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Mommy Makeover (Cirurgia Pós-Gestação) em Uberlândia-MG

Abdominoplastia e cirurgia de mama em um único tempo cirúrgico, planejadas para o corpo após a gestação.

Sobre o Procedimento

Mommy Makeover

Mommy Makeover é o nome dado à combinação, em um mesmo tempo cirúrgico, de uma abdominoplastia — frequentemente com correção da diástase dos músculos retos — e de uma cirurgia de mama, que pode ser um aumento, uma mastopexia ou uma redução. A lipoaspiração de áreas adjacentes costuma compor o planejamento.

Não é uma técnica nova nem exclusiva: são cirurgias plásticas consagradas, cada uma com indicação própria, reunidas em uma única anestesia quando a avaliação mostra que isso é seguro para aquela paciente. O que muda é o planejamento — quais procedimentos entram, em que ordem e em quanto tempo.

A decisão entre combinar ou operar em etapas é clínica. Ela depende do tempo cirúrgico previsto, do volume de lipoaspiração, do índice de massa corporal, do histórico de trombose, do tabagismo e das condições clínicas de cada paciente.

O Que Considerar
  • —
    Avaliação do abdome: excesso de pele, gordura localizada e presença de diástase dos retos.
  • —
    Avaliação das mamas: volume, grau de ptose e efeito da amamentação sobre o tecido.
  • —
    Definição conjunta do que entra no mesmo tempo cirúrgico e do que é melhor operar em etapas.
  • —
    Avaliação de risco trombótico, índice de massa corporal e tabagismo antes de combinar procedimentos.
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    Planejamento do apoio em casa nas primeiras semanas — especialmente com crianças pequenas.
  • —
    Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Antes, durante e depois

Preparo, procedimento e recuperação

Preparo

Antes de um Mommy Makeover, costuma-se realizar avaliação clínica completa e exames pré-operatórios — laboratoriais, de imagem das mamas conforme idade e histórico (ultrassom ou mamografia) e, quando indicada, avaliação cardiológica. Por se tratar de combinação de procedimentos, a estimativa do risco tromboembólico e a definição da profilaxia fazem parte do planejamento, assim como a confirmação de peso estável e a interrupção do tabagismo com semanas de antecedência. Medicamentos e suplementos com efeito anticoagulante costumam ser suspensos conforme orientação individual. Recomenda-se jejum nas horas que antecedem a cirurgia, acompanhante no dia e apoio organizado em casa para as primeiras semanas, especialmente quando há crianças pequenas.

Durante o procedimento

Em um mesmo tempo anestésico, geralmente sob anestesia geral e em ambiente hospitalar, realiza-se a abdominoplastia — com ressecção do excesso de pele e gordura, plicatura da aponeurose quando há diástase dos retos e reposicionamento da cicatriz umbilical — e a cirurgia de mama definida no planejamento (aumento, mastopexia ou redução), com lipoaspiração de áreas adjacentes quando indicada. A ordem dos procedimentos e a duração total dependem da combinação escolhida, e o volume de lipoaspiração respeita os limites da Resolução CFM 1.711/2003.

Recuperação e acompanhamento

No pós-operatório, geralmente se orienta o uso de cinta abdominal e de sutiã cirúrgico por período definido pela equipe, além de repouso relativo, deambulação precoce para reduzir o risco trombótico e restrição a esforços, ao levantamento de peso e a movimentos amplos dos braços nas primeiras semanas. Quando há dreno, a retirada é feita em consulta. Os cuidados com curativos e cicatrizes, o uso das medicações prescritas e os retornos programados fazem parte da recuperação, com retomada gradual das atividades conforme a evolução. Sinais como dor intensa ou progressiva, febre, vermelhidão, secreção anormal, inchaço assimétrico importante ou dor e edema em uma das pernas devem ser comunicados de imediato à equipe médica.

Composição

O que entra em um Mommy Makeover

Abdominoplastia

Remove o excesso de pele e de gordura do abdome inferior e reposiciona a cicatriz umbilical. É o componente presente em praticamente todas as definições do termo — e também o que mais pesa no tempo cirúrgico e na recuperação.

