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Blefaroplastia em Uberlândia-MG

Rejuvenescimento do olhar através da remoção de excesso de pele e bolsas de gordura nas pálpebras.

Sobre o Procedimento

Blefaroplastia

A blefaroplastia — a cirurgia das pálpebras — trata o excesso de pele, a flacidez e as bolsas de gordura nas pálpebras superiores (blefaroplastia superior) e/ou inferiores (blefaroplastia inferior), suavizando o olhar cansado sem alterar a expressão natural do rosto.

Pode ter finalidade estética, funcional — quando o excesso de pele chega a atrapalhar o campo de visão — ou ambas, avaliadas em conjunto na consulta.

É frequentemente combinada com outros procedimentos faciais, mas também pode ser realizada isoladamente.

O instrumento com que a cirurgia é feita — lâmina, eletrocautério ou laser de CO2 — é uma escolha técnica, definida caso a caso, e não altera o que a blefaroplastia é capaz de corrigir: quem trata o excesso de pele e a bolsa de gordura é a ressecção cirúrgica. As vantagens e as contrapartidas de cada instrumento, e a diferença em relação aos procedimentos anunciados como blefaroplastia sem corte, estão nas perguntas frequentes desta página.

O Que Considerar
  • —
    Avaliação da quantidade de pele, gordura e tônus muscular das pálpebras.
  • —
    Possibilidade de indicação funcional, quando o excesso de pele limita a visão.
  • —
    Cicatrizes posicionadas em dobras naturais da pálpebra, discretas com a cicatrização.
  • —
    Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Antes, durante e depois

Preparo, procedimento e recuperação

Preparo

De forma geral, a avaliação pré-operatória de uma blefaroplastia costuma incluir exame oftalmológico e exames pré-operatórios de rotina solicitados pela equipe médica. Geralmente orienta-se a suspensão do tabagismo e de medicamentos com efeito anticoagulante (como AAS e alguns anti-inflamatórios) por um período definido pelo cirurgião antes da cirurgia. Quando o procedimento envolve sedação ou anestesia geral, costuma-se seguir as orientações de jejum passadas pela equipe de anestesia. Também é comum recomendar que a paciente providencie um acompanhante para o dia da cirurgia e para o retorno ao domicílio.

Durante o procedimento

A blefaroplastia é realizada por incisões nas dobras naturais da pálpebra ou na borda dos cílios, com remoção do excesso de pele e tratamento das bolsas de gordura das pálpebras superiores e/ou inferiores. A anestesia costuma ser local com sedação, podendo variar para geral conforme a indicação.

Recuperação e acompanhamento

Nos primeiros dias após a blefaroplastia, costuma-se orientar repouso relativo, compressas frias e cuidados específicos de higiene local conforme prescrição da equipe. Geralmente são agendadas consultas de retorno para acompanhar a cicatrização e, quando aplicável, a remoção de pontos. Inchaço (edema) e manchas arroxeadas (equimoses) leves a moderados são esperados nas primeiras semanas e tendem a diminuir gradualmente. Sinais como dor intensa ou progressiva, alteração importante da visão, sangramento significativo ou sinais de infecção devem ser comunicados prontamente à equipe médica.

Perguntas Frequentes

Dúvidas comuns sobre Blefaroplastia

Qual a diferença entre blefaroplastia superior e inferior?

A blefaroplastia superior trata a pálpebra de cima: remove o excesso de pele — e, quando há, a bolsa de gordura — que pesa sobre o olhar e que, em alguns casos, chega a atrapalhar o campo de visão. A blefaroplastia inferior trata a pálpebra de baixo, onde a queixa costuma ser a bolsa de gordura e o excesso de pele que marcam o olhar cansado. As duas podem ser feitas juntas ou isoladamente, conforme a avaliação, e a via de acesso é diferente em cada uma: na superior a incisão fica na dobra natural da pálpebra; na inferior, junto à borda dos cílios.

Blefaroplastia a laser ou convencional: qual é a diferença?

O laser de CO2 é um instrumento de corte, e não uma cirurgia diferente. Emite luz de 10.600 nm, absorvida pela água do tecido: corta ao vaporizar essa água e, na mesma passada, coagula os vasos finos da pálpebra. O planejamento não muda: a marcação é feita com a paciente sentada e acordada, antes de qualquer anestésico, e pele e bolsa de gordura são tratadas do mesmo modo. Na pálpebra inferior a incisão fica junto aos cílios. A literatura é modesta e compara instrumentos, não cirurgias. Em ensaio randomizado com 78 pacientes de blefaroplastia inferior, o laser de CO2 foi comparado ao eletrocautério — e não ao bisturi: houve menos sensação de calor durante o ato e menos inchaço da conjuntiva depois, com empate em tempo de cirurgia, dor, equimose e satisfação. Nos estudos que compararam o laser à agulha de eletrocautério e à lâmina, não houve diferença de cicatriz nem de resultado estético. É escolha de instrumento, avaliada caso a caso.

