Início Sobre
Procedimentos
Mamas
Contorno Corporal
Cirurgias Faciais
Cirurgias Masculinas
Outros Procedimentos
Depoimentos Contato

Lipoaspiração em Uberlândia-MG

Remoção de gordura localizada resistente a dieta e exercício, com definição de contorno corporal planejada de forma individual.

Dra. Lorena Queiroz
Dra. Lorena Gidrão de Queiroz CRM-MG 85769 · RQE 71258 (Cirurgia Plástica) Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Clínica Healme · Complexo Hospital UMC — Uberlândia/MG
Agendar Avaliação para Lipoaspiração
O que é e indicações

Lipoaspiração

A lipoaspiração remove depósitos de gordura localizada que não respondem a dieta e atividade física, em áreas como abdômen (a barriga), flancos, coxas, braços, região dorsal e submento (papada), entre outras. É realizada em pacientes mulheres e homens, com o planejamento adaptado à distribuição de gordura de cada corpo.

É um procedimento de contorno corporal, não um método de emagrecimento — por isso costuma ser indicado para pacientes já próximos do peso desejado, que buscam refinar áreas específicas.

A técnica respeita a anatomia e a distribuição natural de gordura de cada paciente, podendo ser realizada isoladamente ou associada a outros procedimentos, como lipoescultura ou correção de ginecomastia, conforme avaliação individual.

A lipoaspiração trabalha duas camadas de gordura: a profunda, responsável pela redução de volume, e a superficial, logo abaixo da fáscia superficial — o plano da chamada lipo HD, em que a aspiração é desigual de propósito, acentuando as depressões naturais da anatomia e preservando a cobertura sobre os relevos musculares. A região pubiana — o monte de Vênus — é avaliada como unidade de contorno própria. E há indicação de base médica: no lipedema, a lipoaspiração é a etapa cirúrgica de um manejo conduzido com as especialidades que acompanham a doença, depois de tratamento conservador insuficiente.

Técnicas e Tecnologias

Como o procedimento é realizado

A lipoaspiração remove a gordura da camada subcutânea por meio de cânulas finas inseridas através de pequenas incisões, associadas a um sistema de aspiração controlada.

Existem variações de técnica quanto ao instrumental utilizado — a escolha é feita conforme a área a ser tratada e o volume de gordura, discutida individualmente na consulta.

Em algumas situações, a lipoaspiração é combinada a tecnologias de retração de pele, indicadas conforme o grau de flacidez de cada paciente e avaliadas caso a caso.

O Processo Completo

Da avaliação ao retorno às atividades

01

Avaliação

Consulta inicial com avaliação da distribuição de gordura, qualidade da pele e definição das áreas a serem tratadas.

02

Exames pré-operatórios

Solicitação de exames laboratoriais e, quando indicado, avaliação cardiológica, seguindo o protocolo pré-anestésico padrão.

03

Cirurgia

Procedimento realizado em ambiente hospitalar, com técnica e tipo de anestesia definidos conforme a extensão da área tratada.

04

Pós-operatório imediato

Uso de cinta compressiva desde o primeiro momento após a cirurgia, com acompanhamento próximo nas primeiras semanas.

05

Retorno às atividades

Retomada gradual das atividades do dia a dia e, posteriormente, de exercícios físicos, sempre conforme orientação médica individualizada.

Agendar Avaliação para Lipoaspiração
Antes, durante e depois

Preparo, procedimento e recuperação

Preparo

Antes da lipoaspiração, geralmente se orienta a realização de exames pré-operatórios de rotina (incluindo avaliação clínica e, quando indicado, cardiológica), além do ajuste ou suspensão temporária de determinados medicamentos e do tabagismo, conforme orientação médica individualizada. Por se tratar de um procedimento cirúrgico realizado sob anestesia, costuma-se recomendar jejum nas horas que antecedem a cirurgia e a presença de um acompanhante no dia do procedimento e no período pós-operatório imediato. Também é comum orientar a aquisição prévia da malha ou cinta de compressão que normalmente é utilizada logo após a cirurgia.

