Otoplastia (Cirurgia de Orelha) em Uberlândia-MG
Correção da forma, tamanho ou posição das orelhas, para um contorno mais harmônico.
Otoplastia
A otoplastia é a cirurgia plástica da orelha. Corrige orelhas proeminentes — popularmente chamadas de orelha de abano —, assimétricas ou com formato que incomoda a paciente, reposicionando a cartilagem para um resultado mais harmônico com o restante do rosto.
É indicada tanto para adultos quanto, em alguns casos, para crianças a partir de determinada idade, sempre após avaliação individual.
A técnica é definida conforme a característica anatômica da orelha — excesso de projeção, ausência de dobras naturais da cartilagem, ou assimetrias.
- — Avaliação da cartilagem e do grau de projeção das orelhas.
- — Cicatriz posicionada atrás da orelha, praticamente imperceptível.
- — Uso de faixa ou curativo compressivo nos primeiros dias.
- — Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Preparo, procedimento e recuperação
Preparo
Antes da otoplastia, costuma-se solicitar exames pré-operatórios de rotina e avaliação com o anestesista, principalmente quando o procedimento envolve sedação ou anestesia geral. Em geral, recomenda-se suspender o tabagismo e certos medicamentos (como anticoagulantes e anti-inflamatórios) por um período antes da cirurgia, conforme orientação médica individualizada. Pode ser solicitado jejum nas horas que antecedem o procedimento, dependendo do tipo de anestesia, e costuma-se orientar que a paciente tenha um acompanhante no dia da cirurgia.
Durante o procedimento
A otoplastia é realizada por incisão atrás da orelha, com reposicionamento da cartilagem conforme a característica anatômica de cada caso — excesso de projeção, ausência de dobras naturais ou assimetria. Pode ser feita sob anestesia local com sedação ou sob anestesia geral, sobretudo em crianças.
Recuperação e acompanhamento
Após a otoplastia, é comum o uso de uma faixa ou curativo compressivo sobre as orelhas por alguns dias, para proteger a área operada e ajudar a manter o novo formato obtido. Costuma-se orientar evitar dormir de lado, praticar esportes de contato e expor as orelhas a traumas ou sol direto nas primeiras semanas de recuperação. Geralmente é agendado um retorno com a equipe cirúrgica para avaliar a cicatrização e, quando aplicável, retirar pontos. Sinais como dor intensa, inchaço importante, secreção com odor ou febre costumam ser motivo para contato imediato com a equipe médica.
Dúvidas comuns sobre Otoplastia
Como funciona a otoplastia, também chamada de cirurgia de orelha de abano, e o que exatamente é corrigido?
Otoplastia é o nome técnico da cirurgia plástica da orelha — o que a paciente costuma chamar de cirurgia de orelha de abano. A orelha proeminente geralmente resulta de um destes dois fatores, ou dos dois combinados: a dobra da anti-hélice, a curva interna da orelha, é rasa ou ausente; e a concha, a parte mais funda perto do canal, tem excesso de cartilagem que projeta a orelha para frente. Pela incisão atrás da orelha, a cartilagem é remodelada com pontos que recriam essa dobra e que aproximam a concha do osso mastoide, e um excesso de cartilagem é retirado quando necessário. Quando as duas orelhas são operadas na mesma cirurgia, fala-se em otoplastia bilateral. A combinação exata de manobras é definida no exame de cada orelha.
Qual a diferença entre otoplastia e otomodelação? Existe cirurgia de orelha sem corte?
A Dra. Lorena realiza a otoplastia cirúrgica e não realiza a otomodelação com fios — vale dizer isso de saída, para você saber o que encontra aqui. A otoplastia convencional usa uma incisão atrás da orelha e permite remodelar a cartilagem e, quando preciso, retirar parte dela. A otomodelação — divulgada também como otoplastia com fios, fechada ou sem corte — trabalha por pequenas punções, passando fios que dobram a cartilagem sem removê-la. São propostas diferentes, e não versões melhores ou piores da mesma coisa: a técnica com fios depende de cartilagem fina e maleável e de projeção discreta, e as séries publicadas sobre ela relatam perda parcial da correção ao longo do tempo com mais frequência do que as séries da técnica com incisão — além de registrarem também extrusão ou ruptura do fio através da pele e infecção, eventos que podem exigir a retirada do fio. A técnica com incisão alcança cartilagens mais rígidas e graus maiores de projeção, ao custo de uma cicatriz atrás da orelha. O que está descrito aqui é o que a literatura publicada sobre cada uma relata, para que você possa comparar as duas propostas — e, se a escolha for pela técnica com fios, ela é realizada por quem trabalha com esse método. Se a opção for cirúrgica, o que se aplica ao seu caso depende do que se encontra no exame das orelhas.
