse ponto é conversado individualmente na consulta.
A cirurgia no nariz é perigosa? Tem risco de morte?
Toda cirurgia sob anestesia tem risco, e a rinoplastia não é exceção: o que existe é risco baixo em paciente saudável, não risco zero. As complicações mais descritas são sangramento — mais frequente nos primeiros dias, com episódios relatados ao longo da primeira semana após a cirurgia —, infecção, hematoma, perfuração do septo, alteração da respiração e resultado estético diferente do planejado. Eventos graves, inclusive os relacionados à anestesia, são raros, e é justamente por isso que se exige avaliação pré-operatória completa, cirurgia em ambiente hospitalar com anestesiologista dedicado e critério na associação de vários procedimentos no mesmo tempo cirúrgico. Tabagismo, hipertensão não controlada, distúrbios de coagulação e uso de anticoagulantes aumentam esse risco e mudam o preparo. O risco individual é estimado na consulta, a partir do seu histórico e dos exames.
A rinoplastia pode dar trombose ou embolia?
O risco existe, mas é considerado baixo neste tipo de cirurgia: o tempo cirúrgico costuma ser relativamente curto, a recuperação não exige imobilidade prolongada e caminhar geralmente é possível no mesmo dia — três fatores que reduzem a chance de trombose venosa. O que pesa mais é o perfil da paciente: uso de anticoncepcional ou reposição hormonal, tabagismo, histórico pessoal ou familiar de trombose, trombofilia, obesidade e tempo cirúrgico maior quando há procedimentos associados. Por isso o risco costuma ser estimado antes da cirurgia com escores validados para esse fim — o escore de Caprini é o mais usado em cirurgia plástica — e, a compressão pneumática intermitente durante o ato, as meias elásticas e a deambulação precoce são rotina em todos os casos, e o escore define o tempo de uso da profilaxia medicamentosa com enoxaparina; a suspensão hormonal prévia entra conforme a avaliação. A conduta é definida individualmente na avaliação pré-operatória.
A segunda rinoplastia tem mais risco que a primeira?
Tende a ser tecnicamente mais difícil e menos previsível, sim. Na reoperação encontra-se fibrose em vez de planos anatômicos limpos, a vascularização da pele do nariz já foi manipulada e frequentemente falta cartilagem de septo disponível — o que obriga a buscar enxerto na orelha ou na costela. A pele também responde de outra forma: quando ficou muito fina, ela não esconde irregularidade nenhuma. De forma geral, orienta-se esperar pelo menos doze meses da cirurgia anterior, com o edema já maduro, antes de reoperar; em ajustes restritos a tecidos moles ou à ponta, o intervalo pode ser discutido. A avaliação inclui o relatório da cirurgia anterior, quando disponível, e o exame da estrutura que restou.
Como vocês previnem trombose na cirurgia?
A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.
Nariz de batata tem correção? Como fica o resultado?
O que se chama de nariz de batata é uma ponta bulbosa: cartilagens alares largas ou convexas, pouca projeção e, quase sempre, pele espessa cobrindo tudo. Cirurgicamente trabalha-se com remodelação conservadora dessas cartilagens, suturas de definição da ponta e, quando falta apoio, enxerto para projetar — porque projetar costuma definir mais do que retirar. O limite é a pele: quanto mais espessa, menos ela se acomoda sobre a estrutura nova e mais tempo o edema demora a sair, de modo que a definição obtida tende a ser menor do que em pele fina. Esse limite é apresentado no planejamento, antes da cirurgia. O grau de mudança possível no seu caso é estimado na consulta, examinando espessura de pele e cartilagem disponível.
A rinoplastia pode dar errado? E se eu não gostar do resultado?
Pode. As evoluções insatisfatórias mais descritas são irregularidade ou pequeno degrau no dorso, assimetria, desvio ou queda da ponta, retirada excessiva — que deixa o dorso escavado —, nova dificuldade respiratória e cicatriz da columela mais aparente do que o esperado. Parte disso só se esclarece à medida que o edema amadurece, e é por isso que não se julga um resultado antes de doze meses: o que parece irregular em três meses pode ser inchaço. Uma parcela minoritária dos casos acaba precisando de cirurgia revisional, com frequência maior quando há correção funcional associada e quando já se trata de uma reoperação. O plano é discutido antes a partir do que é anatomicamente possível no seu nariz, e o acompanhamento existe para identificar cedo o que ainda pode ser corrigido.
Homens fazem rinoplastia?