Durante o procedimento

A gordura da camada subcutânea é removida por cânulas finas introduzidas através de incisões de poucos milímetros, associadas a um sistema de aspiração controlada; o instrumental varia conforme a área e o volume de gordura, e a anestesia conforme a extensão do procedimento.

Recuperação e acompanhamento

No pós-operatório, costuma-se orientar o uso de malha ou cinta de compressão pelo período determinado pela equipe médica, associado a repouso relativo e retomada gradual das atividades conforme a evolução da recuperação. Normalmente são agendadas consultas de retorno para acompanhar a cicatrização e avaliar o resultado. Sinais como dor intensa ou progressiva, febre, secreção com odor ou vermelhidão/inchaço fora do esperado costumam ser apontados como motivo para contato imediato com a equipe médica.

Em vídeo

Lipo tradicional ou Lipo HD?

Lipoaspiração tradicional e lipo HD não são a mesma coisa — e nenhuma das duas é automaticamente superior à outra.

A lipoaspiração tradicional é direcionada à remoção de gordura localizada e à construção de contornos mais suaves e proporcionais. A lipo HD associa essa remoção a uma escultura mais detalhada do contorno muscular, buscando maior definição.

A escolha depende dos objetivos, das características corporais e do nível de definição desejado por cada paciente. A indicação responsável começa por uma avaliação individualizada e um planejamento feito para aquele corpo — não pela escolha de uma técnica em razão da tendência do momento.

Dra. Lorena Queiroz · CRM-MG 85769 · RQE 71258 · 1:01

Perguntas Frequentes

Dúvidas comuns sobre Lipoaspiração

O que é lipo HD e como ela funciona?

A gordura sob a pele não é uma camada única: existe uma camada profunda e uma superficial, separadas pela fáscia superficial. A lipoaspiração tradicional trabalha essencialmente a camada profunda, reduzindo volume. Na lipo HD — lipoaspiração de alta definição, na literatura — trabalha-se também a camada superficial, e de forma desigual de propósito: aspira-se mais nas regiões que correspondem às depressões naturais da anatomia, como a linha alba, as linhas semilunares, os sulcos lombares e a borda do peitoral, e preserva-se a cobertura sobre os relevos musculares. É esse contraste entre sombra e volume que o olho lê como definição. A etapa que mais determina o desenho não é o aparelho, e sim a marcação feita antes da cirurgia, com a paciente de pé e acordada. São planos de trabalho diferentes, com indicações diferentes — nenhum automaticamente superior ao outro.

Quanto tempo de peso estável é preciso antes de operar depois de emagrecer muito?

Seis meses de peso estável é o critério usual, e é o que descrevem os critérios de indicação publicados em contorno corporal pós-emagrecimento. A razão não é burocrática. Reganho de peso depois desse tipo de cirurgia é comum: em seguimento de pacientes operadas de contorno de tronco, o grupo que havia feito cirurgia bariátrica reganhou em média cerca de 12% depois de alcançado o peso mais baixo, contra cerca de 8% entre quem não havia operado o estômago. Operar antes de o peso assentar é operar um corpo que ainda vai mudar. O índice de massa corporal entra junto, e não como detalhe: em série de 2.533 abdominoplastias pós-emagrecimento, as pacientes com IMC mais elevado apresentaram mais seroma, deiscência, hematoma com necessidade de reintervenção e infecção de sítio cirúrgico. Por isso peso estável e IMC são avaliados em conjunto, e o alvo é definido individualmente na consulta — em parte dos casos a orientação é seguir emagrecendo antes de programar a cirurgia, o que frustra quem chegou querendo data, e é o que protege o resultado. Entram também a avaliação nutricional e a interrupção do tabagismo.

Que exames e avaliação nutricional são pedidos antes de operar depois de emagrecer muito?