Blefaroplastia sem corte funciona? É a mesma coisa que a cirurgia?

Blefaroplastia sem corte é nome comercial dado a procedimentos aplicados na superfície da pele da pálpebra — aparelhos de plasma, laser fracionado ablativo e radiofrequência com microagulhamento —, que não são cirurgia. Não se confundem com as tecnologias de retração de pele aplicadas por baixo da pele e associadas a cirurgia, que têm indicação e finalidade próprias. Agindo na superfície, provocam retração e remodelação de colágeno e tendem a produzir melhora discreta em flacidez leve, ao longo de várias sessões. Não removem o fuso de pele e não tratam a bolsa de gordura, que são as duas coisas que a blefaroplastia faz. A evidência do uso na pálpebra é limitada: os estudos publicados são pequenos — 10, 17, 20 e 21 pacientes —, a maioria sem grupo de comparação e com reavaliação entre 4 semanas e 8 meses, e as revisões reservam esses métodos aos graus mais leves de flacidez, mantendo a cirurgia como conduta de escolha nos casos acentuados. Se você lê 3 sessões com 1 mês de intervalo, não é blefaroplastia que está descrita: a cirurgia é de tempo único.

Posso fazer blefaroplastia junto com outro procedimento facial?

Sim, é uma associação comum — a viabilidade é avaliada individualmente na consulta.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Costuma durar algumas horas, mas o tempo exato varia conforme a técnica utilizada e a extensão do procedimento planejado para cada caso.

A blefaroplastia pode ser feita em consultório? Precisa de hospital e de internação?

A blefaroplastia é cirurgia, e o ambiente é definido pela anestesia. Quando há sedação — o mais frequente —, são necessários centro cirúrgico ou unidade ambulatorial licenciada, com monitorização, anestesiologista e material para intercorrência; é assim que a Dra. Lorena realiza a cirurgia. Sob anestesia local exclusiva, a blefaroplastia superior pode ser realizada em sala de procedimento adequadamente equipada, com retaguarda definida para emergência. A internação não é necessária: a conduta é regime ambulatorial, com alta no mesmo dia, algumas horas após o término e sempre acompanhada. A internação com pernoite entra quando a blefaroplastia é combinada a cirurgias maiores, quando a anestesia geral é escolhida e a recuperação pede observação, ou quando alguma condição clínica recomenda. Onde a cirurgia será feita, quem fará a anestesia e qual é a estrutura disponível para uma intercorrência são perguntas legítimas na consulta — vale fazê-las. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia. Essa mesma definição determina o local: os procedimentos com alta no mesmo dia são realizados no centro cirúrgico próprio da Clínica Healme, e os que exigem internação, no centro cirúrgico do Hospital UMC — no mesmo complexo, sem deslocamento entre cidades.

Preciso de avaliação oftalmológica antes da blefaroplastia? Quais exames são pedidos?

Sim, e não é formalidade: a avaliação é feita por oftalmologista, e o que ela encontra pode mudar o plano cirúrgico. Entram nessa avaliação queixa de olho seco ou uso frequente de colírio, cirurgia refrativa ou ocular recente, glaucoma em acompanhamento, blefarite ou infecção em atividade, herpes de repetição na região dos olhos e alteração da tireoide com repercussão ocular; a frouxidão do tendão que sustenta a pálpebra inferior é avaliada no próprio exame da consulta cirúrgica. Qualquer um desses achados pode levar a reduzir a ressecção, acrescentar uma medida de suporte da pálpebra inferior, tratar antes com o especialista que cuida da condição ou adiar a cirurgia. Aos exames pré-operatórios de rotina e ao preparo descritos em Preparo, procedimento e recuperação, nesta mesma página, somam-se dois itens específicos desta cirurgia: os antiagregantes plaquetários e o uso recente de isotretinoína.

Que tipo de anestesia é utilizada na blefaroplastia?

Geralmente é realizada sob anestesia local associada a sedação, podendo variar para anestesia geral quando combinada com outros procedimentos — a definição é feita em conjunto com a equipe de anestesiologia.

Blefaroplastia dói muito? O que se sente durante e depois?