Correção da diástase dos retos

A gestação afasta os músculos retos abdominais. Em uma coorte prospectiva australiana que acompanhou primigestas por ultrassom, 30,3% das mulheres avaliadas 12 meses após o parto ainda apresentavam afastamento acima de 30 mm. Quando indicada, a plicatura da aponeurose aproxima os músculos durante a mesma cirurgia.

Cirurgia de mama

Pode ser aumento com implante, mastopexia — com ou sem implante — ou redução, conforme o volume e o grau de ptose. A escolha é individual e costuma mudar bastante conforme o histórico de gestações e de amamentação.

Lipoaspiração de áreas adjacentes

Complementa o contorno em flancos e dorso. O volume aspirado tem limite normativo no Brasil (Resolução CFM 1.711/2003) e entra no cálculo de segurança da combinação: quando volume e área se aproximam do máximo admitido, a associação com outras cirurgias deve ser evitada.

Planejamento

Como a cirurgia é planejada

01

Consulta e exame físico

Avaliação do abdome e das mamas, medidas, histórico obstétrico, de amamentação e de peso. É aqui que se define o que faz sentido combinar.

02

Avaliação pré-operatória

Exames laboratoriais e de imagem conforme idade e histórico, avaliação cardiológica quando indicada e estimativa do risco trombótico. O tabagismo precisa ser interrompido com antecedência.

03

Definição do tempo cirúrgico

Quais procedimentos entram na mesma anestesia e quais ficam para uma segunda etapa. Tempo cirúrgico e volume de lipoaspiração são os dois fatores que mais pesam nessa decisão.

04

Cirurgia

Realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com equipe de anestesiologia e monitorização contínua. A duração depende da combinação definida.

05

Recuperação acompanhada

Retornos programados para acompanhar a cicatrização, o edema e o retorno gradual às atividades, com canal direto para dúvidas.

Perguntas Frequentes

Dúvidas comuns sobre Mommy Makeover

O que é, exatamente, um Mommy Makeover?

É o nome dado à combinação, em um mesmo tempo cirúrgico, de uma abdominoplastia com uma cirurgia de mama, frequentemente com lipoaspiração de áreas adjacentes. Não é uma técnica única: são cirurgias consagradas reunidas em um planejamento individual.

O que é o chamado Mommy Makeover sem cirurgia?

É uma expressão de mercado, não uma alternativa equivalente. As duas alterações que motivam a maioria das consultas — o excesso de pele do abdome inferior e o afastamento dos músculos retos — não se resolvem por via externa: pele em excesso sai por ressecção, e a diástase é uma separação da aponeurose que se aproxima por sutura. O trabalho não cirúrgico atua em outro terreno: em metanálise de sete ensaios randomizados, o treino do transverso do abdome reduziu a distância entre os retos em cerca de 0,6 centímetro, com evidência classificada como de qualidade muito baixa, e tecnologias de radiofrequência podem atuar sobre flacidez leve de pele. É uma diferença de ordem de grandeza — alguns milímetros de aproximação, sem remover pele e sem reposicionar a mama. Em pacientes com alteração discreta o exame físico pode mostrar que não há indicação cirúrgica, e esse caminho é discutido na consulta.

Quanto tempo de peso estável é preciso antes de operar depois de emagrecer muito?

Seis meses de peso estável é o critério usual, e é o que descrevem os critérios de indicação publicados em contorno corporal pós-emagrecimento. A razão não é burocrática. Reganho de peso depois desse tipo de cirurgia é comum: em seguimento de pacientes operadas de contorno de tronco, o grupo que havia feito cirurgia bariátrica reganhou em média cerca de 12% depois de alcançado o peso mais baixo, contra cerca de 8% entre quem não havia operado o estômago. Operar antes de o peso assentar é operar um corpo que ainda vai mudar. O índice de massa corporal entra junto, e não como detalhe: em série de 2.533 abdominoplastias pós-emagrecimento, as pacientes com IMC mais elevado apresentaram mais seroma, deiscência, hematoma com necessidade de reintervenção e infecção de sítio cirúrgico. Por isso peso estável e IMC são avaliados em conjunto, e o alvo é definido individualmente na consulta — em parte dos casos a orientação é seguir emagrecendo antes de programar a cirurgia, o que frustra quem chegou querendo data, e é o que protege o resultado. Entram também a avaliação nutricional e a interrupção do tabagismo.