A avaliação nutricional não é opcional nem terceirizada: a clínica tem nutricionista na equipe, e todas as pacientes passam por consulta nutricional, com bioimpedância. Isso existe por uma razão que a literatura de contorno corporal pós-emagrecimento documenta bem. Os análogos de GLP-1 suprimem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, o que reduz a ingesta de proteína e de micronutrientes; a cirurgia bariátrica, o sleeve inclusive, predispõe a déficit de ferro, vitamina B12 e proteína. E o déficit de proteína não é detalhe: ele compromete a produção de colágeno, a angiogênese e a imunidade, e é fator de risco para má cicatrização — que é justamente o que mais se teme nesse tipo de cirurgia. As diretrizes descrevem alvo de 60 a 120 g de proteína por dia, e parte importante dos pacientes em uso dessas medicações não alcança esse valor; daí a ênfase em distribuir a proteína ao longo do dia, em refeições menores e mais frequentes, em vez de concentrar. O pré-operatório laboratorial é amplo e inclui o rastreio de anemia e dos déficits mais associados a esse perfil. A lista exata é definida caso a caso e discutida na consulta, porque depende de como o peso foi perdido, de quanto tempo se passou e do que já vinha sendo reposto.

Lipoaspiração ou abdominoplastia: qual a diferença?

São cirurgias que resolvem problemas diferentes do mesmo abdômen. A lipoaspiração trata gordura: remove o tecido adiposo subcutâneo por cânulas, sem retirar pele e sem atuar na parede muscular. A abdominoplastia trata pele e músculo: retira o excesso de pele e, quando existe diástase — o afastamento dos músculos retos abdominais, frequente depois da gestação —, faz a plicatura para aproximá-los; em troca, deixa uma cicatriz na região baixa do abdômen. Aspirar gordura não corrige diástase nem levanta pele frouxa e, em pele muito flácida, a retirada de volume pode acentuar a sobra. Quando os dois componentes coexistem, as etapas podem ser combinadas na mesma cirurgia. E quando existe diástase com pele de boa qualidade de retração, há ainda a via da lipoabdominoplastia com correção da diástase por acesso endoscópico associada à lipoaspiração, avaliada em conjunto com a cirurgia do aparelho digestivo — nem toda paciente com diástase é candidata a essa abordagem. Qual delas se aplica depende do exame da pele, da gordura e da parede abdominal na consulta.

Lipoaspiração, lipoescultura e lipo 360: qual a diferença?

A lipoaspiração remove gordura localizada. A lipoescultura usa parte dessa gordura: depois de processada, ela é reinjetada em outra região para acrescentar volume, redistribuindo o tecido da própria paciente. Lipo 360 não é uma técnica distinta — é o nome comercial de tratar a circunferência do tronco no mesmo ato cirúrgico, abdômen, flancos e região dorsal em conjunto, em vez de uma área isolada. Há um limite para essa extensão, e ele é normativo: a Resolução CFM nº 1.711/2003 fixa, por cirurgia, volume aspirado de até 7% do peso corporal na técnica infiltrativa — 5% na técnica não infiltrativa — e área tratada de até 40% da área corporal, determina que esses dois máximos sejam evitados em coincidência no mesmo ato cirúrgico (art. 9º) e orienta evitar a associação de outros procedimentos cirúrgicos quando volume e área estão próximos do máximo admitido (art. 10). Por isso, em alguns casos, o tratamento é estagiado. O enxerto de gordura em glúteos não entra nessa conta: tem risco próprio e bem descrito — a embolia gordurosa quando a gordura é injetada fora do plano subcutâneo —, e por isso é avaliado e planejado separadamente.

Lipo a laser, hidrolipo, lipo enzimática e criolipólise são a mesma coisa que lipoaspiração?