O objetivo da anestesia é justamente que não se sinta dor durante a cirurgia: a blefaroplastia costuma ser feita com anestesia local associada a sedação, e o momento de ardência é a infiltração do anestésico, já com a sedação em curso. Sensações de pressão e de tração podem ser percebidas, e o anestésico é complementado quando necessário. No pós-operatório a queixa mais comum não é dor, e sim peso, aperto e sensação de areia nos olhos, além de coceira quando a incisão começa a fechar — desconforto que costuma ser controlado com analgésico simples nos primeiros 2 a 3 dias. Trocar o bisturi pelo laser de CO2 não altera a necessidade de anestesia nem elimina esse desconforto. Dor intensa, crescente ou acompanhada de piora da visão não é esperada e deve ser comunicada à equipe imediatamente.

Quanto tempo dura o inchaço e os hematomas?

A maior parte do inchaço e das manchas roxas reduz nas primeiras duas semanas, variando conforme cada paciente.

Quanto tempo de repouso é necessário logo após a cirurgia?

Recomenda-se repouso relativo nos primeiros dias, evitando esforços e mantendo a cabeça elevada — a orientação exata é individualizada pela equipe médica.

Quando posso voltar ao trabalho?

Varia conforme o tipo de atividade e a evolução do inchaço — trabalhos sem exigência física costumam ser retomados antes de funções mais demandantes, sempre com liberação médica.

Quando posso voltar a dirigir?

Depende da recuperação visual e da redução do inchaço nas pálpebras, já que a visão pode ficar temporariamente alterada — essa liberação é avaliada individualmente.

Quando posso retomar atividades físicas?

Atividades leves costumam ser reintroduzidas de forma gradual, enquanto exercícios mais intensos ou de impacto geralmente aguardam mais tempo — a liberação é individualizada.

É necessário usar compressas ou pomadas após a cirurgia?

É comum a indicação de compressas frias nos primeiros dias para reduzir o inchaço, além de pomadas ou colírios lubrificantes — as orientações específicas são passadas no pós-operatório.

Como dormir depois da blefaroplastia? Pode dormir de lado?

Orienta-se dormir de barriga para cima, com a cabeça elevada em torno de 30 a 45 graus — dois travesseiros ou a cabeceira da cama levantada — nas primeiras 1 a 2 semanas. A elevação favorece a drenagem e reduz o inchaço com que se acorda; ficar totalmente na horizontal tende a piorar o edema da manhã. Dormir de lado ou de bruços é o que se pede para evitar nos primeiros dias, pela pressão direta sobre a pálpebra operada, que pode deixar um lado mais inchado do que o outro. Não é necessário dormir sentada. Quem se vira durante o sono pode apoiar travesseiros dos dois lados do corpo. A pomada e o colírio da noite embaçam a visão por algum tempo, o que é esperado.

Como é a recuperação da blefaroplastia dia a dia?

O inchaço costuma atingir o pico entre o 2º e o 3º dia e então começa a ceder; as manchas arroxeadas mudam de cor e clareiam, em média, entre 10 e 15 dias. Os pontos da pálpebra superior saem em geral entre o 5º e o 7º dia. A maior parte da recuperação social acontece em 2 a 3 semanas, e o edema fino, com a prega ainda se acomodando, pode levar de 3 a 6 meses para assentar. Vale saber que os dois lados não desincham no mesmo ritmo: assimetria durante esse período é comum e não indica, por si, resultado assimétrico. A pálpebra inferior costuma seguir um calendário mais longo que a superior. Trocar o bisturi pelo laser não encurta esse calendário.

A blefaroplastia deixa cicatriz visível?

As incisões são planejadas em dobras naturais da pálpebra ou na borda dos cílios, tornando-se bastante discretas com o tempo.

Como a cicatriz evolui com o tempo?

Tende a ficar progressivamente mais discreta ao longo dos meses, mas o processo de maturação varia de pessoa para pessoa e pode levar tempo até o aspecto final.

Quando os pontos da blefaroplastia são retirados?

Na pálpebra superior os pontos costumam sair entre o 5º e o 7º dia, em consultório, em poucos minutos: o fio é muito fino e a sensação é de fisgada leve, sem necessidade de anestesia na maior parte dos casos. Retirar cedo é proposital — o ponto que permanece muito tempo na pele fina da pálpebra pode deixar marca própria. Em parte dos casos utiliza-se fio absorvível, que dispensa a retirada, sem diferença descrita na cicatrização em relação ao fio comum. Logo após a retirada, a linha da incisão fica rosada e um pouco endurecida: é fase normal da cicatrização e tende a clarear ao longo dos meses seguintes.

Blefaroplastia pode dar queloide? Quem tem tendência a cicatriz ruim pode operar?