Que exames e avaliação nutricional são pedidos antes de operar depois de emagrecer muito?

A avaliação nutricional não é opcional nem terceirizada: a clínica tem nutricionista na equipe, e todas as pacientes passam por consulta nutricional, com bioimpedância. Isso existe por uma razão que a literatura de contorno corporal pós-emagrecimento documenta bem. Os análogos de GLP-1 suprimem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, o que reduz a ingesta de proteína e de micronutrientes; a cirurgia bariátrica, o sleeve inclusive, predispõe a déficit de ferro, vitamina B12 e proteína. E o déficit de proteína não é detalhe: ele compromete a produção de colágeno, a angiogênese e a imunidade, e é fator de risco para má cicatrização — que é justamente o que mais se teme nesse tipo de cirurgia. As diretrizes descrevem alvo de 60 a 120 g de proteína por dia, e parte importante dos pacientes em uso dessas medicações não alcança esse valor; daí a ênfase em distribuir a proteína ao longo do dia, em refeições menores e mais frequentes, em vez de concentrar. O pré-operatório laboratorial é amplo e inclui o rastreio de anemia e dos déficits mais associados a esse perfil. A lista exata é definida caso a caso e discutida na consulta, porque depende de como o peso foi perdido, de quanto tempo se passou e do que já vinha sendo reposto.

Mommy Makeover e abdominoplastia são a mesma coisa?

Não. A abdominoplastia é um dos componentes — o principal —, e o termo Mommy Makeover descreve a combinação dela com uma cirurgia de mama no mesmo tempo cirúrgico, frequentemente com lipoaspiração de áreas adjacentes. Uma abdominoplastia isolada, sem cirurgia de mama, continua sendo apenas uma abdominoplastia. Em português a página usa Cirurgia Pós-Gestação como equivalente, e a descrição médica do que é feito é abdominoplastia associada a cirurgia de mama — não existe um código único para a combinação, justamente porque a composição varia de paciente para paciente. A expressão inglesa se pronuncia aproximadamente "mâmi meicôver". Vale saber que o rótulo não define técnica nem extensão — duas pacientes com o mesmo nome de cirurgia podem ter procedimentos bem diferentes, e é a avaliação individual que define o que entra.

Combinar as cirurgias é seguro?

Uma revisão sistemática com metanálise de 8 estudos e 138.020 pacientes não encontrou diferença estatística nas taxas de complicação entre combinar abdominoplastia com cirurgia de mama e realizar cada procedimento isoladamente, concluindo que a combinação é segura em pacientes bem selecionadas. Três ressalvas importam: a certeza da evidência foi classificada de moderada a muito baixa, os estudos incluídos eram muito heterogêneos entre si, e a análise cobriu abdominoplastia com cirurgia de mama — não combinações que acrescentam lipoaspiração de grande volume. A seleção da paciente é o que determina o resultado.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Depende diretamente de quais procedimentos entram na combinação. O tempo cirúrgico é um dos fatores considerados na decisão de combinar ou operar em etapas, e a estimativa é feita individualmente.

É melhor combinar ou operar em etapas?

Não há resposta única, e vale saber que a literatura disponível não respondeu diretamente a essa pergunta: os estudos comparam a cirurgia combinada com cada procedimento isolado, não com as duas cirurgias feitas em tempos separados. Na prática, a combinação evita uma segunda anestesia e um segundo período de recuperação; operar em etapas reduz o tempo cirúrgico de cada intervenção. A decisão considera o tempo previsto, o volume de lipoaspiração, o índice de massa corporal e as condições clínicas.

Dá para combinar BBL ou lipo 360 na mesma cirurgia?