Quanto tempo dura a cirurgia de otoplastia?
O tempo de cirurgia varia conforme a técnica necessária e o grau de correção de cada orelha, sendo estimado com mais precisão na consulta.
A otoplastia exige internação? Preciso dormir no hospital?
Não. A conduta é alta no mesmo dia, algumas horas depois do término, quando a dor está controlada, você já caminha e urinou normalmente — e sempre acompanhada. A cirurgia é realizada em centro cirúrgico com equipe de anestesiologia, e a recuperação acontece em casa. A otoplastia é cirurgia de pequeno porte, em geral com anestesia local e sedação. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia. Essa mesma definição determina o local: os procedimentos com alta no mesmo dia são realizados no centro cirúrgico próprio da Clínica Healme, e os que exigem internação, no centro cirúrgico do Hospital UMC — no mesmo complexo, sem deslocamento entre cidades.
Que tipo de anestesia é utilizada na otoplastia?
Pode ser feita com anestesia local associada a sedação ou anestesia geral, principalmente quando a paciente é criança. A escolha é definida com a equipe de anestesiologia na avaliação pré-operatória.
Otoplastia dói muito?
Durante a cirurgia a região fica anestesiada, de modo que a dor não é sentida; com anestesia local, pode-se perceber toque, pressão ou tração no momento em que a cartilagem é trabalhada, e a anestesia é complementada sempre que necessário. O desconforto costuma se concentrar nas primeiras 48 horas e é descrito mais como pressão, latejamento e sensibilidade ao toque do que como dor forte — a faixa compressiva contribui para essa sensação de aperto. Os analgésicos prescritos pela equipe costumam ser suficientes nesse período, e dormir de costas com a cabeceira elevada ajuda. A orelha tende a permanecer sensível ao encostar por algumas semanas, e deitar sobre o lado operado costuma incomodar nesse mesmo período. Dor que aumenta em vez de diminuir — inclusive dentro das primeiras 24 a 48 horas —, sobretudo quando se concentra em um lado só ou vem com inchaço que cresce, não é esperada e precisa ser comunicada à equipe no mesmo dia.
Como é o repouso nos primeiros dias após a cirurgia?
Recomenda-se repouso relativo logo após o procedimento, evitando esforços e movimentos bruscos com a cabeça. O retorno gradual às atividades é orientado conforme a evolução de cada paciente.
Quando posso voltar ao trabalho?
Depende do tipo de atividade — trabalhos que não exigem esforço físico costumam ser retomados antes de funções que envolvam impacto ou esforço na região da cabeça.
Quando posso voltar a dirigir?
Geralmente é necessário aguardar a redução do desconforto local e a liberação médica, o que é avaliado individualmente no retorno pós-operatório.
Quando posso retomar exercícios físicos?
As atividades físicas costumam ser reintroduzidas de forma gradual, evitando modalidades de contato ou que aumentem o risco de traumatismo na orelha, conforme orientação na consulta.
É necessário usar faixa ou curativo compressivo depois da cirurgia?
Sim, geralmente é indicado o uso de um curativo ou faixa compressiva nos primeiros dias, para proteger a orelha e ajudar na fixação da nova posição da cartilagem.
Quanto tempo a orelha demora para desinchar e voltar ao aspecto normal?
O inchaço mais evidente costuma reduzir entre a segunda e a terceira semana. Nos primeiros dias a orelha pode ficar avermelhada, com marcas da faixa e mais colada à cabeça do que o resultado final — essa acomodação da cartilagem segue nas semanas seguintes. A maioria das pacientes se sente à vontade em público a partir de duas a três semanas, enquanto o refinamento do formato e a redução completa do edema podem levar cerca de três meses. Sensibilidade ao toque, sensação de orelha adormecida e pequena diferença de inchaço entre os dois lados são comuns nesse intervalo. O ritmo individual é acompanhado nos retornos, e é ele que orienta cada liberação.
Quantos dias de atestado a otoplastia costuma exigir?
Para trabalho administrativo ou estudo sem esforço físico, costuma-se contar cerca de cinco a sete dias de afastamento — o suficiente para atravessar o período de faixa contínua e a primeira avaliação do curativo. Funções com esforço, calor, poeira, uso de capacete ou risco de encostar na orelha pedem prazo maior. Crianças em geral voltam à escola após aproximadamente uma semana, com dispensa de educação física e de brincadeiras de contato por mais tempo. O afastamento é combinado já na consulta pré-operatória, para que trabalho e escola possam ser organizados antes da data. O atestado é emitido conforme a sua atividade e a sua evolução, não por um prazo fixo.