Queloide na pálpebra é raro: a pele dali é a mais fina do corpo e a incisão fica em área de pouca tensão, o que desfavorece a cicatriz exuberante. O que acontece com alguma frequência é a fase hipertrófica transitória — linha avermelhada, endurecida e às vezes elevada nos primeiros meses, mais comum na porção lateral, onde a incisão sai da prega natural. Histórico de queloide ou de cicatriz hipertrófica em outras regiões não contraindica automaticamente, mas muda o acompanhamento: proteção solar rigorosa, silicone em gel ou placa, massagem quando liberada e, em alguns casos, tratamento específico da cicatriz. O limite honesto é este: a incisão não desaparece. Ela tende a ficar discreta dentro da prega, e ainda assim pode ser perceptível de perto.

Existe risco de sensação de olho seco após a cirurgia?

É um efeito possível, geralmente temporário, principalmente nos primeiros dias — assim como uma leve dificuldade para fechar totalmente os olhos, que tende a melhorar com a evolução do pós-operatório.

Blefaroplastia é cirurgia grave? Tem risco de morte ou de trombose?

É uma cirurgia de pequeno porte, feita em regime ambulatorial e quase sempre com anestesia local e sedação — condições que a colocam entre os procedimentos de menor risco da cirurgia plástica. Menor risco, porém, não é risco zero: qualquer ato anestésico-cirúrgico tem risco de complicação clínica, e é por isso que se pede avaliação pré-operatória, exames conforme a idade e as doenças associadas e, em parte dos casos, o parecer de risco cirúrgico com clínico ou cardiologista. Trombose é evento descrito sobretudo em cirurgias longas e de grande porte; na pálpebra o tempo cirúrgico é curto e a paciente caminha no mesmo dia, o que reduz esse risco sem eliminá-lo.

Blefaroplastia pode afetar a visão? Existe risco de cegueira?

Perda visual é a complicação mais temida e também a mais rara da cirurgia de pálpebra, e se associa quase sempre ao hematoma retrobulbar — sangramento atrás do globo ocular, que comprime o nervo óptico. Na maior série publicada, a hemorragia orbitária apareceu em cerca de 1 caso em 2.000 e a perda visual permanente em cerca de 1 em 22.000. A maior parte desses sangramentos ocorre nas primeiras horas e o risco cai de forma importante depois das primeiras 24 horas, embora casos mais tardios estejam descritos. Daí a preparação: suspensão programada de anticoagulantes e antiagregantes junto com o médico que os prescreve, controle da pressão arterial e revisão cuidadosa do sangramento ao final da cirurgia. E daí a orientação para esse primeiro período: acompanhante na primeira noite, repouso com a cabeça elevada, nada de esforço, de abaixar a cabeça ou de pegar peso, e avisar a equipe diante de náusea, vômito ou pressão alta. O sinal de alarme é dor ocular intensa e progressiva, com inchaço que aumenta rápido e piora da visão: é emergência, exige atendimento imediato e não é caso de aguardar o retorno agendado. Visão embaçada nos primeiros dias, por edema e por pomada e colírio, é outra coisa e é esperada.

O que pode dar errado numa blefaroplastia? Quais são as complicações mais comuns?

As ocorrências mais frequentes são as reversíveis: inchaço e manchas arroxeadas por algumas semanas, pequena assimetria entre os lados enquanto o edema se resolve, e sensação de olho seco com dificuldade de fechar totalmente a pálpebra — mais intensas nas primeiras semanas e, em parte das pacientes, ainda presentes meses depois. Em séries que mediram o filme lacrimal após blefaroplastia superior, o desconforto e a instabilidade do filme ainda eram detectáveis em 6 meses, o que costuma ser manejado com lubrificação orientada. As que podem exigir reoperação são menos comuns: correção insuficiente ou excessiva de pele, alteração da altura da prega, cicatriz alargada e, na pálpebra inferior, a retração — a margem desce e expõe o branco do olho, ainda encostada no globo — e o ectrópio, situação distinta, em que a margem se everte e se afasta do olho. Cada uma tem correção própria. Vale dizer o que é desconfortável: pele removida em excesso é o problema mais difícil de resolver, enquanto pele que sobrou é ajustável. Retoques costumam aguardar a maturação da cicatriz, em torno de 6 a 12 meses.

A blefaroplastia a laser tem riscos próprios?