É a pergunta que exige mais cautela. A lipoaspiração de áreas adjacentes — flancos e dorso — costuma compor o planejamento, mas acrescentar lipoaspiração de grande volume, ou o enxerto de gordura no glúteo que as pacientes chamam de BBL, muda a conta de segurança: aumenta o tempo cirúrgico e o volume aspirado — e tempo de cirurgia prolongado e imobilidade são fatores que pesam no risco trombótico, enquanto volume aspirado e perda de sangue pesam na estabilidade hemodinâmica e na eventual necessidade de reposição. O enxerto de gordura no glúteo tem, além disso, um risco próprio descrito na literatura — a embolia gordurosa, quando a gordura alcança o plano intramuscular —, e é por isso que as recomendações de segurança da especialidade limitam a injeção ao plano subcutâneo. No Brasil o volume aspirado tem limite normativo (Resolução CFM 1.711/2003), e quando volume e área se aproximam do máximo admitido a associação com outras cirurgias deve ser evitada. Por isso o enxerto de gordura no glúteo costuma ser avaliado em um tempo cirúrgico próprio, e não somado a uma abdominoplastia com cirurgia de mama.

O mommy makeover exige internação? Quantos dias no hospital?

Sim, ao menos uma noite. O mommy makeover reúne mais de uma cirurgia no mesmo tempo cirúrgico, e cirurgia combinada é conduzida com internação de pelo menos uma noite, para observar dor, sangramento e recuperação anestésica. Não se trata de internação de dias. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia. Essa mesma definição determina o local: os procedimentos com alta no mesmo dia são realizados no centro cirúrgico próprio da Clínica Healme, e os que exigem internação, no centro cirúrgico do Hospital UMC — no mesmo complexo, sem deslocamento entre cidades.

Quanto tempo depois do parto posso operar?

Não há na literatura um intervalo mínimo definido por estudo. O que se considera são referências indiretas: o risco trombótico permanece elevado até cerca de 12 semanas após o parto, e a diástase dos retos ainda regride espontaneamente ao longo do primeiro ano. Por isso a avaliação individual costuma acontecer depois desse período.

O peso precisa estar estável?

Sim, é o que se recomenda. Índice de massa corporal elevado é fator de risco independente para complicação em cirurgia de contorno corporal, e a estabilidade de peso também protege o resultado a longo prazo.

A correção da diástase resolve dor nas costas?

É uma expectativa comum, mas a evidência ainda é limitada. Há coortes que associam a diástase a pior escore de dor lombar e pior qualidade de vida, e séries que mostram melhora após a plicatura — mas não há ensaio randomizado comparando a cirurgia com fisioterapia isolada. A correção não é indicada como tratamento comprovado de lombalgia.

Que tipo de anestesia é utilizada?

Geralmente anestesia geral, definida em conjunto com a equipe de anestesiologia na avaliação pré-operatória.

Como é o controle da dor no pós-operatório?

Entre os recursos com melhor evidência está o bloqueio do plano transverso do abdome (TAP), que em metanálise em rede reduziu o consumo de opioide nas primeiras 24 e 48 horas após abdominoplastia. O esquema é definido com a equipe de anestesiologia.

Vou precisar de dreno?

Depende da técnica utilizada. Existem técnicas de sutura que reduzem a formação de seroma e permitem abdominoplastia sem dreno; quando o dreno é usado, o tempo de permanência varia conforme o caso e não existe prazo padrão publicado.

Quando vou poder pegar meu filho no colo?

É a pergunta mais frequente e a que menos tem resposta publicada: não existe na literatura orientação com peso em quilos ou prazo em semanas. É uma orientação de equipe, definida caso a caso conforme os procedimentos realizados — e vale planejar apoio em casa para as primeiras semanas.

Como é a recuperação, semana por semana?

Geralmente se indica uma noite de internação. Na primeira semana o desconforto é maior, a postura fica levemente curvada para não tensionar a sutura do abdome, e o dreno, quando usado, é retirado em consulta de retorno, conforme o volume drenado. Entre a segunda e a terceira semana a dor costuma ceder e trabalhos sem esforço físico são retomados — em geral entre 2 e 3 semanas, mais tempo quando a atividade exige esforço. A cinta abdominal e o sutiã cirúrgico costumam ser orientados por cerca de 4 a 6 semanas, e atividades leves liberadas a partir de 3 a 4 semanas. A maior parte do edema regride nas primeiras semanas; o residual continua diminuindo entre o terceiro e o sexto mês, e contorno e cicatriz seguem mudando até cerca de 12 a 18 meses. Os prazos variam conforme a combinação realizada.