Sim, e o planejamento é diferente — não é a mesma cirurgia com menos ajuste. De forma geral preserva-se um dorso mais retilíneo, sem a leve concavidade lida como feminina, mantém-se o ângulo entre lábio e nariz mais fechado, em torno de 90 a 95 graus, e evita-se rotação excessiva da ponta, porque uma ponta muito rotada tende a feminilizar o rosto. A pele masculina costuma ser mais espessa e oleosa, o que prolonga o edema e limita a definição fina da ponta. Em narizes de pele espessa, base mais larga e pouca projeção, o plano frequentemente envolve sustentar e projetar em vez de reduzir, preservando as características étnicas do rosto. A referência nunca é um nariz padrão, e sim o equilíbrio com os seus traços.
Qual a idade mínima para fazer rinoplastia?
O critério não é a idade legal, é o fim do crescimento nasal: operar antes disso pode interferir no desenvolvimento e o nariz ainda muda depois. Na prática da Dra. Lorena, a rinoplastia é considerada a partir dos 16 anos, para meninas e meninos, sempre com autorização dos responsáveis legais quando a paciente é menor de 18. O crescimento nasal tem variação individual — em média se completa um pouco mais tarde nos meninos —, e é o que a avaliação verifica antes de indicar a cirurgia. Além da avaliação clínica, e pesa bastante a maturidade da expectativa do adolescente — quem está pedindo a cirurgia e por quê. Casos com indicação funcional relevante, como obstrução respiratória importante ou deformidade após trauma, podem ser avaliados mais cedo, com conduta mais conservadora. A definição é individual e passa por consulta com a família.
Qual especialidade faz rinoplastia?
A rinoplastia é realizada tanto por cirurgiões plásticos quanto por otorrinolaringologistas — as duas especialidades têm formação reconhecida para a cirurgia do nariz, com ênfases diferentes. O que importa é a habilitação registrada do médico, não o nome popular do procedimento, que é plástica no nariz. O que a paciente pode e deve conferir é o registro de especialista: o RQE, número de registro de qualificação de especialista, aparece na consulta pública do Conselho Federal de Medicina e nos anúncios do próprio médico. A Dra. Lorena Gidrão de Queiroz é cirurgiã plástica, CRM-MG 85769, RQE 71258, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Casos com componente respiratório podem ser conduzidos em conjunto com a otorrinolaringologia, conforme a indicação.
A rinoplastia é permanente ou o nariz volta a mudar?
A mudança estrutural tende a ser permanente: osso e cartilagem reposicionados, reduzidos ou sustentados por enxerto geralmente não retomam a forma anterior. Isso não significa nariz imutável nem resultado garantido — enxertos podem reabsorver ou encurvar com o tempo, e desvios podem recidivar em parte. O nariz continua envelhecendo como o resto do rosto: a pele afina, a sustentação da ponta se reduz com as décadas e a ponta tende a cair discretamente ao longo da vida, com ou sem cirurgia. Além disso, o aspecto visto nos primeiros meses ainda não é o estabilizado — o edema leva de seis a doze meses para resolver, mais em pele espessa. E uma parcela dos casos precisa de ajuste cirúrgico depois. Nenhum resultado é prometido como definitivo; o que se discute na consulta é o que é razoável esperar da sua anatomia.
Plano de saúde ou convênio cobre a rinoplastia?
Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como o desvio de septo e outras alterações que prejudicam a respiração nasal —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.
A rinoplastia é feita pelo SUS? Como conseguir?
Sim, quando há indicação reparadora ou funcional — por exemplo alterações que prejudicam a respiração nasal, sequela de trauma ou de fissura labiopalatina. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada pelo SUS. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.
Vocês publicam fotos de antes e depois?
Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.
Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.
- Khatib M, Skorochod R, Wolf Y. Comparison of Dorsal Preservation Rhinoplasty and Dorsal Hump Reduction Rhinoplasty: A Systematic Review and Meta-Analysis of Postoperative Outcomes. Aesthetic Plastic Surgery. 2026.
- Armanfar S, Ardakani MR, Vahidiataabadi M. Piezoelectric Versus Conventional Rhinoplasty: A GRADE-Assessed Systematic Review and Meta-analysis of Randomized Controlled Trials. Aesthetic Surgery Journal. 2026;46(8):891-906.
- Jullamusi W, Kowitwibool K, Mungmee A, Piyananthasomdee P. Adverse Outcomes and Complications of Autologous Versus Homologous Costal Cartilage Grafts in Septorhinoplasty: A Systematic Review and Meta-analysis. Aesthetic Surgery Journal. 2026.
- Barnawi AB, et al. Comparison of preservation rhinoplasty versus conventional rhinoplasty techniques: a systematic review of aesthetic and functional outcomes. Frontiers in Surgery. 2026;13:1788643.