Mamoplastia de Aumento (Prótese de Silicone) em Uberlândia-MG
Aumento mamário com implantes de silicone, escolhidos e posicionados sob medida para cada corpo.
Mamoplastia de Aumento
A mamoplastia de aumento com prótese de silicone é indicada para quem busca mais volume, projeção ou simetria nas mamas.
A escolha do tamanho, perfil e via de acesso do implante é feita em conjunto com a paciente, sempre a partir de uma avaliação detalhada da anatomia torácica e da quantidade de tecido mamário existente.
Implantes de silicone modernos passam por rígidos controles de qualidade e segurança, e a escolha da marca e do modelo é discutida individualmente na consulta.
- — Avaliação da anatomia torácica e da quantidade de tecido mamário disponível.
- — Definição do plano de posicionamento — à frente ou atrás do músculo peitoral.
- — Discussão sobre tamanho, perfil e posicionamento do implante (submuscular ou subglandular).
- — Orientações sobre cuidados no pós-operatório e acompanhamento a médio e longo prazo.
- — Acompanhamento no pós-operatório com canal direto de concierge.
Como o tamanho da prótese é definido
Existe a ideia de que o tamanho da prótese sai de um catálogo, ou que a cirurgiã decide sozinha. Não funciona assim. No vídeo, a Dra. Lorena mostra o que entra na conta: o biotipo da paciente, a largura do tórax, a quantidade de tecido mamário já existente e o resultado que ela deseja alcançar.
Ela também explica as diferenças entre os tipos de implante — formato, perfil e superfície — e por que a prótese redonda, a mais utilizada, costuma concentrar mais volume na parte superior da mama, o que se chama popularmente de colo.
O tamanho ideal não é o maior nem o menor: é o que se ajusta ao corpo daquela paciente, e isso só aparece numa avaliação individual.
Dra. Lorena Queiroz · CRM-MG 85769 · RQE 71258 · 1:05
Preparo, procedimento e recuperação
Preparo
Antes da mamoplastia de aumento, costuma-se orientar uma avaliação clínica completa e a realização de exames pré-operatórios (que podem incluir exames de imagem das mamas, como ultrassom ou mamografia, dependendo da idade e do histórico), além de exames laboratoriais de rotina e, quando indicado, avaliação cardiológica. Geralmente recomenda-se a suspensão do tabagismo e de determinados medicamentos ou suplementos (como anticoagulantes e anti-inflamatórios) por um período antes da cirurgia, conforme orientação individual da equipe médica. Por se tratar de procedimento cirúrgico normalmente realizado sob anestesia geral ou sedação, costuma-se orientar jejum nas horas que antecedem a operação e a presença de um acompanhante no dia da cirurgia e nos primeiros dias de recuperação.
Durante o procedimento
O implante de silicone é introduzido por uma via de acesso definida no planejamento e posicionado à frente do músculo peitoral (plano pré-peitoral ou subglandular) ou atrás dele (plano submuscular), conforme a anatomia torácica e a quantidade de tecido mamário. O procedimento costuma ser realizado sob anestesia geral, com duração habitual de uma a duas horas.
Recuperação e acompanhamento
No período pós-operatório, geralmente orienta-se o uso de sutiã cirúrgico ou faixa compressiva por um tempo determinado pela equipe médica, além de repouso relativo e restrição de atividades físicas intensas e de esforços com os braços nas primeiras semanas. Os cuidados com o curativo e a cicatriz, bem como o uso de medicações prescritas (analgésicos e, eventualmente, antibióticos), costumam fazer parte da recuperação inicial, com consultas de retorno agendadas para acompanhar a cicatrização e avaliar o resultado. Recomenda-se contatar a equipe médica caso surjam sinais de alerta, como dor intensa ou progressiva, febre, vermelhidão, secreção anormal ou inchaço assimétrico importante.
Técnicas realizadas pela Dra. Lorena
Técnica Preservé
Na técnica Preservé, o implante é posicionado à frente do músculo peitoral maior, por uma incisão curta e sem secção nem descolamento muscular. O espaço que acomoda a prótese é criado por tunelização, procurando preservar a glândula, os ligamentos de sustentação e a inervação da região.
A indicação depende da espessura do tecido de cobertura, do formato do tórax e do implante escolhido — nem toda mama comporta o plano à frente do músculo. Nenhum plano é superior aos outros em todos os casos: a definição é feita na consulta, com exame físico e medidas.
Prótese de recuperação rápida
A prótese de recuperação rápida não é um tipo diferente de implante, e sim um conjunto de refinamentos técnicos descritos na literatura desde 2002: dissecção sob visão direta, hemostasia rigorosa, dispensa de drenos e de faixas compressivas, analgesia planejada desde o pré-operatório e estímulo à movimentação dos braços já nas primeiras horas.
Os números mais divulgados vêm de séries de um único cirurgião, não de estudos comparativos. O ensaio clínico randomizado disponível, com 122 pacientes, registrou retorno à elevação livre dos braços em 2,3 dias no grupo com protocolo acelerado, contra 5,5 dias no grupo convencional. O ritmo varia de pessoa para pessoa e nenhum prazo é prometido.
Dúvidas comuns sobre Mamoplastia de Aumento
O que é a técnica Preservé?
É uma técnica de aumento mamário em que o implante é posicionado à frente do músculo peitoral, por incisão curta e sem secção muscular, preservando a glândula, os ligamentos de sustentação e a inervação da região. A indicação depende da espessura do tecido de cobertura e é avaliada no exame físico.
