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Explante (Retirada de Prótese de Silicone) em Uberlândia-MG

Retirada ou troca da prótese de silicone, por indicação médica ou por decisão da paciente, com planejamento do que acontece com a mama depois.

Dra. Lorena Gidrão de Queiroz, cirurgiã plástica em Uberlândia-MG
Dra. Lorena Gidrão de Queiroz CRM-MG 85769 · RQE 71258 (Cirurgia Plástica) Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Clínica Healme · Complexo Hospital UMC — Uberlândia/MG
Sobre o Procedimento

Explante

O explante é a cirurgia de retirada do implante mamário. Pode ser uma retirada definitiva, uma troca por um implante de volume menor ou de outro tipo, ou uma retirada associada a outro procedimento que reposicione a mama — e essas três decisões são diferentes entre si.

Os motivos se dividem em dois grupos, e os dois são legítimos. Há a indicação médica, quando algo no implante ou na mama pede a retirada: contratura capsular, ruptura, infecção, má-posição, ou a investigação de um achado tardio. E há a decisão da paciente, que não precisa de justificativa clínica — mudou o que ela quer para o próprio corpo, e isso basta.

A conversa central do explante não é sobre retirar: é sobre o que acontece com a mama depois. O implante ocupava um espaço, a pele acomodou esse volume, e o resultado da retirada depende de quanto tecido mamário existe, de quanto tempo o implante ficou e de como a pele responde. É isso que a avaliação define antes.

O Que Considerar
  • —
    Avaliação do implante atual — tipo, volume, tempo e via de acesso — e da mama que existe por baixo dele.
  • —
    Definição entre retirada definitiva, troca por volume menor ou retirada associada a reposicionamento.
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    Extensão da capsulectomia definida pelo achado de cada caso, não por rotina fixa.
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    Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Antes, durante e depois

Preparo, procedimento e recuperação

Preparo

Antes do explante, costuma-se solicitar exames pré-operatórios de rotina (exames de sangue, avaliação cardiológica quando indicada) e exame de imagem das mamas — ultrassonografia, mamografia ou ressonância, conforme a idade, o histórico e o que se quer esclarecer sobre o implante atual. Vale levar à consulta os dados do implante que está no corpo: o cartão do implante, a nota ou o relatório da cirurgia anterior, com marca, modelo, volume e via de acesso. Essa informação muda o planejamento. Em geral orienta-se a suspensão do tabagismo e de medicamentos ou suplementos com efeito anticoagulante por um período antes da cirurgia, conforme avaliação individual, além de jejum nas horas que antecedem o procedimento e de providenciar acompanhante para o dia da cirurgia e para os primeiros dias em casa.

Durante o procedimento

Em geral realizado sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, reutilizando quando possível a cicatriz da cirurgia anterior: o implante é retirado e, conforme o achado, a cápsula que o envolve é removida de forma parcial ou total, podendo a cirurgia ser associada à troca por implante menor ou ao reposicionamento da mama, conforme o planejamento definido na consulta.

Recuperação e acompanhamento

Após o explante, geralmente orienta-se o uso de sutiã cirúrgico ou faixa compressiva pelo período definido pela equipe, repouso relativo e restrição de esforço com os braços e de levantar peso por algumas semanas. Quando houve capsulectomia ou troca, pode ser utilizado dreno por alguns dias. Costuma-se agendar retornos para acompanhar a cicatrização e, quando aplicável, a retirada de pontos. Sinais como dor intensa ou progressiva, febre, secreção com odor forte, vermelhidão ou aumento rápido de volume em uma das mamas devem ser comunicados prontamente à equipe. O contorno definitivo não é o do pós-operatório imediato: a pele leva meses para acomodar, e a avaliação do resultado é feita ao longo desse período.

Perguntas Frequentes

Dúvidas comuns sobre Explante

O que é contratura capsular?