Não, e vale separar dois grupos. Dentro da cirurgia existem tecnologias associadas à etapa de aspiração, algumas descritas na literatura como capazes de promover algum grau de retração da pele — ultrassom, radiofrequência, plasma, laser, vibrolipoaspiração. São recursos auxiliares: o que remove o tecido continua sendo a cânula, e a indicação de cada um depende da área e da qualidade da pele, dentro das indicações aprovadas pela Anvisa para aquele equipamento. A hidrolipo está neste grupo: é lipoaspiração cirúrgica, em geral de menor extensão, e segue as mesmas exigências da Resolução CFM nº 1.711/2003 — sala cirúrgica equipada, monitorização, controle rigoroso de líquidos e os mesmos limites de volume e área. Fora da cirurgia estão os procedimentos não cirúrgicos, como aplicações injetáveis e tecnologias de resfriamento, muitas vezes anunciados com esse mesmo vocabulário. Esses não são lipoaspiração: não removem tecido por aspiração, atuam em volume pequeno e não permitem o desenho de contorno de uma cirurgia. E aqui não se indica produto ou equipamento sem registro na Anvisa para a finalidade anunciada — ponto frágil justamente nas aplicações injetáveis divulgadas para dissolver gordura corporal, categoria que não conta com produto registrado para essa finalidade no país. São condutas distintas, com alcances distintos.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Depende do número e da extensão das áreas tratadas, variando normalmente entre 1 e 3 horas — estimado individualmente na consulta.

É necessário internação?

Procedimentos mais localizados podem ser feitos em regime ambulatorial; tratamentos mais extensos costumam indicar uma noite de observação hospitalar — definido conforme o porte da cirurgia. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia. Essa mesma definição determina o local: os procedimentos com alta no mesmo dia são realizados no centro cirúrgico próprio da Clínica Healme, e os que exigem internação, no centro cirúrgico do Hospital UMC — no mesmo complexo, sem deslocamento entre cidades.

Como é feita a lipoaspiração da região pubiana (monte de Vênus)?

O monte de Vênus é uma unidade anatômica própria: um coxim de gordura que recobre a sínfise pubiana, delimitado acima pela prega suprapúbica e nas laterais pelas pregas inguinais. É uma das áreas de depósito de gordura de padrão feminino, tratada também em homens, e pode permanecer projetada mesmo em quem está magra. A aspiração é feita com cânulas finas por incisões de poucos milímetros escondidas nessas pregas, preservando uma camada de gordura — a região tem projeção normal, e a retirada excessiva produz aspecto escavado. Dois limites importam. A lipoaspiração reduz volume e não reposiciona pele: quando predomina pele que desceu, o planejamento muda e passa a envolver ressecção e suspensão — a monsplastia, que a Dra. Lorena realiza, em geral associada à abdominoplastia. E o edema local dura mais que em outras áreas, pela drenagem inguinal — a avaliação do contorno tende a ser mais tardia do que nas demais regiões.

Que tipo de anestesia é utilizada?

Pode ser realizada sob anestesia local associada a sedação, raquianestesia ou anestesia geral, conforme a extensão do procedimento e avaliação conjunta com a equipe de anestesiologia.

A recuperação é dolorosa?

Costuma haver desconforto e sensação de dor muscular nos primeiros dias, controlados com analgesia prescrita — a intensidade varia individualmente.

Lipoaspiração dói muito? Dói mais que uma cesárea?

A comparação com a cesárea não se sustenta porque a dor é de outra natureza: o relato mais frequente não é dor de corte, e sim uma sensação difusa de dor muscular, parecida com a de um treino muito intenso, em toda a área tratada. Costuma ser mais intensa nas primeiras 48 a 72 horas e aparecer principalmente no movimento — levantar da cama, tossir, rir. A intensidade acompanha o número de áreas, o volume aspirado e o quanto se trabalhou o plano superficial, que tende a inchar e a doer mais. A analgesia é prescrita desde o pós-operatório imediato e a cinta compressiva ajuda no conforto. Não existe lipoaspiração indolor, e algum desconforto nas primeiras semanas faz parte da recuperação — a intensidade varia individualmente.

O uso de drenos é necessário?

Nem sempre são necessários; quando indicados, dependem da extensão da área tratada e costumam ser retirados em poucos dias, conforme orientação médica.

