Mommy Makeover (Cirurgia Pós-Gestação) em Uberlândia-MG
Abdominoplastia e cirurgia de mama em um único tempo cirúrgico, planejadas para o corpo após a gestação.
Mommy Makeover
Mommy Makeover é o nome dado à combinação, em um mesmo tempo cirúrgico, de uma abdominoplastia — frequentemente com correção da diástase dos músculos retos — e de uma cirurgia de mama, que pode ser um aumento, uma mastopexia ou uma redução. A lipoaspiração de áreas adjacentes costuma compor o planejamento.
Não é uma técnica nova nem exclusiva: são cirurgias plásticas consagradas, cada uma com indicação própria, reunidas em uma única anestesia quando a avaliação mostra que isso é seguro para aquela paciente. O que muda é o planejamento — quais procedimentos entram, em que ordem e em quanto tempo.
A decisão entre combinar ou operar em etapas é clínica. Ela depende do tempo cirúrgico previsto, do volume de lipoaspiração, do índice de massa corporal, do histórico de trombose, do tabagismo e das condições clínicas de cada paciente.
- — Avaliação do abdome: excesso de pele, gordura localizada e presença de diástase dos retos.
- — Avaliação das mamas: volume, grau de ptose e efeito da amamentação sobre o tecido.
- — Definição conjunta do que entra no mesmo tempo cirúrgico e do que é melhor operar em etapas.
- — Avaliação de risco trombótico, índice de massa corporal e tabagismo antes de combinar procedimentos.
- — Planejamento do apoio em casa nas primeiras semanas — especialmente com crianças pequenas.
- — Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
O que entra em um Mommy Makeover
Abdominoplastia
Remove o excesso de pele e de gordura do abdome inferior e reposiciona a cicatriz umbilical. É o componente presente em praticamente todas as definições do termo — e também o que mais pesa no tempo cirúrgico e na recuperação.
Correção da diástase dos retos
A gestação afasta os músculos retos abdominais. Em uma coorte prospectiva australiana que acompanhou primigestas por ultrassom, 30,3% das mulheres avaliadas 12 meses após o parto ainda apresentavam afastamento acima de 30 mm. Quando indicada, a plicatura da aponeurose aproxima os músculos durante a mesma cirurgia.
Cirurgia de mama
Pode ser aumento com implante, mastopexia — com ou sem implante — ou redução, conforme o volume e o grau de ptose. A escolha é individual e costuma mudar bastante conforme o histórico de gestações e de amamentação.
Lipoaspiração de áreas adjacentes
Complementa o contorno em flancos e dorso. O volume aspirado tem limite normativo no Brasil (Resolução CFM 1.711/2003) e entra no cálculo de segurança da combinação: quando volume e área se aproximam do máximo admitido, a associação com outras cirurgias deve ser evitada.
Como a cirurgia é planejada
Consulta e exame físico
Avaliação do abdome e das mamas, medidas, histórico obstétrico, de amamentação e de peso. É aqui que se define o que faz sentido combinar.
Avaliação pré-operatória
Exames laboratoriais e de imagem conforme idade e histórico, avaliação cardiológica quando indicada e estimativa do risco trombótico. O tabagismo precisa ser interrompido com antecedência.
Definição do tempo cirúrgico
Quais procedimentos entram na mesma anestesia e quais ficam para uma segunda etapa. Tempo cirúrgico e volume de lipoaspiração são os dois fatores que mais pesam nessa decisão.
Cirurgia
Realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com equipe de anestesiologia e monitorização contínua. A duração depende da combinação definida.
Recuperação acompanhada
Retornos programados para acompanhar a cicatrização, o edema e o retorno gradual às atividades, com canal direto para dúvidas.
Dúvidas comuns sobre Mommy Makeover
O que é, exatamente, um Mommy Makeover?
É o nome dado à combinação, em um mesmo tempo cirúrgico, de uma abdominoplastia com uma cirurgia de mama, frequentemente com lipoaspiração de áreas adjacentes. Não é uma técnica única: são cirurgias consagradas reunidas em um planejamento individual.
Combinar as cirurgias é seguro?