Tem, e eles são do instrumento, não da pálpebra. O feixe pode lesar o olho, e por isso são colocados escudos metálicos sobre as córneas durante todo o tempo em que o laser está ativo, com óculos de proteção para a equipe, compressas úmidas ao redor do campo, aspiração da fumaça cirúrgica e controle do oxigênio ofertado pela anestesia, pelo risco de ignição. Há duas contrapartidas registradas na literatura: a borda da incisão sofre mais lesão térmica do que a cortada por outros instrumentos — em ensaio que comparou o laser à agulha de eletrocautério, o dano térmico visto ao microscópio foi maior no lado do laser, ainda que sem repercussão clínica no acompanhamento —, e esse mesmo calor prejudica a leitura do exame anatomopatológico, de modo que, diante de lesão de pele suspeita que precise ser examinada ao microscópio, a lâmina é preferida. Nada disso torna o laser inseguro — mostra que ele tem contrapartidas.

Como vocês previnem trombose na cirurgia?

A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.

O resultado da blefaroplastia é definitivo? Quanto tempo dura?

Definitivo não é palavra que se use aqui. A remoção de pele e o tratamento da bolsa de gordura da pálpebra superior costumam dar resultado duradouro — a literatura descreve muitos anos de estabilidade e taxas baixas de reoperação. A pálpebra inferior tende a exigir acompanhamento mais longo, porque depende da dinâmica de suporte da própria pálpebra. Em nenhuma das duas o envelhecimento para: a pele segue perdendo elasticidade e a gordura da órbita e do terço médio continua a se reorganizar, de modo que o aspecto do olhar continua a evoluir com o tempo. Quando se associa um tratamento de superfície para textura da pele, esse componente é menos permanente e tende a se atenuar ao longo dos anos. A durabilidade vem da cirurgia, não do instrumento usado para cortar.

A blefaroplastia tira olheira ou levanta a sobrancelha? O que o resultado não muda?

Não. A cirurgia trata o excesso de pele e a bolsa de gordura, e é isso que ela se propõe a corrigir. A olheira escura, quando é pigmento ou vaso aparecendo através da pele fina, não sai com a remoção de pele. O sulco lacrimal aprofundado e a perda de volume do terço médio não são preenchidos pela cirurgia. A posição da sobrancelha depende da testa, não da pálpebra: sobrancelha caída pede outro planejamento, e retirar mais pele nesse caso tende a piorar o conjunto. As rugas ao redor dos olhos continuam, porque dependem da contração muscular. E a pálpebra que cai por alteração do músculo que a eleva é outra situação, que precisa ser identificada na avaliação, porque a blefaroplastia isolada não a corrige. Não há como medir isso em anos: o que muda é o aspecto de cansaço.

Quem pode fazer uma blefaroplastia? Como confirmar a qualificação de quem vai operar?

A blefaroplastia é intervenção cirúrgica — tem anestesia, centro cirúrgico e acompanhamento pós-operatório — e é assim que a regulamentação médica a trata: planejamento, execução e seguimento ficam sob responsabilidade de médico inscrito no CRM. Na prática, a checagem que cabe a você é simples e pública: confirme o número de CRM e o registro de qualificação de especialista em Cirurgia Plástica, o RQE, na consulta de cadastro do Conselho Federal de Medicina. Vale perguntar também onde a cirurgia será realizada, quem fará a anestesia e o que está incluído no acompanhamento. Procedimentos não cirúrgicos anunciados com o nome de blefaroplastia seguem outras regras de atuação; em qualquer cenário, a região dos olhos tolera pouco erro, e complicações oculares associadas a procedimentos na pálpebra estão descritas na literatura — razão pela qual saber quem realiza, onde e com que estrutura de segurança é pergunta legítima.

Homem também faz blefaroplastia? O planejamento é diferente?

Sim — a cirurgia de pálpebra é uma das mais procuradas por homens, com frequência pela queixa de olhar cansado ou pelo excesso de pele que pesa sobre o campo de visão. O planejamento muda em detalhes que importam: a prega palpebral masculina é mais baixa e menos marcada, e a ressecção tende a ser mais contida, para não deixar o olho excessivamente aberto nem feminilizar a expressão; a sobrancelha masculina é mais baixa e retilínea, de modo que o excesso de pele na porção lateral é tratado com cautela, para não elevar a cauda da sobrancelha. A pele masculina costuma ser mais espessa e mais vascularizada, o que pode tornar as manchas arroxeadas mais evidentes nos primeiros dias. Riscos e recuperação são os mesmos.

Plano de saúde ou convênio cobre a blefaroplastia?

Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como o excesso de pele da pálpebra superior que chega a atrapalhar o campo de visão —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.

A blefaroplastia é feita pelo SUS? Como conseguir?

Sim, quando há indicação reparadora ou funcional — por exemplo excesso de pele da pálpebra superior que chega a comprometer o campo de visão. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada pelo SUS. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.

Vocês publicam fotos de antes e depois?

Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.

Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.

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