Por quanto tempo uso a cinta compressiva?

O uso é indicado por cerca de 4 a 6 semanas, auxiliando na adaptação da pele e no conforto da recuperação — o tempo exato varia por paciente.

Quanto tempo de afastamento do trabalho é necessário?

Costuma variar entre alguns dias e 2 semanas, dependendo da extensão do procedimento e da natureza da atividade profissional.

Quando posso voltar a fazer exercícios físicos?

Atividades leves costumam ser liberadas nas primeiras semanas, com retorno gradual a exercícios de maior intensidade conforme orientação médica individualizada, geralmente entre 4 e 6 semanas.

Quanto tempo leva para o inchaço passar depois da lipoaspiração?

O inchaço tem um curso relativamente previsível, ainda que a velocidade varie. Ele costuma aumentar até o terceiro ou quarto dia, reduzir de forma perceptível entre a terceira e a sexta semana e continuar diminuindo devagar nos meses seguintes. Entre o segundo e o terceiro mês é comum a área ficar endurecida e irregular ao toque — é a fase de fibrose, e não o resultado. O contorno costuma ser avaliado como estabilizado em torno de três a seis meses. Algumas regiões demoram mais: a região pubiana e a face interna das coxas drenam para os linfonodos inguinais e permanecem inchadas por mais tempo. A cinta compressiva, a drenagem linfática e a caminhada leve ajudam nessa fase — a aparência das primeiras semanas não é a final. Há um limite para essa expectativa: inchaço que começa de repente, que aumenta em vez de diminuir, que é claramente de um lado só, ou que vem acompanhado de dor na panturrilha, falta de ar, febre ou de uma área que parece ter líquido ao toque, não é o inchaço esperado da recuperação — é motivo para contato com a equipe no mesmo dia, porque seroma e trombose se apresentam assim.

Fibrose no pós-operatório da lipoaspiração: como tratar?

Fibrose é o endurecimento do tecido subcutâneo durante a cicatrização, percebido como áreas duras, nódulos ou pequenas ondulações. É esperada em algum grau, é mais frequente quando se trabalha o plano superficial e tende a amolecer ao longo dos meses. Nem toda irregularidade do pós-operatório é fibrose: quando a área é flutuante em vez de endurecida, costuma tratar-se de seroma — coleção de líquido —, que se avalia no retorno e, quando indicado, se punciona, e não se massageia. Para a fibrose, o manejo descrito é conservador e começa cedo: drenagem linfática manual em sessões seriadas, compressão contínua com a malha, massagem específica orientada pela equipe e, quando indicado, recursos como o ultrassom terapêutico. Os retornos frequentes no pós-operatório existem em parte para identificar a área endurecida antes de ela se organizar. O limite honesto é este: nem toda irregularidade desaparece. Parte das pacientes fica com alguma ondulação residual, e casos assim podem exigir retoque — avaliado somente depois de o contorno estabilizar.

Lipoaspiração resolve o lipedema?

Não no sentido de curar. O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, com componente genético e hormonal, e a predisposição permanece depois da cirurgia. O que a lipoaspiração faz é remover parte do tecido adiposo alterado, o que reduz dor, volume e carga mecânica sobre as articulações. No ensaio clínico randomizado multicêntrico alemão, com pouco mais de quatrocentas mulheres, cerca de 7 em cada 10 operadas alcançaram redução de pelo menos 2 pontos na dor das pernas em 12 meses — que é até onde esse resultado foi medido, com o seguimento de 36 meses ainda em andamento —, contra menos de 1 em cada 10 no grupo conservador; no mesmo estudo, eventos adversos ocorreram em 47% das operadas contra 21%, e eventos graves em 8% contra 3%. Os dois números se leem juntos. A cirurgia também não é método de emagrecimento, não substitui a compressão e o exercício, que seguem depois, e reduz a desproporção sem eliminá-la.

Como saber se é lipedema e não gordura localizada?

