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Cruroplastia (Plástica das Coxas) em Uberlândia-MG

Retirada do excesso de pele da coxa, mais frequentemente na face interna, após grande perda de peso.

Sobre o Procedimento

Cruroplastia

A cruroplastia — também chamada de lifting de coxa — retira o excesso de pele da coxa, mais frequentemente na face interna. A queixa que leva à cirurgia costuma ser funcional antes de estética: o atrito entre as coxas ao caminhar, que causa irritação e assadura, e a dificuldade com determinadas roupas.

É a cirurgia de contorno que mais cobra em cicatriz e em tempo de recuperação, e a literatura descreve taxas de complicação altas, entre 35% e 74% conforme a técnica. Esta página publica esses números na íntegra, porque é a informação que faz a decisão ser tomada com os olhos abertos.

O Que Considerar
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    Escolha entre incisão horizontal na virilha, vertical na face interna ou combinada — decisão com consequência medida.
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    Avaliação do que predomina: excesso de pele, de gordura, ou os dois.
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    Critérios de indicação: peso estável, índice de massa corporal e interrupção do tabagismo, que são os fatores de risco documentados.
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    Orientação sobre o edema prolongado da coxa, que cede mais devagar que o de outras regiões.
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    Profilaxia de tromboembolismo em todos os pacientes.
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    Acompanhamento de cicatriz ao longo dos meses, com canal direto de concierge.
Antes, durante e depois

Preparo, procedimento e recuperação

Preparo

Antes da cruroplastia, avalia-se a estabilidade do peso, o índice de massa corporal e a interrupção do tabagismo — os três fatores de risco que a literatura identifica para esta cirurgia —, além do estado nutricional e dos exames pré-operatórios conforme a idade e o histórico.

Durante o procedimento

A marcação é feita previamente, em pé, definindo o desenho da incisão conforme a distribuição do excesso: horizontal na prega inguinal quando a sobra é predominantemente superior, vertical na face interna da coxa quando se estende distalmente, ou combinada. A ressecção retira pele e gordura, com atenção à preservação da drenagem linfática local, e o fechamento é feito por planos com ancoragem à fáscia de Colles para sustentar a cicatriz e reduzir a migração. Lipoaspiração é associada quando há componente adiposo. A escolha do desenho da incisão é a decisão de maior impacto sobre o resultado e sobre o risco.

Recuperação e acompanhamento

O acompanhamento inclui retornos programados, orientação de compressão, atenção ao edema prolongado da região e cuidado com a cicatriz ao longo dos meses, com canal direto de concierge.

Perguntas Frequentes

Dúvidas comuns sobre Cruroplastia

O que é cruroplastia e quando ela é indicada?

A cruroplastia — também chamada de lifting de coxa ou plástica das coxas — é a cirurgia que retira o excesso de pele da coxa, mais frequentemente na face interna. A queixa que leva à indicação costuma ser funcional antes de estética: o atrito entre as coxas ao caminhar, que causa irritação e assadura, e a dificuldade com determinadas roupas. Aparece principalmente depois de grande perda de peso. É uma cirurgia de indicação criteriosa, e a razão é honesta: a região da coxa é a que mais cobra em cicatriz e em tempo de recuperação entre as cirurgias de contorno, e essa conta precisa ser feita caso a caso, pesando o quanto incomoda contra o quanto vai custar.

Lipoaspiração de coxa resolve? Qual a diferença?

Depende do que sobra. A lipoaspiração trata gordura, e funciona quando há volume localizado com pele de boa qualidade elástica. A cruroplastia trata pele. Quando o excesso é cutâneo e se aspira gordura, o resultado tende a piorar: retira-se o volume que preenchia e a pele fica ainda mais frouxa. Depois de uma grande perda de peso, o componente predominante costuma ser pele, e é por isso que a lipoaspiração isolada frustra nesse perfil. Os dois podem ser associados quando há gordura junto. O exame com a paciente em pé, e depois deitada, define o que predomina.

Como é feita a cruroplastia? Onde fica a cicatriz?

Existem três desenhos principais de incisão, e a escolha entre eles é a decisão mais importante da cirurgia. A incisão horizontal, na virilha, escondida na prega — chamada de técnica em I —, trata o excesso predominantemente superior. A incisão vertical, descendo pela face interna da coxa, trata o excesso que se estende para baixo, e é o que permite maior redução circunferencial. E há as combinações das duas, em T ou em L. A diferença entre elas não é só estética: uma coorte de 750 cruroplastias em 375 pacientes, publicada em 2026, encontrou taxa global de complicações de 40,3% na técnica em I, 66,6% na técnica em T e 73,9% na técnica em L — e complicações maiores de 9,5%, 33% e 39,1% respectivamente. Quanto mais extensa a incisão, maior a correção possível e maior o risco. O que define o seu caso é onde a pele sobra.

A cicatriz da coxa alarga mais? Por quê?

Tende a alargar mais, sim, e há razões anatômicas. A região é de mobilidade constante — a coxa se move a cada passo —, o que mantém tensão sobre a sutura; a pele ali é fina e a drenagem linfática da área é exigida; e a incisão na virilha fica em zona úmida, de atrito e de maior colonização bacteriana. Na literatura, a cirurgia de coxa é descrita como propensa a complicações, com taxas relatadas entre 35% e 74% conforme a técnica e a série. Isso não significa que a maioria seja grave: boa parte são complicações menores, de cicatrização, tratadas ambulatorialmente. Mas é a cirurgia de contorno em que mais importa saber disso antes. Tabagismo, IMC igual ou acima de 30 e tempo cirúrgico prolongado aumentam esse risco de forma documentada.

