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Renuvion em Uberlândia-MG

Tecnologia de retração de pele por plasma, indicada para refinar o resultado da lipoaspiração.

Sobre o Procedimento

Renuvion

Renuvion é uma tecnologia que utiliza energia de plasma (hélio + radiofrequência) para promover a retração da pele por baixo, geralmente associada à lipoaspiração ou lipoescultura.

É especialmente indicada para pacientes com flacidez leve a moderada, que buscam melhorar o contorno da pele sem partir para uma cirurgia de grande porte como a abdominoplastia.

A indicação depende de uma avaliação individual da qualidade e do grau de flacidez da pele, sempre feita durante a consulta.

O Que Considerar
  • —
    Avaliação da qualidade e do grau de flacidez da pele.
  • —
    Geralmente utilizada em associação com lipoaspiração ou lipoescultura.
  • —
    Não substitui uma abdominoplastia em casos de flacidez acentuada.
  • —
    Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Antes, durante e depois

Preparo, procedimento e recuperação

Preparo

Como o Renuvion costuma ser associado a outro procedimento (geralmente lipoaspiração ou lipoescultura), o preparo segue as orientações do procedimento principal — exames pré-operatórios de rotina, avaliação anestésica e, quando indicado, suspensão do tabagismo e de medicamentos com efeito anticoagulante por um período antes da cirurgia, conforme orientação da equipe médica.

Durante o procedimento

Em geral realizado no mesmo ato cirúrgico do procedimento associado, habitualmente a lipoaspiração ou a lipoescultura: a energia de plasma (hélio com radiofrequência) é aplicada por baixo da pele, através de pequenas incisões, sob a anestesia definida para o procedimento principal.

Recuperação e acompanhamento

No pós-operatório, costuma-se orientar o uso de cinta compressiva e repouso relativo, seguindo o mesmo cronograma do procedimento associado — o inchaço pode demorar um pouco mais para resolver devido ao processo de retração da pele. Sinais como dor intensa, vermelhidão importante ou sinais de queimadura na pele devem ser comunicados prontamente à equipe médica.

Perguntas Frequentes

Dúvidas comuns sobre Renuvion

Renuvion substitui a abdominoplastia?

Não em todos os casos — é indicado para flacidez leve a moderada. Casos de flacidez acentuada podem exigir remoção cirúrgica de pele.

Renuvion e J-Plasma são a mesma coisa? E argoplasma?

Renuvion e J-Plasma são a mesma tecnologia: J-Plasma era o nome anterior do sistema, do mesmo fabricante, e Renuvion é o nome atual. Argoplasma é outra coisa — utiliza plasma de argônio e tem outras aplicações médicas; apesar da semelhança do nome, não é a mesma tecnologia nem tem a mesma indicação.

Qual a diferença entre Renuvion e Morpheus8?

São tecnologias com pontos de ação diferentes. O Morpheus8 é aplicado de fora para dentro, por microagulhas que levam radiofrequência à derme e à gordura superficial, em sessões de consultório, sem anestesia geral e com pouco tempo de parada. O Renuvion é aplicado de dentro para fora, por cânula, no plano imediatamente abaixo da pele, em ambiente hospitalar e em sessão única, quase sempre junto de uma lipoaspiração. Por isso atendem cenários distintos: um trata textura e flacidez leve a moderada com recuperação curta, o outro trata o envelope de pele de uma área que está sendo operada. Não existe comparação direta robusta entre os dois, e a escolha acompanha o planejamento, não a tecnologia em si.

Renuvion, BodyTite, endolaser, Quantum, Vaser: qual a diferença entre as tecnologias de retração de pele?

Todas as tecnologias desse grupo entregam energia no plano entre a pele e o músculo para provocar retração, e diferem na fonte de energia e no modo de controlar o calor — plasma de hélio no Renuvion, radiofrequência bipolar no BodyTite, plataforma comparada ao Renuvion no estudo retrospectivo citado nas referências desta página, e luz laser no endolaser e no lipolaser. Os demais sistemas disponíveis no mercado trabalham com variações dessas mesmas fontes de energia, e a descrição de cada um é do fabricante, não desta página. O ultrassom usado para emulsificar gordura não pertence a esse grupo: tem outra função e pode ser combinado com qualquer uma dessas tecnologias. Há uma diferença prática de controle: as plataformas de radiofrequência bipolar trabalham com leitura de temperatura em tempo real e desligamento automático por sensor, enquanto no Renuvion o controle se faz pela energia aplicada, medida em joules, e pela técnica do cirurgião. A literatura comparativa direta entre as plataformas é escassa e de baixo nível de evidência, e não sustenta eleger uma delas como melhor para todos os casos — a Resolução CFM nº 2.336/2023 veda, inclusive, atribuir capacidade privilegiada a aparelhagem. O que muda o resultado é a indicação correta, a espessura da pele e a técnica. Quando mais de uma tecnologia complementar está disponível no mesmo planejamento, a escolha é feita na consulta, a partir da espessura e da qualidade da pele e da área a ser tratada, respeitadas as indicações do registro de cada equipamento na Anvisa.

É um procedimento cirúrgico?

É realizado através de pequenas incisões, geralmente associado a outro procedimento como a lipoaspiração.

Quantas sessões de Renuvion costumam ser necessárias?

Geralmente é realizado em uma única sessão, associada ao procedimento principal (como a lipoaspiração ou lipoescultura); não costuma ser repetido em série.

O Renuvion pode ser combinado com outros procedimentos além da lipoaspiração?

Pode ser associado a outras técnicas de contorno corporal, conforme avaliação individual; a combinação específica é definida caso a caso na consulta.

O procedimento dói? Que tipo de anestesia é utilizada?

Por ser associado a outro procedimento, geralmente segue o tipo de anestesia definido para ele (local com sedação ou geral), conforme avaliação pré-operatória. O desconforto após o procedimento tende a ser semelhante ao da técnica associada.

Renuvion dói? Que tipo de anestesia é utilizada e o que se sente nos primeiros dias?

O procedimento é feito sob a mesma anestesia do procedimento associado — em geral anestesia geral, raquianestesia associada a sedação ou, em áreas pequenas, anestesia local com sedação, conforme a extensão do procedimento e a avaliação conjunta com a equipe de anestesiologia —, de modo que a paciente está anestesiada durante a aplicação. Nos primeiros dias, o relato mais comum não é dor aguda, e sim uma sensação de aperto, repuxamento e calor na área tratada, somada ao desconforto habitual do procedimento associado: a pele fica mais sensível ao toque e a cinta incomoda. No estudo de pescoço e região submentoniana citado nas referências desta página, a dor foi acompanhada até o sétimo dia, e a grande maioria das pacientes relatou dor de nenhuma a moderada nesse período; uma minoria relatou dor intensa. A analgesia é prescrita pela equipe e ajustada conforme a resposta, sem prazo fixo. Áreas mais extensas tendem a incomodar mais do que áreas pequenas. Dor que aumenta em vez de diminuir, ou dor fixa em um único ponto, deve ser comunicada à equipe.

Qual é o tempo de recuperação após o Renuvion?

Costuma acompanhar a recuperação do procedimento associado, como a lipoaspiração, com uso de cinta compressiva e repouso relativo nas primeiras semanas; o inchaço pode levar um pouco mais para resolver devido à retração de pele.

O inchaço inicial pode disfarçar o resultado da retração de pele?

Sim, o edema pós-operatório é comum nas primeiras semanas e pode mascarar temporariamente o efeito de retração, que se torna mais perceptível conforme o inchaço regride.

O Renuvion deixa cicatrizes?

É realizado por pequenas incisões, geralmente as mesmas utilizadas na lipoaspiração associada, que tendem a resultar em cicatrizes discretas.

Existe risco de queimadura ou lesão térmica na pele?

Sim, por utilizar energia térmica, há um risco possível de queimadura ou lesão térmica na pele; técnica cuidadosa e monitoramento durante o procedimento visam reduzir esse risco, mas ele deve ser discutido individualmente na consulta.

Quais são os efeitos colaterais e os riscos do Renuvion?