O lipedema tem um padrão descrito na literatura: acúmulo simétrico, desproporcional em relação ao tronco, concentrado em pernas e por vezes braços, que tipicamente poupa pés e mãos — daí o degrau no tornozelo ou no punho. Costuma vir acompanhado de dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e hematomas ao menor trauma, e não responde a dieta nem a exercício, ainda que a paciente perca peso em outras regiões. Isso o separa da gordura localizada comum e do linfedema, habitualmente assimétrico e que acomete o pé. Com a obesidade a relação é outra: as duas condições coexistem com frequência e podem agravar-se mutuamente — ter obesidade não afasta o lipedema, e o que chama atenção é a desproporção entre pernas e tronco associada à dor. O diagnóstico é clínico: não há exame de sangue ou de imagem que o confirme, e ultrassonografia e ressonância servem sobretudo para afastar outras causas. Reconhecer esse padrão em si mesma não fecha diagnóstico — ele é feito em consulta médica e conduzido junto com as especialidades que acompanham a doença, como angiologia ou cirurgia vascular, endocrinologia e fisioterapia. Na consulta de cirurgia plástica, o que se avalia é a etapa cirúrgica: se existe indicação para a lipoaspiração poupadora de linfáticos, em que momento e em quantas etapas.

Lipoaspiração no lipedema: como é a cirurgia e quantas são necessárias?

A ordem importa: a cirurgia entra depois de tratamento conservador documentado e insuficiente — no ensaio clínico, as participantes cumpriram cerca de seis a sete meses de terapia descongestiva padronizada antes de serem randomizadas, e mantiveram a compressão durante e depois. A técnica descrita é a lipoaspiração tumescente poupadora de linfáticos, com microcânulas e orientação predominantemente longitudinal em relação aos vasos linfáticos, para reduzir o risco de lesão linfática. Em geral é estagiada: a Resolução CFM nº 1.711/2003 fixa, por cirurgia, volume aspirado de até 7% do peso corporal na técnica infiltrativa — 5% na técnica não infiltrativa — e área tratada de até 40% da área corporal (art. 9º), e orienta evitar a associação de outros procedimentos quando volume e área estão próximos do máximo admitido (art. 10); como cada perna corresponde a cerca de 18% da superfície corporal, tratar os quatro membros num único ato passaria desse limite. Raramente é uma cirurgia só: o protocolo do ensaio clínico previa até quatro sessões cirúrgicas por paciente, e em uma série publicada 25 pacientes receberam 72 procedimentos no total — cerca de três por paciente. Quantas etapas serão necessárias é estimado na consulta, conforme os segmentos acometidos e o estágio da doença.

Fica cicatriz?

As incisões são pequenas (poucos milímetros) e posicionadas em locais estrategicamente discretos — evoluem e tendem a ficar pouco visíveis com o tempo.

Lipoaspiração deixa cicatriz? Existe lipoaspiração sem corte?

Toda lipoaspiração precisa de incisões, porque a cânula tem de entrar sob a pele: são cortes de poucos milímetros, em número variável conforme as áreas, posicionados em pregas naturais, na linha da roupa íntima ou dentro do umbigo. O que se anuncia como lipo sem corte em geral não é lipoaspiração, e sim procedimento não cirúrgico, de outro alcance — nenhum deles remove tecido gorduroso por aspiração. As marcas são pequenas e tendem a ficar pouco visíveis com o tempo, mas não desaparecem por completo: podem permanecer como pontos mais claros ou, com mais frequência em pele pigmentada, mais escuros por alguns meses. Exposição solar sem proteção na fase inicial tende a acentuar essa mancha.

Quais são os riscos da cirurgia?

Os riscos descritos na literatura incluem irregularidades de contorno, assimetrias, seroma, hematoma, alterações de sensibilidade, infecção e, mais raramente, complicações relacionadas à anestesia — discutidos individualmente na consulta.

Lipo HD é perigosa? Tem mais risco que a lipo tradicional?