Quanto tempo de peso estável é preciso antes de operar?

Seis meses de peso estável é o critério usual, e é o mesmo que os estudos de contorno corporal pós-emagrecimento adotam como critério de inclusão. A razão não é burocrática: operar antes de o peso assentar é operar um corpo que ainda vai mudar, e o reganho depois da cirurgia é comum. O índice de massa corporal entra junto, e no caso da cruroplastia pesa de forma documentada — nas séries publicadas, IMC mais elevado associa-se a mais complicações de cicatrização. Por isso peso e IMC são avaliados em conjunto, e o alvo é definido individualmente na consulta. Em parte dos casos a orientação é seguir emagrecendo antes de programar a cirurgia.

Que anestesia é usada? A cruroplastia exige internação?

A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, com equipe de anestesiologia, e a modalidade é definida na avaliação pré-anestésica. A conduta é alta no mesmo dia, algumas horas depois do término, quando a dor está controlada, você já caminha e urinou normalmente — e sempre acompanhada. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia.

Por que o inchaço da coxa demora mais para passar?

Porque a drenagem linfática do membro inferior passa pela região operada. A ressecção e o descolamento interrompem parte dessa rede, e ela leva tempo para se reorganizar por vias alternativas — por isso o edema de coxa cede mais devagar que o de outras áreas, e a avaliação do contorno final é mais tardia, em geral vários meses. Na técnica vertical, séries publicadas descrevem edema em cerca de 31% dos casos, persistente aos doze meses em cerca de 3%. A compressão orientada e a caminhada regular ajudam. Edema assimétrico, de aparecimento súbito, com dor ou vermelhidão, é outra conversa e precisa de avaliação imediata.

Como é a recuperação? Quando posso sentar, andar e dirigir?

Caminhar começa nas primeiras horas, em trajetos curtos, e faz parte da prevenção do risco trombótico. Sentar exige cuidado nos primeiros dias, pela posição da cicatriz na virilha — orienta-se evitar sentar por períodos longos e usar apoio, conforme a orientação da equipe. Dirigir costuma ser liberado quando a paciente consegue executar uma frenagem de emergência sem hesitar por dor, o que costuma acontecer entre a segunda e a terceira semana, e não antes de cessar a medicação que reduz o reflexo. A compressão é orientada por semanas. Trabalho administrativo costuma ser retomado entre a segunda e a terceira semana; atividade que exige esforço ou longos períodos em pé pede quatro a seis semanas ou mais. Exercício de impacto e treino de membros inferiores são liberados por etapas, mais tarde.

Quais são os riscos e as complicações da cruroplastia?

É a cirurgia de contorno com as taxas mais altas descritas na literatura, e isso precisa ser dito sem rodeio: as publicações relatam complicações entre 35% e 74%, conforme a técnica. Na coorte de 750 cruroplastias publicada em 2026, a taxa global foi de 40,3% na técnica em I, 66,6% na em T e 73,9% na em L, com complicações maiores de 9,5%, 33% e 39,1%. As mais frequentes são de cicatrização: deiscência, alargamento da cicatriz, seroma e infecção. Também são descritos linfedema e linfocele, pela drenagem local. Os fatores de risco identificados foram tabagismo, IMC igual ou acima de 30 e tempo cirúrgico prolongado. A leitura correta desses números não é desistir da cirurgia: é escolher a técnica menos extensa que resolve o seu caso, chegar com peso estável e sem fumar, e entrar sabendo que revisão de cicatriz é possibilidade real.

Dá para combinar com outra cirurgia?

Dá, e há um limite medido. Estudo multicêntrico publicado em 2026, com 1.182 pacientes de contorno pós-emagrecimento e 2.665 procedimentos, encontrou taxas de complicação de 3,6% com um procedimento isolado, 5,1% com dois, 20,2% com três e 22,4% com quatro. Associar dois teve risco semelhante ao de um; o salto acontece a partir do terceiro, principalmente por deiscência de ferida. O mesmo estudo descreve os critérios sob os quais a combinação se mostrou segura: IMC até 30, peso estável por pelo menos seis meses, deficiências de micronutrientes corrigidas e estado clínico favorável. É por isso que o que se associa no seu caso é decidido na consulta, e não pela conveniência de resolver tudo de uma vez.

Como vocês previnem trombose na cirurgia?

A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata.

O resultado da cruroplastia é permanente?

A pele retirada não volta. O que muda com o tempo é o restante: variação de peso, envelhecimento e perda de elasticidade podem trazer alguma flacidez de volta, e a coxa é região particularmente sensível à variação de peso. Manter o peso estável é o fator sob o seu controle que mais protege o resultado. A cicatriz continua amadurecendo por cerca de doze a dezoito meses, e o aspecto dos primeiros meses não é o final — o que importa especialmente aqui, porque é a região em que a cicatriz costuma parecer pior antes de melhorar.

Plano de saúde ou convênio cobre a cruroplastia?

Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como o excesso de pele nas coxas após grande perda de peso, com atrito e lesão de pele documentados, por indicação clínica —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la de antemão. O que a equipe faz é reunir a documentação clínica que sustenta o pedido.

A cruroplastia é feita pelo SUS?

Quando há indicação reparadora ou funcional — como o excesso de pele após grande perda de peso, com repercussão documentada —, há previsão no SUS. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso ser encaminhada pela rede pública, com a fila e os critérios do serviço. Este site não intermedeia esse acesso.

Vocês publicam fotos de antes e depois?

Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua anatomia.

Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.

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