Uma revisão sistemática com metanálise de 8 estudos e 138.020 pacientes não encontrou diferença estatística nas taxas de complicação entre combinar abdominoplastia com cirurgia de mama e realizar cada procedimento isoladamente, concluindo que a combinação é segura em pacientes bem selecionadas. Três ressalvas importam: a certeza da evidência foi classificada de moderada a muito baixa, os estudos incluídos eram muito heterogêneos entre si, e a análise cobriu abdominoplastia com cirurgia de mama — não combinações que acrescentam lipoaspiração de grande volume. A seleção da paciente é o que determina o resultado.
O risco é o mesmo de operar separado?
Não exatamente. Na mesma metanálise, o perfil de complicações da combinação foi comparável ao da abdominoplastia isolada, mas maior do que o da cirurgia de mama isolada — ou seja, é a abdominoplastia que carrega o risco do conjunto.
Quanto tempo depois do parto posso operar?
Não há na literatura um intervalo mínimo definido por estudo. O que se considera são referências indiretas: o risco trombótico permanece elevado até cerca de 12 semanas após o parto, e a diástase dos retos ainda regride espontaneamente ao longo do primeiro ano. Por isso a avaliação individual costuma acontecer depois desse período.
Preciso ter parado de amamentar?
A mama muda de volume e de forma durante e após a amamentação, e o resultado de uma cirurgia mamária feita antes da estabilização tende a não se manter. O momento é definido individualmente na consulta.
Posso engravidar depois?
Uma revisão sistemática de 17 estudos e 237 pacientes concluiu que a gestação não deve ser contraindicada após abdominoplastia, sem registro de óbito materno ou neonatal nos estudos incluídos. O que pode acontecer é a perda parcial do resultado estético.
O peso precisa estar estável?
Sim, é o que se recomenda. Índice de massa corporal elevado é fator de risco independente para complicação em cirurgia de contorno corporal, e a estabilidade de peso também protege o resultado a longo prazo.
Sou fumante. Isso muda alguma coisa?
Muda bastante. O tabagismo aumenta de forma importante o risco de complicação de cicatrização em abdominoplastia, e a interrupção precisa acontecer com semanas de antecedência para ter efeito mensurável.
A correção da diástase resolve dor nas costas?
É uma expectativa comum, mas a evidência ainda é limitada. Há coortes que associam a diástase a pior escore de dor lombar e pior qualidade de vida, e séries que mostram melhora após a plicatura — mas não há ensaio randomizado comparando a cirurgia com fisioterapia isolada. A correção não é indicada como tratamento comprovado de lombalgia.
Que tipo de anestesia é utilizada?
Geralmente anestesia geral, definida em conjunto com a equipe de anestesiologia na avaliação pré-operatória.
Quanto tempo dura a cirurgia?
Depende diretamente de quais procedimentos entram na combinação. O tempo cirúrgico é um dos fatores considerados na decisão de combinar ou operar em etapas, e a estimativa é feita individualmente.
Vou precisar de dreno?
Depende da técnica utilizada. Existem técnicas de sutura que reduzem a formação de seroma e permitem abdominoplastia sem dreno; quando o dreno é usado, o tempo de permanência varia conforme o caso e não existe prazo padrão publicado.
Como é o controle da dor no pós-operatório?
Entre os recursos com melhor evidência está o bloqueio do plano transverso do abdome (TAP), que em metanálise em rede reduziu o consumo de opioide nas primeiras 24 e 48 horas após abdominoplastia. O esquema é definido com a equipe de anestesiologia.
Quando vou poder pegar meu filho no colo?
É a pergunta mais frequente e a que menos tem resposta publicada: não existe na literatura orientação com peso em quilos ou prazo em semanas. É uma orientação de equipe, definida caso a caso conforme os procedimentos realizados — e vale planejar apoio em casa para as primeiras semanas.
É melhor combinar ou operar em etapas?
Não há resposta única, e vale saber que a literatura disponível não respondeu diretamente a essa pergunta: os estudos comparam a cirurgia combinada com cada procedimento isolado, não com as duas cirurgias feitas em tempos separados. Na prática, a combinação evita uma segunda anestesia e um segundo período de recuperação; operar em etapas reduz o tempo cirúrgico de cada intervenção. A decisão considera o tempo previsto, o volume de lipoaspiração, o índice de massa corporal e as condições clínicas.
Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.
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- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 1.711/2003 — Estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração.