Mastopexia em Uberlândia-MG
Elevação das mamas para corrigir a flacidez e devolver um contorno mais firme, sem necessariamente alterar o volume.
Mastopexia
A mastopexia — o levantamento de mama — reposiciona o tecido mamário e a pele para corrigir a ptose (queda) das mamas, comum após gestações, amamentação ou grandes variações de peso.
Pode ser realizada isoladamente — a mastopexia sem prótese — ou associada a prótese de silicone, a mastopexia com prótese, quando a paciente deseja também aumentar o volume das mamas.
A técnica e o posicionamento das cicatrizes são planejados conforme o grau de flacidez e o formato desejado.
- — Avaliação do grau de ptose mamária e da qualidade da pele.
- — Possibilidade de associação com implante de silicone, conforme desejo da paciente.
- — Cicatrizes planejadas conforme a técnica indicada para cada caso.
- — Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Preparo, procedimento e recuperação
Preparo
Antes da mastopexia, costuma-se solicitar exames pré-operatórios de rotina (exames de sangue, avaliação cardiológica e, quando indicado, mamografia ou ultrassonografia das mamas) e uma consulta de avaliação anestésica. Geralmente orienta-se a suspensão do tabagismo e de determinados medicamentos/suplementos (como anti-inflamatórios e anticoagulantes) por um período antes da cirurgia, conforme avaliação individual da equipe médica. Por ser um procedimento cirúrgico realizado sob anestesia, normalmente é necessário jejum nas horas que antecedem a cirurgia. Também costuma-se recomendar providenciar um acompanhante para o dia do procedimento e para os primeiros dias de recuperação em casa.
Durante o procedimento
O tecido mamário e a pele são reposicionados para corrigir a ptose, isoladamente ou em associação com implante de silicone; a técnica e o posicionamento das cicatrizes seguem o grau de flacidez e o formato desejado. Costuma ser realizada sob anestesia geral e durar de duas a quatro horas.
Recuperação e acompanhamento
Após a mastopexia, geralmente orienta-se o uso de sutiã cirúrgico/faixa compressiva e cuidados específicos com os curativos durante os primeiros dias a semanas, além de repouso relativo e restrição de esforços físicos e de levantar peso por um período determinado pela equipe médica. Costuma-se agendar consultas de retorno para acompanhar a cicatrização e, quando aplicável, a retirada de pontos. Sinais como dor intensa ou progressiva, febre, secreção com odor forte, ou vermelhidão e inchaço importantes nas mamas devem ser comunicados prontamente à equipe médica. A rotina completa de curativos, o momento de retorno ao trabalho e às atividades físicas, e demais orientações costumam ser combinados individualmente com a cirurgiã.
Dúvidas comuns sobre Mastopexia
Como saber se a minha mama caída precisa de cirurgia? Meu mamilo aponta para baixo.
A referência usada na avaliação é o sulco inframamário, a dobra sob a mama, e o que se mede é a posição do mamilo em relação a ela. Mamilo na altura da dobra corresponde à ptose leve; abaixo da dobra, mas ainda acima do contorno inferior da mama, à ptose moderada; abaixo da dobra e também do contorno inferior, apontando para o chão, à ptose acentuada. Quando o mamilo permanece acima da dobra e o que desceu foi o tecido mamário, fala-se em pseudoptose — e mama com o mamilo acima da dobra e o tecido em posição habitual não caracteriza ptose. Uma observação caseira grosseira ajuda a decidir buscar avaliação: sem sutiã, se a mama cobre a própria dobra e o mamilo desapareceu para baixo dela, é provável que haja ptose — o grau, porém, só é definido no exame clínico. O que muda a conduta é o motivo do incômodo: se a queixa principal é peso, dor no pescoço e nas costas ou o sulco do sutiã marcando os ombros, a avaliação caminha para a mamoplastia redutora, que retira volume; se o volume agrada e incomoda apenas a queda, para a mastopexia.
Quanto tempo de peso estável é preciso antes de operar depois de emagrecer muito?
Seis meses de peso estável é o critério usual, e é o que descrevem os critérios de indicação publicados em contorno corporal pós-emagrecimento. A razão não é burocrática. Reganho de peso depois desse tipo de cirurgia é comum: em seguimento de pacientes operadas de contorno de tronco, o grupo que havia feito cirurgia bariátrica reganhou em média cerca de 12% depois de alcançado o peso mais baixo, contra cerca de 8% entre quem não havia operado o estômago. Operar antes de o peso assentar é operar um corpo que ainda vai mudar. O índice de massa corporal entra junto, e não como detalhe: em série de 2.533 abdominoplastias pós-emagrecimento, as pacientes com IMC mais elevado apresentaram mais seroma, deiscência, hematoma com necessidade de reintervenção e infecção de sítio cirúrgico. Por isso peso estável e IMC são avaliados em conjunto, e o alvo é definido individualmente na consulta — em parte dos casos a orientação é seguir emagrecendo antes de programar a cirurgia, o que frustra quem chegou querendo data, e é o que protege o resultado. Entram também a avaliação nutricional e a interrupção do tabagismo.
Que exames e avaliação nutricional são pedidos antes de operar depois de emagrecer muito?
A avaliação nutricional não é opcional nem terceirizada: a clínica tem nutricionista na equipe, e todas as pacientes passam por consulta nutricional, com bioimpedância. Isso existe por uma razão que a literatura de contorno corporal pós-emagrecimento documenta bem. Os análogos de GLP-1 suprimem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, o que reduz a ingesta de proteína e de micronutrientes; a cirurgia bariátrica, o sleeve inclusive, predispõe a déficit de ferro, vitamina B12 e proteína. E o déficit de proteína não é detalhe: ele compromete a produção de colágeno, a angiogênese e a imunidade, e é fator de risco para má cicatrização — que é justamente o que mais se teme nesse tipo de cirurgia. As diretrizes descrevem alvo de 60 a 120 g de proteína por dia, e parte importante dos pacientes em uso dessas medicações não alcança esse valor; daí a ênfase em distribuir a proteína ao longo do dia, em refeições menores e mais frequentes, em vez de concentrar. O pré-operatório laboratorial é amplo e inclui o rastreio de anemia e dos déficits mais associados a esse perfil. A lista exata é definida caso a caso e discutida na consulta, porque depende de como o peso foi perdido, de quanto tempo se passou e do que já vinha sendo reposto.
Mastopexia é o mesmo que aumento de mama?
Não — a mastopexia eleva e remodela a mama caída, sem necessariamente adicionar volume. Pode ser combinada com implante quando indicado.
Qual a diferença entre mastopexia com prótese e sem prótese?
A mastopexia sem prótese reposiciona o tecido mamário e a pele que a paciente já tem: eleva a mama e corrige a queda, sem aumentar o volume. A mastopexia com prótese associa um implante de silicone no mesmo tempo cirúrgico, indicada quando, além da queda, há perda de volume — em especial no polo superior da mama. A definição depende da quantidade de tecido mamário existente, do grau de flacidez e do resultado desejado, avaliados na consulta.
Mastopexia e mamoplastia redutora são a mesma coisa?
Não. A mastopexia corrige a queda da mama sem necessariamente alterar o volume. A mamoplastia redutora remove tecido mamário para diminuir o volume, e por isso costuma incluir também a elevação — daí a expressão "mastopexia redutora", usada quando é preciso reduzir e elevar na mesma cirurgia.
Quanto tempo dura a cirurgia?
Costuma durar de duas a quatro horas, variando conforme a técnica escolhida e se há associação com implante.
Existe mastopexia sem cortes, interna ou a laser? A técnica do sutiã interno evita a cicatriz?
Não existe elevação cirúrgica da mama sem incisão, e a técnica do sutiã interno não evita a cicatriz. O que se chama de mastopexia interna ou de sutiã interno são técnicas de sustentação feitas por dentro, pelas mesmas incisões da cirurgia — suturas que ancoram o tecido mamário em estruturas mais firmes. Continuam deixando cicatriz na pele. Fios de sustentação, radiofrequência e laser atuam sobre a pele e podem produzir, no máximo, elevação discreta e temporária, sem remover o excesso de pele — que é o que define uma ptose. Os fios têm ainda complicações próprias, como migração, depressão da pele, fibrose e extrusão. Quando a mama já está caída, a escolha real é entre aceitar a cicatriz e não operar — e essa comparação é feita na consulta, com o desenho previsto à vista.