O trabalho no plano superficial é o que produz o desenho e é também o que aproxima a cânula da pele — daí a descrição, na literatura, de irregularidade de contorno, depressões e fibrose quando a dose é inadequada. Vale registrar desde já o limite dessa evidência: ela é quase toda observacional e não existe ensaio randomizado comparando a lipo HD diretamente com a lipoaspiração convencional, de modo que não é possível afirmar que uma das duas seja mais arriscada que a outra. Nos números: uma revisão sistemática de 2023, com 6.964 pacientes, descreveu hiperpigmentação transitória da pele em 3,8%, seroma em 3,3% e fibrose transitória de partes moles em 2,7%, com taxa global de complicações de 14,4% e 0,2% classificadas como maiores; uma metanálise de 2026, com 9.570 pacientes, estimou o seroma em 7%; e uma coorte retrospectiva de 417 pacientes de dois cirurgiões, que descreveu as complicações locais uma a uma, registrou hiperpigmentação em 66%, seroma em 30% e fibrose nodular em 20%. A leitura honesta é que as séries publicadas subnotificam esses eventos — os números menores não significam que eles sejam raros. A literatura descreve ainda que as complicações se concentram nos primeiros casos de cada cirurgião, o que coloca a experiência com a técnica dentro da conversa sobre risco.

Lipoaspiração tem risco de morte? Pode causar embolia pulmonar?

Existe risco, e não seria honesto dizer o contrário: nenhuma cirurgia sob anestesia tem risco zero. Os eventos graves descritos na literatura são o tromboembolismo venoso — um coágulo formado nas veias das pernas que se desloca para o pulmão —, a embolia gordurosa, a perfuração de víscera e as complicações do ato anestésico. Esse risco não se distribui ao acaso: cresce com o volume aspirado, o número de áreas, a associação de vários procedimentos no mesmo ato e as condições clínicas da paciente. É por isso que a Resolução CFM nº 1.711/2003 fixa parâmetros: o volume aspirado não deve ultrapassar 7% do peso corporal na técnica infiltrativa — ou 5% na técnica não infiltrativa —, a área tratada não deve ultrapassar 40% da área corporal, esses dois máximos devem ser evitados em coincidência no mesmo ato cirúrgico, e os casos de exceção ficam restritos a ambiente de estrutura hospitalar completa, especificamente documentados e com nomeação explícita do cirurgião responsável (art. 9º e parágrafos). A mesma resolução exige sala cirúrgica equipada para atendimento de intercorrências (art. 5º), monitorização das variáveis hemodinâmicas e do débito urinário com controle rigoroso dos líquidos infiltrados, infundidos e aspirados (art. 7º) e as medidas usuais de prevenção de trombose venosa profunda e acidentes tromboembólicos (art. 11). Exames pré-operatórios, extensão dimensionada e caminhada precoce fazem parte dessa prevenção.

Como vocês previnem trombose na cirurgia?

A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.

A gordura volta depois da lipoaspiração? O resultado é permanente?

A literatura descreve que as células de gordura aspiradas não voltam a se formar na área tratada: o que se retira daquela região não é reposto em mesmo número. O contorno obtido, porém, não é fixo: depende do peso e da composição corporal ao longo do tempo. Com ganho de peso, as células de gordura que permaneceram na área tratada aumentam de volume, e as regiões que não foram tratadas também acumulam, o que altera a proporção entre elas e reduz o contraste conquistado. Nas cirurgias de definição isso é ainda mais visível: o desenho acompanha o percentual de gordura e o treino que a paciente mantém. É por essa razão que o procedimento costuma ser indicado a quem já está próximo do peso desejado e com peso estável, e não como etapa de um plano de emagrecimento.

Quem não pode fazer lipoaspiração?

Não é indicada como método de emagrecimento, durante a gestação, ou em pacientes com determinadas condições clínicas que contraindiquem cirurgia eletiva — a avaliação é sempre individual.

Quem não é candidata à lipo HD?