Os efeitos esperados nas primeiras semanas são inchaço — que costuma demorar mais para resolver do que na lipoaspiração isolada —, equimoses, sensação de aperto e áreas de pele temporariamente insensíveis ou formigando, por irritação de terminações nervosas superficiais. Entre as complicações descritas na literatura estão queimadura e lesão térmica da pele, inclusive de espessura total, irregularidade de contorno, seroma, sangramento, infecção, alteração duradoura de sensibilidade e alteração de cor da pele. Há ainda um grupo de complicações próprio do gás hélio: além do enfisema subcutâneo — acúmulo de gás sob a pele, que se percebe como uma crepitação ao toque —, existem relatos de gás que migra para cavidades do corpo, causando pneumotórax, pneumomediastino e pneumoperitônio, e de gás que alcança vasos sanguíneos. São situações raras, descritas em relatos de caso e na revisão sistemática citada nas referências desta página, mas podem ser graves e exigir atendimento hospitalar. O risco aumenta com aplicação muito superficial e com pele fina. Falta de ar, dor no peito, inchaço que crepita ao toque, febre, dor crescente, área endurecida com vermelhidão, bolha ou ferida na pele são sinais de alerta: qualquer um deles exige contato imediato com a equipe e, na impossibilidade de contato, atendimento de urgência. O risco individual é discutido na consulta, antes de qualquer decisão.

Quando o resultado da retração de pele aparece?

A pele continua retraindo gradualmente por alguns meses após o procedimento.

Quem geralmente não é uma boa indicação para o Renuvion?

Pessoas com flacidez de pele acentuada geralmente não são boas candidatas, já que a tecnologia é indicada para casos leves a moderados; essa avaliação é feita individualmente na consulta.

O efeito de retração da pele é permanente?

A retração obtida tende a ser duradoura, mas a pele continua sujeita ao processo natural de envelhecimento e a variações de peso, que podem alterar o resultado ao longo do tempo.

Plano de saúde ou convênio cobre Renuvion?

O atendimento é particular — a Dra. Lorena não atende por convênio. Além disso, procedimentos com finalidade estética estão fora da cobertura obrigatória dos planos de saúde por determinação legal. Quando o Renuvion é aplicado no mesmo ato de uma cirurgia com indicação clínica, vale o mesmo caminho da cirurgia associada: honorários particulares e tentativa de cobertura parcial da internação.

A renuvion é feita pelo SUS?

Não — o SUS não contempla procedimento com finalidade exclusivamente estética. Quando o Renuvion é aplicado dentro de uma cirurgia com indicação reparadora, a avaliação corre pela indicação dessa cirurgia. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá, nas indicações reparadoras e funcionais. Para essas, o caminho é dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.

Vocês publicam fotos de antes e depois?

Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.

Como o Renuvion funciona? O que acontece embaixo da pele?

O aparelho ioniza gás hélio com radiofrequência e forma um jato de plasma na ponta de uma cânula fina, introduzida pelas mesmas pequenas incisões usadas na lipoaspiração. A cânula percorre o plano imediatamente abaixo da derme, onde o plasma aquece de forma pontual e muito rápida o tecido subcutâneo, as fibras de colágeno e os septos que ligam a pele às camadas profundas: no ponto tratado, a temperatura descrita na literatura passa de 85 °C em fração de segundo, o que coagula as proteínas dessas fibras e as contrai. Parte dessa contração acontece durante a própria aplicação e o restante se desenvolve ao longo das semanas seguintes, na fase de remodelação do tecido, com formação de colágeno novo em grau que varia de paciente para paciente — o quanto disso aparece como mudança visível da pele só é avaliável depois que o inchaço reduz. O hélio é o gás que a radiofrequência ioniza para formar o plasma condutor, e é ao perfil de aquecimento e resfriamento muito rápido que se atribui a menor difusão do calor para os lados; esse mesmo gás, porém, pode se acumular nos tecidos, e por isso a técnica de aplicação e a saída do gás fazem parte do cuidado cirúrgico. A extensão da área tratada é definida no planejamento cirúrgico.

Renuvion pode ser feito sem lipoaspiração? Dá para fazer no consultório?

Não é um procedimento de consultório. Mesmo quando a intenção é tratar apenas a flacidez, a cânula precisa alcançar o plano subdérmico por pequenas incisões — portanto há incisão, anestesia e equipe cirúrgica. Em casos selecionados, com pouca ou nenhuma gordura a ser retirada, a tecnologia pode ser usada de forma isolada; na prática, a maioria das indicações surge junto da lipoaspiração ou da lipoescultura, porque os túneis já feitos pela cânula de lipo abrem o mesmo plano. É um ato médico, realizado por cirurgiã plástica em ambiente hospitalar, com equipe de anestesiologia. Se o procedimento é isolado ou associado se define na consulta, a partir da quantidade de gordura e do grau de flacidez.