A mastopexia exige internação? Quantos dias no hospital?
A mastopexia é realizada em centro cirúrgico de hospital ou de clínica com estrutura própria e equipe de anestesiologia — não é procedimento de consultório. Não se trata de internação de dias: a conduta habitual é uma noite de internação, com alta no dia seguinte, para observar a dor, o sangramento e a recuperação anestésica. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, na consulta e na avaliação pré-anestésica, para que você organize acompanhante e transporte com antecedência.
Que tipo de anestesia é utilizada?
Geralmente anestesia geral ou associada a sedação, definida conforme a extensão da cirurgia e avaliação pré-operatória feita em conjunto com a equipe de anestesiologia.
Mastopexia dói muito?
A dor costuma ser descrita mais como pressão, aperto e sensação de peso nas mamas do que como dor de corte, e concentra-se nas primeiras 48 a 72 horas — período em que a analgesia é prescrita em horário fixo, e não apenas quando a dor aparece. Do terceiro ao quinto dia, a maioria das pacientes já se mantém com analgésicos simples. Quando a mastopexia é associada a prótese posicionada atrás do músculo peitoral, o desconforto tende a ser maior nos primeiros dias, pelo estiramento muscular. Desconforto nas costas e na nuca é comum na primeira semana e vem da postura protegida e de dormir semi-sentada, não da mama. O que não é esperado é dor intensa, progressiva ou restrita a uma só mama — isso deve ser comunicado à equipe.
A mastopexia pode ser feita com anestesia local?
Não de forma isolada. A mastopexia exige descolamento de pele, remodelagem do tecido mamário e reposicionamento do complexo aréolo-mamilar — extensão que a anestesia local sozinha não cobre com segurança nem conforto. O padrão é anestesia geral, com frequência associada a bloqueio de parede torácica realizado pela equipe de anestesiologia para reduzir a dor das primeiras horas. Raquianestesia e peridural não são a via habitual em cirurgia de mama. Existe uma exceção: retoques pequenos e localizados, como a revisão de um segmento de cicatriz meses depois, podem ser feitos sob anestesia local, conforme a extensão. A definição final é da equipe de anestesiologia, na avaliação pré-operatória, considerando também o seu histórico clínico.
Quanto tempo de repouso é necessário no início da recuperação?
Geralmente recomenda-se repouso relativo na primeira semana, com retomada gradual das atividades do dia a dia nas semanas seguintes.
Quando posso voltar a trabalhar?
Varia conforme o tipo de atividade — trabalhos sem esforço físico costumam ser retomados antes de funções que exigem movimentação intensa dos braços.
Quando posso voltar a dirigir?
Normalmente após os primeiros dias, quando não há mais necessidade de analgésicos que causem sonolência e os movimentos dos braços já estão confortáveis.
Quando posso retomar exercícios físicos?
A retomada é gradual: caminhadas leves costumam ser liberadas primeiro, e atividades de maior impacto ou musculação de membros superiores só depois de reavaliação médica.
É preciso usar sutiã cirúrgico depois da cirurgia?
Sim — o uso de sutiã cirúrgico por um período é recomendado para apoiar o resultado durante a cicatrização.
A mastopexia precisa de dreno?
Na maioria das mastopexias sem prótese, não. O dreno existe para escoar líquido em áreas de descolamento amplo, e a mastopexia trabalha em um espaço relativamente contido, com hemostasia cuidadosa e suturas por camadas que reduzem o espaço morto. O dreno tende a ser considerado em situações específicas — mamas muito volumosas, descolamento maior, associação com prótese ou com lipoaspiração da região lateral do tórax, e histórico de sangramento. Quando usado, costuma ser retirado em consulta nos primeiros dias, conforme o volume drenado, e não em prazo fixo. A decisão pode ser tomada durante a própria cirurgia e é conversada antes, na consulta, para que você saiba o que pode encontrar ao acordar.
Como dormir depois da mastopexia? Posso dormir de lado?
Nas primeiras semanas, a orientação habitual é dormir de barriga para cima e com o tronco elevado — dois ou três travesseiros, ou a cabeceira da cama levantada —, o que ajuda a reduzir o edema e evita tração sobre as suturas. De bruços é a posição a ser evitada por mais tempo, porque comprime a mama operada e a cicatriz. Dormir de lado costuma ser liberado a partir de três a quatro semanas, de forma gradual e com um travesseiro apoiando o braço, mas o prazo muda conforme a técnica e a associação com prótese. Vale organizar o quarto antes da cirurgia: dormir apoiada por algumas semanas costuma incomodar mais do que a paciente espera.