Por quanto tempo é preciso usar a faixa, e como dormir e lavar o cabelo nesse período?
Em geral a faixa é usada dia e noite na primeira semana e, depois, apenas para dormir, por algumas semanas — o período exato é definido nos retornos, porque depende da rigidez da cartilagem e da técnica utilizada. A função dela muda ao longo do tempo: nos primeiros dias a compressão leve ajuda a conter o edema e o sangramento sob a pele; depois, o uso noturno protege de trauma involuntário durante o sono, que é o momento de maior risco de deslocar a correção. Ela deve envolver as orelhas sem apertar ao ponto de doer ou marcar demais a pele. Costuma-se orientar dormir de costas, com a cabeceira elevada, nas primeiras semanas. A lavagem do cabelo geralmente é liberada após a primeira avaliação do curativo, com água morna, sem esfregar a região e sem ar quente direcionado à orelha.
A cicatriz da otoplastia aparece?
Não — a incisão fica na parte de trás da orelha, escondida na dobra natural.
Como a cicatriz evolui com o tempo?
Por ficar na parte posterior da orelha, a cicatriz tende a amadurecer e clarear progressivamente, mas o processo pode variar de pessoa para pessoa.
A otoplastia deixa cicatriz? Quem tem tendência a queloide pode operar?
Existe cicatriz: ela fica no sulco atrás da orelha e acompanha a dobra natural, o que a torna pouco aparente de frente — de perfil, ou com cabelo curto, ela pode ser percebida. Ela não desaparece: amadurece e clareia ao longo dos meses. A região retroauricular é um dos locais com maior chance de cicatriz espessa ou queloide em pessoas predispostas, sobretudo com história pessoal ou familiar de queloide, inclusive após piercing no lóbulo. Quem tem esse histórico deve informar antes: isso muda o planejamento do fechamento e o acompanhamento, que pode incluir silicone, massagem e, quando indicado, aplicações de corticoide. Mesmo com prevenção, o queloide pode recidivar, e esse risco é discutido abertamente na consulta antes de qualquer decisão.
Existe risco de assimetria entre as duas orelhas após a cirurgia?
Sim, por serem estruturas anatômicas distintas, pequenas diferenças de posição ou formato entre as orelhas podem persistir. Isso é avaliado e discutido individualmente na consulta.
A cirurgia de orelha de abano é perigosa? Tem risco de morte?
A otoplastia é uma cirurgia de pele e cartilagem, feita na superfície da orelha, sem abertura de cavidade do corpo — não opera o ouvido médio e não é uma cirurgia de audição. Isso a coloca entre os procedimentos de menor porte da cirurgia plástica, o que não significa ausência de risco: o principal risco sistêmico é o anestésico, avaliado e classificado na consulta pré-anestésica, e ele aumenta quando existem doenças associadas não controladas. Entre as complicações locais descritas estão hematoma — que precisa ser drenado rapidamente para proteger a cartilagem —, infecção, condrite, extrusão do fio pela pele, cicatriz hipertrófica ou queloide, correção insuficiente ou excessiva, assimetria residual, alteração de sensibilidade e perda parcial da correção. Quando a concha é reposicionada, a entrada do canal auditivo também pode ficar mais estreita — complicação mais relatada em cartilagem adulta, mais espessa, verificada no intraoperatório e nos retornos e com correção descrita. Nenhuma cirurgia é isenta de risco; o que se faz é reduzir e vigiar cada um deles.
Como saber se a otoplastia infeccionou ou se algo deu errado?
Nos primeiros dias são esperados inchaço, vermelhidão discreta, marcas da faixa e desconforto que diminui a cada dia. Fogem desse padrão: dor que aumenta após as primeiras 24 a 48 horas; inchaço que cresce e fica assimétrico entre as orelhas, sinal possível de hematoma, que precisa ser avaliado no mesmo dia; vermelhidão que se espalha e esquenta; secreção com odor; febre; e dor intensa na cartilagem, que pode indicar condrite. Nenhum desses sinais deve esperar o retorno agendado, e é para isso que existe o canal direto de concierge no pós-operatório. Tratados cedo, a maior parte desses eventos é controlada sem prejuízo do formato; quando o atendimento demora, a cartilagem pode ser comprometida.
Como vocês previnem trombose na cirurgia?
A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.
O resultado é permanente?
Sim, o reposicionamento da cartilagem tende a ser estável ao longo da vida.
Existe idade mínima para otoplastia?
Em crianças, costuma-se aguardar o desenvolvimento adequado da cartilagem; a indicação exata é discutida caso a caso.
A partir de que idade dá para operar? Bebê pode fazer otoplastia?