Toda prótese é envolvida por uma cápsula de tecido que o próprio corpo forma ao redor dela. Isso é esperado e acontece com qualquer implante. A contratura é quando essa cápsula espessa e se contrai, apertando o implante: a mama endurece, pode subir de posição, mudar de formato e doer. A classificação usual é a de Baker, de I a IV — os graus I e II costumam ser acompanhados, e os graus III e IV, em que já há deformidade visível ou dor, são os que mais frequentemente levam à indicação cirúrgica. A conduta pode ser retirada da cápsula com troca do implante ou retirada definitiva, e isso se define caso a caso.

O que é BIA-ALCL? Devo me preocupar?

O linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário é uma doença rara e precisa ser entendida pelo que é: não é câncer de mama — é um linfoma que surge no tecido que envolve o implante. Está associado principalmente a implantes de superfície texturizada. O sinal mais frequente é o seroma tardio: aumento de volume de uma das mamas, meses ou anos depois da cirurgia, sem trauma que explique. No Brasil, a Anvisa emitiu o primeiro alerta de tecnovigilância sobre a suspeita em 2011, determinou em 2018 a suspensão cautelar dos implantes texturizados e revogou essa suspensão em 2019, alinhada às demais agências internacionais. O que isso significa na prática: é raro, não justifica retirar um implante que está bem, e qualquer aumento de volume tardio em uma só mama merece avaliação — na maioria das vezes não é isso, mas é o achado que se investiga.

O que é retirada em bloco, o en bloc?

É a retirada do implante junto com a cápsula inteira, sem abrir a cápsula durante a cirurgia — o conjunto sai fechado. É a conduta estabelecida quando há suspeita ou diagnóstico de BIA-ALCL, situação em que manter o conteúdo contido faz parte do tratamento. Fora dessa indicação, o en bloc passou a ser muito pedido por informação que circula fora do consultório, e vale saber o que ele custa: exige descolamento maior, aumenta o tempo cirúrgico e, dependendo de onde a cápsula está aderida, aproxima a dissecção da parede torácica. Em cápsula fina, nem sempre é tecnicamente possível retirá-la em peça única. A Dra. Lorena realiza a retirada em bloco quando o caso indica; o que a consulta define é se o seu caso indica, e isso é uma conversa sobre o achado, não sobre o nome da técnica.

Dá para trocar por uma prótese menor em vez de retirar?

Sim, e é um caminho frequente para quem quer menos volume sem abrir mão de ter implante. A troca por volume menor tem uma particularidade que precisa ser dita antes: a pele e a cápsula acomodaram o volume antigo, e um implante menor no mesmo espaço tende a deixar sobra de pele e perda de projeção no polo superior. Por isso a troca para menor com frequência é planejada junto de um ajuste — capsulorrafia, para reduzir a loja, ou mastopexia, para redistribuir a pele. Trocar só o implante por um menor, sem considerar isso, costuma ser a razão de insatisfação depois.

A cicatriz é a mesma da cirurgia anterior?

Na maioria das vezes sim. Quando a cicatriz anterior está no sulco inframamário ou ao redor da aréola e permite acesso adequado, ela é reutilizada, e não se acrescenta cicatriz nova. Há situações em que isso muda: quando a cápsula precisa ser retirada de forma mais ampla, quando a via anterior era axilar — que não dá acesso suficiente para uma capsulectomia — ou quando se associa mastopexia, que tem marcação própria e cicatriz maior. Levar o relatório da cirurgia anterior para a consulta ajuda exatamente nisso: saber por onde se entrou da outra vez muda o planejamento.

É preciso retirar a cápsula junto com o implante?