Renuvion funciona mesmo? Quanta retração é realista esperar?

A retração da pele tratada é descrita em estudos publicados, mas a qualidade dessa evidência é desigual. Para pescoço e região submentoniana existe estudo com avaliação fotográfica por revisores cegos, em que a maior parte das pacientes apresentou melhora do aspecto da pele frouxa seis meses depois. Para o corpo, associado à lipoaspiração, os estudos são em grande parte séries de casos, com avaliação subjetiva de fotografias sem medida padronizada, seguimento curto, patrocínio do fabricante e conflito de interesse declarado pelos autores; a revisão sistemática citada nas referências desta página conclui que não há evidência de retração além da que a própria lipoaspiração — convencional ou ultrassônica — já produz. Por isso a tecnologia é tratada aqui como recurso complementar dentro do planejamento cirúrgico: não substitui a retirada cirúrgica de pele e não é apresentada como capaz de entregar algo que a cirurgia não entregue. Em pele muito distendida, com estrias profundas ou depois de grandes perdas de peso, a indicação costuma ser outra. A avaliação considera a qualidade e a espessura da pele, e não o sexo nem a idade isoladamente. O que é razoável esperar no seu caso, inclusive a possibilidade de não utilizar a tecnologia, é discutido na consulta, junto dos riscos descritos na literatura.

Renuvion tira gordura? Melhora celulite e estrias?

Não. O Renuvion não remove gordura — quando há gordura localizada a ser retirada, isso é feito pela lipoaspiração, e a tecnologia entra depois, coagulando o tecido subcutâneo e a pele que sobra sobre a área aspirada. Sobre a celulite: ela decorre da tração dos septos fibrosos e da irregularidade da gordura superficial, e não há evidência de que essa tecnologia a melhore — a lipoaspiração associada pode, em alguns casos, evidenciar irregularidades da gordura superficial que antes não apareciam. Estrias são cicatrizes na derme: não desaparecem com a retração e não há evidência de que melhorem com a tecnologia. Quem tem a celulite ou as estrias como objetivo principal costuma ter indicação de outra abordagem, avaliada na consulta.

Renuvion pode causar fibrose ou endurecimento na pele?

Pode. A retração pretendida vem de duas etapas: a coagulação imediata do colágeno pelo calor e, depois, a resposta de cicatrização do tecido tratado, que inclui a formação de tecido fibroso — é dessa mesma resposta que se espera a retração. Quando ela é excessiva ou irregular, a paciente sente áreas endurecidas, com aderência ou degrau no contorno, geralmente entre a terceira semana e o terceiro mês. Costuma amolecer ao longo dos meses, e o uso da cinta e as medidas de pós-operatório definidas pela equipe ajudam nesse processo, com resposta que varia de paciente para paciente. Endurecimento que aparece cedo, dói, vem acompanhado de vermelhidão ou não muda ao longo dos meses precisa ser examinado, porque pode corresponder a necrose de gordura ou a sequela de lesão térmica, e não apenas à fibrose da cicatrização. Áreas que permanecem endurecidas depois de alguns meses podem precisar de tratamento complementar. Vale levar qualquer endurecimento novo ao retorno, em vez de esperar que resolva sozinho.

Renuvion pode ser usado no rosto, na papada e no pescoço?

Sim, a Dra. Lorena realiza. A aplicação descrita para a tecnologia no plano subdérmico inclui o pescoço e a região submentoniana — a papada —, e é dessa região que trata o estudo clínico citado nas referências desta página. O que muda em relação ao tronco é a margem de segurança: a pele ali é fina e as estruturas nervosas correm superficialmente, de modo que a distância entre o plano tratado e a derme é menor. A literatura descreve queimadura, inclusive de espessura total, quando a energia é aplicada de forma superficial demais — por isso o plano e a energia usados na face e no pescoço não são os mesmos do abdômen, e a indicação depende da espessura da pele e do grau de flacidez. Há um limite que vale dizer com clareza: quando a flacidez facial é significativa, o objetivo de reposicionar tecido costuma ser melhor atendido por uma abordagem cirúrgica, como o deep plane facelift. O uso do equipamento segue as indicações do seu registro na Anvisa, e o que se aplica ao seu caso é definido na consulta.

Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.

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