Como vou conseguir dormir depois da cirurgia?

Nas primeiras semanas a orientação habitual é dormir de costas, com o tronco elevado em torno de 30 a 45 graus e travesseiros sob os joelhos — a leve flexão do quadril reduz a tensão sobre a sutura do abdome, e a elevação do tronco ajuda no edema e no conforto das mamas. Dormir de lado ou de bruços costuma ser liberado só depois, conforme a evolução, porque pressiona a mama operada e traciona a cicatriz abdominal. Muitas pacientes organizam uma poltrona reclinável ou uma pilha firme de travesseiros antes da cirurgia, o que facilita as primeiras noites. O momento exato de liberar cada posição é definido nos retornos.

Quando posso voltar a treinar?

A caminhada leve começa cedo, ainda nos primeiros dias, e não é opcional: a deambulação precoce faz parte da prevenção do risco trombótico. Depois dela, a liberação é por etapas — exercícios de impacto e fortalecimento abdominal apenas após liberação específica, geralmente entre 6 e 8 semanas, porque a plicatura da aponeurose precisa de tempo para consolidar. O componente mamário acrescenta uma restrição própria: movimentos amplos e carga em membros superiores — supino, puxada, flexão de braço — costumam ser os últimos a voltar. Abdome e mamas têm prazos diferentes na mesma paciente, e cada liberação é dada nos retornos, conforme a evolução.

Quantas cicatrizes ficam e onde elas ficam?

Em uma combinação completa costumam ser três regiões com cicatriz — abdome, umbigo e mama —, além dos pontos de entrada da lipoaspiração, quando ela é realizada. No abdome, uma cicatriz horizontal na região baixa, posicionada, na maioria dos casos, para ficar mais discreta sob a roupa íntima, com extensão que depende da quantidade de pele ressecada. Ao redor do umbigo, uma cicatriz circular, quando há transposição umbilical. Na mama, o desenho segue a via de acesso e a técnica definidas no planejamento — pode ser uma incisão curta ou um desenho mais extenso quando há reposicionamento do complexo aréolo-mamilar. A lipoaspiração deixa pontos de entrada de poucos milímetros. Todas tendem a clarear e amolecer ao longo dos meses, com maturação até cerca de 12 a 18 meses — mas nenhuma desaparece. Histórico de cicatriz hipertrófica ou de queloide muda o planejamento e precisa ser informado na consulta.

O umbigo muda de lugar? Como fica a cicatriz ao redor dele?

Muda de posição na pele, e com frequência de formato. Na abdominoplastia clássica o umbigo é desinserido da pele que será removida e reposicionado em uma nova abertura, mantendo o pedículo ligado à parede abdominal — é a transposição umbilical. Como a pele que passa a cercá-lo é outra, o resultado visual tende a ser um umbigo de contorno diferente do anterior, com uma cicatriz circular ao redor, que amadurece ao longo dos meses como as demais. Em técnicas de menor extensão, sem ressecção acima da linha do umbigo, pode não haver transposição. Entre as alterações possíveis estão estenose, má posição e assimetria; parte delas pode ser reavaliada em um retoque, por vezes sob anestesia local, conforme o caso e a extensão da alteração. O desenho é discutido antes da cirurgia.

O risco é o mesmo de operar separado?

Não exatamente. Na mesma metanálise, o perfil de complicações da combinação foi comparável ao da abdominoplastia isolada, mas maior do que o da cirurgia de mama isolada — ou seja, é a abdominoplastia que carrega o risco do conjunto.

Existe risco de morte? Quais são os riscos mais sérios?