Depende do que se encontra, e essa é uma decisão que não deve ser tomada por rotina fixa. A cápsula é o tecido que o corpo formou ao redor do implante; quando é fina e sem alteração, parte dela pode ser deixada, e o próprio corpo a reabsorve ao longo do tempo. Quando está espessada, calcificada, contraída ou há suspeita de alteração, a retirada passa a ter indicação. A extensão varia entre capsulectomia parcial e total, e cada grau a mais de retirada significa mais descolamento, mais tempo cirúrgico e mais risco de sangramento — por isso não é uma escolha neutra que se faz “por precaução”. A Dra. Lorena realiza a capsulectomia parcial ou total conforme o caso indicar — o que define a extensão é o achado, discutido na consulta e confirmado no intraoperatório.

Posso fazer a mastopexia na mesma cirurgia da retirada?

Em parte dos casos sim, e em parte é mais seguro separar. Fazer tudo num tempo só tem a vantagem óbvia de uma anestesia e uma recuperação. A ressalva é técnica: ao retirar o implante e levantar a mama no mesmo ato, trabalha-se sobre um tecido cuja acomodação final ainda não aconteceu, e o resultado da pexia é planejado sobre uma forma que ainda vai mudar. Em mamas com pele muito redundante ou histórico de contratura importante, a abordagem em dois tempos — retirar primeiro, reavaliar depois de alguns meses e então reposicionar — costuma dar resultado mais previsível. As duas condutas são realizadas pela Dra. Lorena — o explante com mastopexia no mesmo tempo e o explante em dois tempos. Qual se aplica a você se define na avaliação, e é uma decisão de previsibilidade, não de preferência.

Que tipo de anestesia é utilizada e preciso de internação?

O explante é realizado sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, com equipe de anestesiologia. A necessidade de internação segue o porte do que será feito: a retirada isolada, sem capsulectomia extensa, costuma permitir alta no mesmo dia; quando há capsulectomia ampla, troca, uso de dreno ou associação com mastopexia, a conduta usual é permanecer ao menos uma noite. Como em todas as cirurgias, a necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é avaliada caso a caso na consulta pré-operatória.

Tenho sintomas que associo à prótese — fadiga, dor nas articulações, névoa mental. Isso existe?

Os relatos existem e são levados a sério na consulta. Eles são reunidos sob o nome breast implant illness, ou doença do implante mamário, e incluem com mais frequência fadiga, dor articular ou muscular, dificuldade de concentração, queda de cabelo e alterações de humor. É preciso ser exato sobre o que se sabe: não é um diagnóstico formal — não há critério diagnóstico estabelecido, não há exame que confirme ou descarte, e a relação de causa não está demonstrada. O que é oficial é o reconhecimento de que os relatos existem: desde 2021 a bula dos implantes nos Estados Unidos traz advertência em destaque e uma lista de verificação informando que parte das pacientes relata sintomas sistêmicos, que eles podem ocorrer com qualquer tipo de implante, e que parte relata melhora após a retirada — sem que todas melhorem. A conduta é não descartar a queixa e não prometer que a retirada resolve. Antes de operar, investiga-se o que mais pode explicar os sintomas, porque atribuir tudo ao implante pode atrasar outro diagnóstico.

Vou precisar de dreno?

Depende do que for feito. Na retirada isolada, com pouco descolamento, geralmente não. Quando há capsulectomia ampla, a área descolada é maior e a produção de líquido também — nesses casos o dreno pode ser utilizado por alguns dias, para reduzir a chance de seroma. Quando usado, costuma ser retirado nos primeiros retornos, em consultório, e não impede a alta.

Como é a recuperação?

A ordem de grandeza usual: repouso relativo nos primeiros dias, com restrição de esforço com os braços e de levantar peso por algumas semanas; sutiã cirúrgico ou faixa compressiva pelo período definido pela equipe; retorno a trabalho administrativo em torno de uma a duas semanas, conforme a extensão da cirurgia; e atividade física liberada progressivamente, com os exercícios de membro superior por último. O edema inicial cede nas primeiras semanas, mas o contorno continua mudando por meses, porque a pele está se acomodando a um volume menor. Quem associou mastopexia tem prazos mais próximos aos dessa cirurgia. O afastamento é definido conforme a sua função real, e vale descrever na consulta o que você faz no dia a dia.