Quantos dias de atestado depois da mastopexia?
O atestado é individual e acompanha o tipo de trabalho: atividades administrativas costumam permitir retorno entre sete e quatorze dias, enquanto funções que exigem levantar peso, erguer os braços acima da cabeça ou esforço físico contínuo pedem de três a quatro semanas. Nos primeiros dias, o que limita não é a dor em si, mas a restrição de movimento dos braços e o efeito dos analgésicos. A tensão sobre a sutura é um dos fatores associados ao alargamento da cicatriz, junto com a técnica empregada e as características individuais de cicatrização — por isso as restrições de esforço com os braços seguem valendo mesmo quando a paciente já se sente bem. O prazo é definido na consulta, conforme a técnica prevista, e reavaliado nos retornos.
Quanto tempo preciso ficar sem academia depois da mastopexia?
A sequência habitual começa por caminhada leve depois da primeira semana, evolui para aeróbico de baixo impacto por volta de três a quatro semanas e só então libera corrida, salto e musculação de membros superiores e de peitoral, geralmente a partir de seis semanas e após reavaliação. A ordem tem uma razão: o impacto e a tração dos braços atuam justamente sobre as suturas que sustentam o novo formato, e elas levam semanas para ganhar resistência. Sutiã esportivo de boa sustentação é recomendado quando o impacto voltar. Os prazos variam conforme a técnica, a associação com prótese e a evolução de cada paciente, e a liberação é feita nos retornos.
Existe mastopexia de recuperação rápida?
O termo vem da mamoplastia de aumento, onde descreve um conjunto de cuidados — dissecção sob visão direta, hemostasia rigorosa, analgesia planejada desde o pré-operatório e estímulo à movimentação precoce dos braços — e não um tipo diferente de cirurgia. Na mamoplastia de aumento esse conjunto inclui também dispensar dreno e faixa compressiva; na mastopexia o sutiã de sustentação continua indicado, porque há sutura de pele e de tecido mamário a proteger. Os demais cuidados podem ser aplicados à mastopexia e tendem a tornar os primeiros dias mais confortáveis, mas há uma diferença que não se contorna: essas suturas precisam de tempo para ganhar resistência, e por isso as restrições de esforço com os braços permanecem, mesmo quando a paciente se sente bem antes do previsto. Nenhum prazo é prometido — o ritmo é reavaliado nos retornos.
A cicatriz desaparece com o tempo?
Ela tende a clarear e amadurecer ao longo dos meses, mas não desaparece por completo — cuidados como proteção solar ajudam na evolução estética.
Como fica a cicatriz da mastopexia? Existe cicatriz reduzida?
O desenho da cicatriz segue a quantidade de pele que precisa sair. Em ptose leve, pode ficar restrita ao contorno da aréola — a periareolar. Em ptose moderada, soma-se uma linha vertical da aréola até o sulco da mama. Em ptose acentuada ou com muita pele sobrando, entra também uma linha horizontal escondida no sulco, o T invertido. Cicatriz reduzida, portanto, não é escolha de preferência: técnicas de cicatriz curta existem, mas só funcionam quando a pele a ser retirada é pequena — forçar uma cicatriz menor do que o caso permite tende a resultar em mama de formato achatado e em alargamento da própria cicatriz. O desenho previsto é mostrado na consulta, antes da cirurgia.
A mastopexia tem pontos internos? Quando os pontos são retirados?
A mastopexia é fechada em camadas. Os pontos profundos, que sustentam o novo formato do tecido mamário e aliviam a tensão da pele, são internos e de fio absorvível: ficam no lugar e são reabsorvidos ao longo de semanas a meses, sem retirada. Na pele, quando se usa fio absorvível ou sutura intradérmica contínua, também não há o que retirar; quando se usa fio não absorvível, a retirada costuma acontecer entre o sétimo e o décimo quarto dia, muitas vezes em etapas — primeiro a aréola, depois a linha vertical. É comum sentir pequenos nós ou fiapos saindo da cicatriz nas semanas seguintes: são pontos internos sendo eliminados e devem ser mostrados no retorno, não cortados em casa.