A cirurgia não cria músculo — ela afina a cobertura de gordura sobre o músculo que já existe. Por isso a definição possível depende da massa muscular prévia e do percentual de gordura, e não da potência do equipamento: em quem tem pouca musculatura, o resultado tende a ser pouca definição por mais gordura que se aspire. Também não é a indicação correta, isoladamente, quando há flacidez de pele relevante: em flacidez leve a moderada, tecnologias de retração de pele podem ser associadas no mesmo ato, conforme a avaliação; quando o excesso de pele é importante, o problema passa a ser de ressecção e não de aspiração. O mesmo vale para a diástase, que exige plicatura da musculatura — nesses casos o planejamento passa a incluir a correção da parede abdominal, pela abdominoplastia ou, quando a pele tem boa qualidade de retração, pela via endoscópica associada à lipoaspiração, definida caso a caso. Peso instável ou intenção de emagrecer depois da cirurgia igualmente adiam a indicação: a Resolução CFM nº 1.711/2003 registra que as cirurgias de lipoaspiração não devem ter indicação para emagrecimento (art. 2º) e delimita a técnica à correção do contorno corporal em relação à distribuição do tecido adiposo subcutâneo (art. 1º) — não é, portanto, tratamento para obesidade.

Homem pode fazer lipoaspiração?

Sim, e o planejamento é diferente porque a distribuição de gordura é diferente. No homem, o acúmulo costuma concentrar-se nos flancos, na região dorsal, no abdômen superior, no peitoral e no submento — a papada —, e não no quadril e nas coxas. A gordura masculina tende a ser mais fibrosa e densa, o que muda o trabalho da cânula. Dois pontos práticos. Quando o aumento do peito é predominantemente de gordura, a aspiração costuma resolver; quando existe componente glandular — a ginecomastia propriamente dita —, o tratamento envolve também a remoção da glândula, e causas hormonais ou medicamentosas são investigadas antes de qualquer cirurgia eletiva; o que predomina é definido pelo exame físico. E quando o abdômen é globoso por gordura visceral — a que fica atrás do músculo —, a lipoaspiração não alcança esse compartimento, que responde a mudança de composição corporal.

Existe idade mínima para fazer lipoaspiração?

Não há um número único em norma, mas, na prática, a indicação pressupõe crescimento concluído, peso estável e maturidade para compreender o que a cirurgia faz e o que não faz — o que situa o início, em geral, na maioridade. Em menores de idade, qualquer procedimento eletivo depende de autorização dos responsáveis e de indicação bem estabelecida, avaliada com cautela redobrada. No outro extremo, não existe idade máxima definida: o que pesa é a condição clínica, o risco anestésico e a qualidade da pele, que perde elasticidade com o tempo e retrai menos depois da aspiração. Em qualquer idade, é a avaliação pré-operatória que define a aptidão.

Plano de saúde ou convênio cobre a lipoaspiração?

Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como o tratamento do lipedema ou a lipoaspiração feita como parte de uma cirurgia reparadora —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.

A lipoaspiração é feita pelo SUS?

Não — o SUS não contempla procedimento com finalidade exclusivamente estética. Quando a lipoaspiração faz parte de uma cirurgia reparadora — por exemplo no contexto pós-bariátrico —, a avaliação corre pela indicação da cirurgia principal, e não pela lipoaspiração isolada. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá, nas indicações reparadoras e funcionais. Para essas, o caminho é dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.

Vocês publicam fotos de antes e depois?

Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.

Onde a cirurgia acontece

Rua Rafael Marino Neto, 600 - Jardim Karaíba, Uberlândia - MG, 38411-186
Clínica Healme · Complexo Hospital UMC — 4º andar

Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.

Prefere preencher um formulário? Clique aqui
Procedimentos Relacionados
Concierge Exclusivo

Está pronta para descobrir
a sua melhor versão?

Falar no WhatsApp
WhatsApp Concierge +55 (34) 99832-3302
Instagram @dralorenagqueiroz
Clínica Healme · Complexo Hospital UMC — 4º andar Rua Rafael Marino Neto, 600 - Jardim Karaíba, Uberlândia - MG, 38411-186