Quais são os riscos do explante?

São os riscos de qualquer cirurgia sob anestesia geral — relacionados à anestesia, sangramento, infecção e eventos tromboembólicos, cuja prevenção faz parte do protocolo — somados aos específicos desta cirurgia: seroma, o acúmulo de líquido no espaço que o implante ocupava, que é a intercorrência mais frequente, sobretudo após capsulectomia ampla; hematoma; alteração de sensibilidade da mama e do mamilo, geralmente transitória; irregularidade de contorno e assimetria; e, quando a dissecção se aproxima da parede torácica em capsulectomias extensas, o risco, raro, de lesão pleural. A chance de cada um varia com o que será feito — é outra razão pela qual a extensão da capsulectomia não é uma decisão a tomar por precaução genérica.

Vou conseguir amamentar depois?

A retirada do implante em si não remove tecido mamário nem os ductos, então não é esperado que comprometa a amamentação. O que pode interferir é outra coisa: a cirurgia que colocou o implante, especialmente se a via foi periareolar, e um procedimento associado à retirada, como a mastopexia, conforme a técnica. Também vale lembrar que a capacidade de amamentar varia entre mulheres independentemente de qualquer cirurgia. Se a amamentação futura é importante para você, diga isso na consulta — é informação que muda o planejamento.

Prótese de silicone tem prazo de validade?

Não no sentido de uma data impressa, e essa é uma confusão comum. O implante não vence num dia determinado nem precisa ser trocado em intervalo fixo só porque o tempo passou. O que existe é outra coisa: a chance de alguma intercorrência — ruptura, contratura, má-posição — aumenta ao longo dos anos, e por isso implante é um dispositivo que exige acompanhamento, não um procedimento que se encerra na alta. A decisão de trocar ou retirar vem de um achado ou de uma decisão da paciente, não do calendário.

Com que frequência preciso acompanhar meu implante se eu não retirar?

Implante mamário é um dispositivo, e dispositivo exige acompanhamento. O seguimento inclui consulta periódica e exame de imagem das mamas, com o método e o intervalo definidos conforme a sua idade, o seu histórico e o tipo de implante — a recomendação de rastreamento de ruptura silenciosa já mudou ao longo dos anos entre ressonância e ultrassonografia, e por isso o intervalo é combinado no acompanhamento, e não copiado de uma regra genérica. Fora do calendário, há sinais que pedem avaliação sem esperar a próxima consulta: mudança de formato ou de consistência, dor nova, e aumento de volume de uma só mama.

Plano de saúde ou convênio cobre o explante?

Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como a ruptura do implante, a contratura capsular com dor ou a investigação de um achado tardio —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.

O explante é feito pelo SUS?

Sim, quando há indicação reparadora ou funcional — por exemplo a retirada de um implante rompido, infectado ou com contratura capsular sintomática, por indicação clínica. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada pelo SUS. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.

Vocês publicam fotos de antes e depois?

Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.

Quais são os motivos médicos para retirar uma prótese?

São os casos em que algo no implante ou na mama pede a retirada, independentemente do que a paciente gostaria esteticamente. Os principais são a contratura capsular, quando a cápsula que o corpo forma ao redor do implante endurece e passa a doer ou deformar a mama; a ruptura do implante; a infecção ou exposição do implante, que costuma ter conduta mais urgente; a má-posição, quando o implante se desloca, roda ou se acomoda fora do lugar planejado; e a investigação de um achado tardio, principalmente o aumento de volume de uma só mama meses ou anos depois da cirurgia. Cada um desses tem conduta própria, e nem todos terminam necessariamente em retirada definitiva — parte deles se resolve com troca.

E se eu simplesmente não quiser mais a prótese?