É normal a cicatriz ficar inflamada e endurecida?
Vermelhidão, endurecimento e leve relevo ao longo da linha da cicatriz são a fase esperada da cicatrização, mais evidente entre a terceira semana e o terceiro mês, e tendem a ceder de forma lenta ao longo de doze a dezoito meses. O que diferencia isso de uma infecção é o conjunto: vermelhidão que se espalha para além da cicatriz, calor local, dor que aumenta em vez de diminuir, secreção purulenta ou febre pedem avaliação no mesmo dia. No acompanhamento, costumam ser usadas fitas e géis à base de silicone e massagem quando liberada. Cicatriz que continua crescendo depois do terceiro mês é avaliada como hipertrófica ou queloide e tem tratamento próprio.
Existe risco de alteração de sensibilidade no mamilo?
É um risco possível, geralmente temporário, que deve ser discutido individualmente na consulta conforme a técnica planejada.
Quais são os riscos e o que pode dar errado na mastopexia?
As complicações descritas com mais frequência são: abertura de um ponto da ferida, em especial no encontro das cicatrizes em T invertido, onde a tensão é maior; cicatriz alargada, endurecida ou hipertrófica; assimetria residual entre as mamas; perda progressiva de projeção, com descida do tecido ao longo dos anos; alteração de sensibilidade da aréola e do mamilo, que costuma melhorar ao longo de seis a doze meses, mas pode permanecer reduzida de forma definitiva; seroma, hematoma e infecção. Havendo prótese associada, somam-se contratura capsular e deslocamento do implante. A maior parte dessas situações é conduzida em ambulatório, mas algumas exigem uma segunda cirurgia — e a possibilidade de retoque existe em qualquer mastopexia, não é por si sinal de erro. Tabagismo, diabetes, obesidade e cirurgias mamárias prévias aumentam esse risco.
A mastopexia tem risco de trombose ou embolia pulmonar?
Existe, como em qualquer cirurgia sob anestesia geral, e é considerado baixo em cirurgia de mama isolada — baixo não é zero, e é justamente esse risco que justifica boa parte do preparo pré-operatório. Antes da cirurgia, o risco individual é estimado por escores que somam idade, índice de massa corporal, uso de anticoncepcional ou de reposição hormonal, tabagismo, histórico pessoal ou familiar de trombose e tempo cirúrgico previsto. A meia de compressão, o compressor pneumático durante a cirurgia e a caminhada já nas primeiras horas são rotina em todos os casos; conforme o resultado do escore, define-se o tempo de uso do anticoagulante profilático. Associar outras cirurgias no mesmo tempo aumenta o tempo de anestesia e, com ele, esse risco. Dor ou inchaço em uma perna, falta de ar ou dor no peito exigem contato imediato com a equipe.
Mastopexia pode causar necrose?
É uma complicação possível e pouco frequente. Na maioria das técnicas de mastopexia, a aréola e o mamilo permanecem ligados à mama por um pedículo — uma faixa de tecido que carrega os vasos que os nutrem —, e a necrose acontece quando esse aporte de sangue não é suficiente, podendo atingir uma área de pele, a borda da cicatriz ou, mais raramente, o complexo aréolo-mamilar. O fator de risco mais consistentemente descrito é o tabagismo, incluindo cigarro eletrônico; somam-se diabetes descompensado, ptose acentuada que exige pedículo longo, cirurgia mamária prévia com cicatrizes que alteraram a vascularização e a associação de prótese no mesmo tempo, que aumenta a tensão sobre a pele. Por isso a mastopexia sem prótese não é a opção mais arriscada — em geral é a que menos exige da circulação da pele.
Como vocês previnem trombose na cirurgia?
A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.
O resultado é permanente?
O reposicionamento é duradouro, mas o processo natural de envelhecimento e a ação da gravidade continuam ao longo do tempo.
Uma futura gestação compromete o resultado?