Existe risco, como em qualquer cirurgia de grande porte, e ele não é zero. É justamente por isso que a avaliação pré-operatória, a estimativa do risco trombótico e a seleção da paciente pesam tanto no planejamento. O evento com maior potencial de gravidade descrito em abdominoplastia é o tromboembolismo venoso, com a embolia pulmonar como desfecho temido — daí a deambulação precoce, a compressão e a profilaxia medicamentosa quando indicada. As demais complicações descritas são seroma, hematoma, infecção, sofrimento e necrose de pele — bem mais frequentes em fumantes —, deiscência, alteração de sensibilidade e cicatrização desfavorável. No lado mamário somam-se a contratura capsular, a alteração de sensibilidade do mamilo e o sofrimento do complexo aréolo-mamilar: em uma série de reduções mamárias houve necrose parcial da aréola em 3,1% das pacientes e necrose total em 0,6%, com risco maior em pacientes diabéticas e quando a distância entre o esterno e o mamilo é grande. Quando o componente mamário inclui implante, entram no rol os riscos próprios do dispositivo: ruptura e necessidade de nova cirurgia ao longo dos anos — em um acompanhamento de dez anos de implantes de silicone, 13% das pacientes avaliadas por ressonância apresentavam ruptura — e o linfoma anaplásico de grandes células associado a implante, evento raro: em um registro nacional holandês, estimou-se um caso a cada 6.920 mulheres com implante até os 75 anos. Combinar procedimentos aumenta o tempo cirúrgico, que é em si um fator de risco, e é por isso que a seleção é criteriosa.

Como vocês previnem trombose na cirurgia?

A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.

Preciso ter parado de amamentar?

A mama muda de volume e de forma durante e após a amamentação, e o resultado de uma cirurgia mamária feita antes da estabilização tende a não se manter. O momento é definido individualmente na consulta.

Posso engravidar depois?

Uma revisão sistemática de 17 estudos e 237 pacientes concluiu que a gestação não deve ser contraindicada após abdominoplastia, sem registro de óbito materno ou neonatal nos estudos incluídos. O que pode acontecer é a perda parcial do resultado estético.

Sou fumante. Isso muda alguma coisa?

Muda bastante. O tabagismo aumenta de forma importante o risco de complicação de cicatrização em abdominoplastia, e a interrupção precisa acontecer com semanas de antecedência para ter efeito mensurável.

O resultado dura? Como fica anos depois?

A parte que tende a se manter melhor é a ressecção de pele: o que foi removido não se refaz, embora a pele remanescente continue sujeita à variação de peso e ao envelhecimento. A plicatura da aponeurose se mantém na maior parte dos casos, mas não em todos: no seguimento por ultrassom de maior prazo publicado — média de 64 meses —, 40% das pacientes apresentavam diástase residual ou recidivada, e ganho de peso e nova gestação são as situações mais associadas a essa perda. A mama segue sujeita ao envelhecimento, à gravidade e à variação de peso, e é o componente que mais muda com os anos. Quando há implante, soma-se um fato do dispositivo: ele não é permanente. Em acompanhamento de dez anos, cerca de 18% das pacientes de aumento já não estavam com o implante original, e a mastopexia com aumento no mesmo tempo cirúrgico tem taxa de reoperação descrita em torno de 23% em série de 332 casos. Prever uma revisão em algum momento faz parte da decisão inicial. Manter o peso estável é um dos fatores que mais tendem a proteger o conjunto. Nenhuma cirurgia interrompe o envelhecimento, e não é raro que uma paciente queira um ajuste anos depois — de cicatriz, de contorno ou da mama. Retoque não é sinal de erro: é uma possibilidade prevista e conversada antes.

Plano de saúde ou convênio cobre a mommy makeover?

Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como a correção de hérnia ou de diástase com repercussão funcional documentada —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.

A mommy makeover é feita pelo SUS?

Não — o SUS não contempla procedimento com finalidade exclusivamente estética. As etapas que têm indicação funcional — correção de hérnia ou de diástase com repercussão documentada — são avaliadas separadamente, e não como o conjunto. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá, nas indicações reparadoras e funcionais. Para essas, o caminho é dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.

Vocês publicam fotos de antes e depois?

Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.

Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.

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