É motivo suficiente, e não precisa de justificativa clínica. Uma parte das pacientes que procura o explante não tem nenhuma complicação: mudou o que ela quer para o próprio corpo. Os relatos mais comuns são o incômodo com o volume ao praticar esporte, o peso nas costas e nos ombros, a mudança de preferência estética ao longo dos anos, e a sensação de que o implante fazia sentido numa fase da vida e não faz mais. A consulta não existe para convencer a manter nem para apressar a retirada — existe para mostrar com clareza o que a mama tende a se tornar depois, para que a decisão seja tomada com essa informação.

Como eu sei se minha prótese rompeu?

Nem sempre pela sensação. A ruptura pode ser evidente, com mudança de formato, endurecimento ou desconforto, mas pode também ser silenciosa — o implante de gel coeso rompe e o gel permanece contido pela cápsula, sem sinal externo. Por isso o diagnóstico é de imagem: ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética, conforme o caso e o que se quer esclarecer. É um dos motivos de o acompanhamento com exame de imagem fazer parte do seguimento de quem tem implante, com o intervalo definido no acompanhamento. Implante rompido tem indicação de retirada — com ou sem troca, conforme a decisão da paciente.

Como minha mama vai ficar depois de retirar?

Essa é a pergunta central do explante, e a resposta honesta é que depende de três coisas: quanto tecido mamário você tem por baixo do implante, quanto tempo o implante ficou, e como a sua pele responde. Quem tinha mama própria antes e usou implante de volume moderado por pouco tempo tende a voltar a algo próximo do que era, com algum grau de flacidez. Quem tinha pouco tecido, implante grande ou muitos anos de uso tende a ficar com a pele sobrando em relação ao conteúdo — e nesse caso a retirada isolada deixa a mama achatada e caída. Reconhecer isso antes é o que permite planejar: ou se aceita esse resultado, ou se associa um procedimento que o corrija. O contorno imediato não é o definitivo: a pele leva meses para acomodar, e a avaliação se faz ao longo desse período.

Dá para repor volume com gordura depois de tirar a prótese?

É uma possibilidade avaliada caso a caso, com expectativa calibrada. A lipoenxertia mamária usa gordura da própria paciente, aspirada em outra região, processada e reinjetada na mama. O ganho de volume é discreto quando comparado ao de um implante, parte do enxerto é reabsorvida em proporção que varia de pessoa para pessoa, e mais de uma sessão pode ser necessária. Há ainda um ponto que precisa ser informado antes: a gordura que não sobrevive pode evoluir para cistos oleosos, necrose gordurosa ou calcificações, achados benignos mas que aparecem em exame de imagem e precisam ser diferenciados de outras lesões — por isso é importante informar ao radiologista que houve enxerto, e em qual mama. A Dra. Lorena realiza a lipoenxertia mamária quando há indicação, inclusive após o explante, com o planejamento definido caso a caso. O que ela não é: a troca de um implante por um volume equivalente — é outra proposta.

A retirada é mais simples que a colocação?

Nem sempre, e essa expectativa é comum. Retirar um implante íntegro, de cápsula fina, por uma cicatriz que já existe, é de fato um procedimento de porte menor. Mas quando há capsulectomia extensa, contratura importante, implante rompido com gel disperso, ou associação com mastopexia, a cirurgia passa a ter porte igual ou maior que o da colocação — mais tempo, mais descolamento, às vezes dreno. O porte é definido pelo que precisa ser feito, não pelo fato de ser uma retirada.

Depois de retirar, dá para colocar de novo?

Dá, e não é raro. Algumas pacientes retiram, convivem com a mama sem implante por um período e decidem recolocar; outras retiram em caráter definitivo. O intervalo recomendado depende do motivo da retirada: quando foi infecção, por exemplo, há um tempo necessário antes de reintroduzir um implante, e isso não é negociável. Quando a retirada foi por decisão da paciente, o intervalo é mais flexível, e o que define é a acomodação do tecido. É uma conversa que pode ser retomada depois — a retirada não fecha a porta.

Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Outubro/2026.

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