Pode alterar, e vale entender o que muda. A mastopexia reposiciona a mama e retira pele, mas não impede que o tecido volte a ganhar e a perder volume: na gestação a mama aumenta, na amamentação aumenta mais e depois involui, e a pele distende novamente nesse ciclo. O efeito disso varia e não se prevê caso a caso — parte das pacientes mantém boa parte do que foi obtido, e parte volta a apresentar queda ou perda de volume no polo superior, podendo buscar revisão mais adiante. A cirurgia não interfere na fertilidade, e engravidar depois não é contraindicado nem tem prazo obrigatório; costuma-se orientar aguardar a cicatrização completa e o peso estável. Havendo intenção de engravidar em prazo curto, entra na conversa a opção de postergar a mastopexia, para não operar duas vezes — e quem já concluiu os planos de gestação tende a manter o resultado por mais tempo. Sobre amamentar depois da cirurgia, a resposta está na pergunta específica desta página.
A mastopexia impede de amamentar?
Na maioria das técnicas, não impede. A aréola e o mamilo permanecem ligados ao tecido mamário por um pedículo que preserva vasos, nervos e parte dos ductos, e muitas pacientes amamentam depois da cirurgia. Não é possível garantir: a mastopexia remove e reposiciona tecido, e existe risco de redução da produção de leite ou de dificuldade na pega. A exceção descrita na literatura é a técnica com enxerto livre do complexo aréolo-mamilar, reservada a casos raros de ptose muito acentuada, que interrompe os ductos e inviabiliza a amamentação — se for a alternativa técnica do seu caso, isso é dito com clareza antes de operar. Se há intenção de engravidar, vale considerar o outro lado também: gestação e amamentação depois da mastopexia podem alterar o resultado obtido. O melhor momento para operar entra na conversa da consulta.
Em quanto tempo a mama assume o formato e o resultado final?
Logo depois da cirurgia a mama tende a parecer mais alta, mais projetada e com o polo superior mais cheio do que ficará — isso é edema e tensão da pele, não o resultado. O inchaço mais evidente cede nas primeiras três a quatro semanas; o tecido acomoda e desce um pouco ao longo de três a seis meses, fase chamada de acomodação; a cicatriz segue amadurecendo por doze a dezoito meses. Assimetrias discretas entre as duas mamas são comuns nesse intervalo e costumam se equilibrar. Por isso a avaliação do resultado não é feita no primeiro mês.
É comum se arrepender do resultado da mastopexia?
Quando há arrependimento, duas expectativas aparecem com mais frequência nos relatos: a cicatriz, que ficou mais aparente do que a paciente imaginava, e o volume — quem esperava mama cheia no polo superior sem prótese costuma se frustrar, porque a mastopexia redistribui o tecido que existe, sem acrescentar volume. Um terceiro motivo é o tempo: julgar o resultado no primeiro mês, quando ainda há edema e a cicatriz está no pior aspecto. É por isso que a consulta insiste no desenho previsto da cicatriz e na decisão sobre prótese antes de operar. Se a cicatriz é inaceitável para você, isso é informação clínica relevante e muda a indicação — vale dizer com franqueza.
Homem faz mastopexia? E homem trans?
A queda de mama em homens existe e tem nomes próprios. Quando há aumento do tecido mamário, o quadro é a ginecomastia, e a cirurgia é planejada para retirar tecido e pele deixando a aréola pequena e em posição masculina — não é a mastopexia feminina. Após grande perda de peso, o problema principal costuma ser o excesso de pele, e o desenho da cicatriz muda conforme a sobra. Em homens trans, a cirurgia de tórax masculinizadora é um procedimento distinto: retira o tecido mamário e reposiciona ou enxerta a aréola, com planejamento próprio e cicatriz diferente. No Brasil, essa cirurgia segue os critérios da Resolução CFM nº 2.265/2019, com avaliação por equipe multiprofissional, e não é conduzida como procedimento estético. Cada um desses casos é avaliado individualmente, e usar o nome correto do procedimento muda a conversa sobre técnica, cicatriz e recuperação.
Plano de saúde ou convênio cobre a mastopexia?
Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como a correção após grande perda de peso ou a reconstrução da mama por indicação clínica —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.
A mastopexia é feita pelo SUS? Como conseguir?
Sim, quando há indicação reparadora ou funcional — por exemplo a reconstrução da mama ou a correção de contorno no contexto pós-bariátrico, por indicação clínica. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada pelo SUS. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.
Vocês publicam fotos de antes e depois?
Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.
Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.
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