A orelha atinge a maior parte do tamanho adulto por volta dos cinco a seis anos, e é a partir dessa faixa que a otoplastia costuma ser considerada — muitas famílias procuram antes da fase escolar em que o apelido aparece. Além do desenvolvimento da cartilagem, conta a colaboração da criança: ela precisa aceitar a faixa e evitar trauma por algumas semanas. Recém-nascido não é operado. Nas primeiras semanas de vida a cartilagem ainda está maleável por influência hormonal materna, e a literatura descreve, para esse período, métodos de modelagem com moldes, sem cirurgia — o melhor momento para iniciar costuma ser antes das seis semanas de vida, e há relato de resultado também em bebês um pouco mais velhos. A Dra. Lorena não realiza a modelagem com moldes — quando a família procura nessa fase, o encaminhamento é orientado na consulta. É um recurso que depende de dispositivo com registro na Anvisa e cuja indicação é avaliada por quem acompanha o bebê; alguns meses de vida não significam, por si, que a opção deixou de existir. Não há idade máxima: adultos operam em qualquer fase da vida, após avaliação clínica.
Homem faz otoplastia?
Sim — a correção de orelha é procura frequente entre homens e entre adolescentes do sexo masculino. A técnica não muda em função do sexo — muda o contexto: cabelo curto ou raspado deixa a orelha e o sulco de trás permanentemente à vista, o que torna a simetria entre os lados e o cuidado com a cicatriz ainda mais relevantes no planejamento. O retorno a esportes de contato, luta e treino de força pesado costuma ser o ponto mais negociado da recuperação, e é justamente o que exige mais paciência. A avaliação e o planejamento seguem individuais, como em qualquer caso.
Qual especialidade faz a cirurgia de orelha?
A otoplastia está no escopo da cirurgia plástica e também da otorrinolaringologia; o que importa, na prática, é que o profissional tenha título de especialista registrado para a área em que atua. Esse dado é público: no portal do Conselho Federal de Medicina é possível consultar o CRM do médico e verificar o registro de qualificação de especialista. A Dra. Lorena Gidrão de Queiroz é cirurgiã plástica, CRM-MG 85769 e RQE 71258, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e cirurgiã plástica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Vale registrar que cirurgia de orelha é ato médico e requer ambiente cirúrgico adequado, com equipe de anestesiologia quando a técnica exige sedação ou anestesia geral.
A otoplastia é definitiva e permanente? A orelha pode abrir novamente?
O reposicionamento da cartilagem tende a ser duradouro, mas não é correto descrevê-lo como imutável. A literatura descreve perda parcial e, com menos frequência, perda importante da correção, quase sempre nos primeiros meses — com mais frequência quando a cartilagem é espessa e elástica, quando a técnica se apoia apenas em pontos sem enfraquecer a cartilagem e quando a faixa é abandonada cedo, motivo pelo qual as orientações do pós-operatório fazem parte do resultado. Parte das pacientes precisa de um retoque, em geral menor que a cirurgia inicial. Trauma direto na orelha também pode desfazer parte da correção. O que se discute na consulta é o que é razoável esperar da sua cartilagem e quais cuidados aumentam a chance de estabilidade.
Como é feita a correção de orelha rasgada ou de lóbulo alargado?
O lóbulo rasgado por brinco pesado, tração acidental ou uso de alargador é corrigido em procedimento pequeno, com anestesia local e em centro cirúrgico, com duração de minutos por lado. A borda já cicatrizada do rasgo precisa ser retirada — tecido epitelizado não cola —, e o fechamento é feito por planos, redesenhando a borda do lóbulo para que não fique um degrau nem uma mossa no contorno. Permanece uma cicatriz linear no lóbulo, que costuma amadurecer e clarear ao longo dos meses; como o lóbulo é um dos locais com maior chance de cicatriz espessa ou queloide, história pessoal ou familiar de queloide deve ser informada antes, porque muda o planejamento do fechamento e o acompanhamento. Um novo furo costuma ser possível alguns meses depois — em geral não antes de três meses —, em posição afastada da cicatriz e nunca sobre ela; o momento é liberado no retorno, conforme a maturação do tecido. Defeitos grandes por alargador podem exigir planejamento distinto, avaliado individualmente.
Plano de saúde ou convênio cobre a otoplastia?
Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como a correção de deformidade congênita da orelha, sobretudo na infância —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.
A otoplastia é feita pelo SUS? Como conseguir?
Sim, quando há indicação reparadora ou funcional — por exemplo deformidade congênita da orelha, sobretudo na infância. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada pelo SUS. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.
Vocês publicam fotos de antes e depois?
Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.
Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.
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