O que é prótese de recuperação rápida?
Não é um tipo diferente de implante, e sim um conjunto de cuidados cirúrgicos e anestésicos voltados a reduzir o trauma e acelerar o retorno às atividades, descrito na literatura desde 2002 e estudado em ensaio randomizado. Reduz dor e tempo de recuperação em comparação com o cuidado convencional, mas o prazo exato varia de paciente para paciente e não é garantido.
Qual a diferença entre submuscular e subglandular?
São planos de posicionamento diferentes do implante, cada um com características próprias de resultado e recuperação, definidos conforme a anatomia da paciente.
"Colocar silicone" e mamoplastia de aumento são a mesma coisa?
Sim. "Colocar silicone" é como a maioria das pacientes se refere à mamoplastia de aumento — a cirurgia em que um implante de silicone é posicionado para ganhar volume, projeção ou simetria. "Prótese de silicone" e "implante de silicone" são o mesmo objeto, e "aumento mamário" é o mesmo procedimento.
Prótese lisa ou texturizada: qual a diferença? E as de poliuretano?
A superfície muda como o implante se relaciona com a cápsula que o corpo forma ao redor dele — não muda volume nem formato da mama. A lisa permite que o implante se movimente dentro do espaço criado: é a superfície à qual o tecido não se fixa. A texturizada tem rugosidade feita para favorecer a aderência do tecido, o que reduz rotação e deslocamento; isso pesa quando o implante indicado é anatômico, em forma de gota, porque um implante anatômico que roda muda o formato da mama. A de poliuretano tem uma camada de espuma que o tecido incorpora, com aderência acentuada, e na classificação das superfícies ela é contada entre as texturizadas. Nenhuma delas é automaticamente superior às outras: o que define a escolha é o formato de implante indicado para o seu caso, o plano em que ele será posicionado, a espessura do seu tecido e o seu histórico. Há um ponto de segurança que vale ler junto, e que está respondido em detalhe na pergunta sobre câncer e implante nesta página: o BIA-ALCL foi associado principalmente a superfícies texturizadas, sobretudo as macrotexturizadas, e alguns desses modelos foram retirados do mercado internacional em 2019. A superfície do implante usado no seu caso, com marca, modelo e número de registro, consta do termo de consentimento e do cartão do implante que você recebe depois da cirurgia — vale guardar esse cartão.
O implante pode ser colocado à frente do músculo?
Pode, quando há cobertura de tecido mamário suficiente — é o plano pré-peitoral, que dispensa a secção do músculo. A indicação depende da espessura do tecido, do formato do tórax e do implante escolhido, e é avaliada no exame físico.
Quanto tempo dura a cirurgia?
Costuma durar entre uma e duas horas, variando conforme a via de acesso e o plano de posicionamento escolhidos.
A mamoplastia de aumento exige internação? Preciso dormir no hospital?
Não. A conduta é alta no mesmo dia, algumas horas depois do término, quando a dor está controlada, você já caminha e urinou normalmente — e sempre acompanhada. A cirurgia é realizada em centro cirúrgico com equipe de anestesiologia, e a recuperação acontece em casa. Quando a prótese é associada a outro procedimento no mesmo tempo cirúrgico, passa a valer a conduta da cirurgia combinada, que é de uma noite de internação. A necessidade de alta no mesmo dia ou de internação é sempre avaliada caso a caso, conforme o porte da cirurgia, a anestesia, a associação com outros procedimentos e a sua avaliação pré-operatória — e é definida antes da cirurgia, não no dia. Essa mesma definição determina o local: os procedimentos com alta no mesmo dia são realizados no centro cirúrgico próprio da Clínica Healme, e os que exigem internação, no centro cirúrgico do Hospital UMC — no mesmo complexo, sem deslocamento entre cidades.
Que tipo de anestesia é utilizada?
Geralmente anestesia geral, definida conforme avaliação pré-operatória em conjunto com a equipe de anestesiologia.
Dói muito? Onde dói e por quantos dias?
A descrição mais frequente não é de dor em pontada, mas de peso, aperto e sensação de tórax distendido, mais intensa nas primeiras 48 a 72 horas e decrescendo ao longo da primeira semana. A dor que a paciente localiza embaixo da prótese vem da distensão dos tecidos e, quando o implante fica atrás do músculo, também de espasmo muscular — por isso o plano submuscular costuma incomodar mais no início do que o plano à frente do músculo, o que não torna um plano superior ao outro, já que a escolha depende da espessura do tecido de cobertura e do formato do tórax. Tossir, rir e levar os braços acima da cabeça tendem a doer mais nesse período. A analgesia é planejada desde antes da cirurgia, justamente para atravessar essas primeiras horas. Dor que aumenta em vez de diminuir, ou que vem acompanhada de febre e vermelhidão, deve ser comunicada de imediato.
Dá para colocar prótese com anestesia local ou peridural? Precisa entubar?
A definição é do anestesiologista, em avaliação conjunta antes da cirurgia, e a anestesia geral é a mais utilizada em mamoplastia de aumento porque permite controlar a respiração enquanto se trabalha sobre a parede torácica. Anestesia geral não é sinônimo de intubação: em boa parte dos casos a via aérea é mantida com máscara laríngea, dispositivo posicionado sem passar pelas cordas vocais. A literatura descreve aumento mamário com sedação associada a bloqueios da parede torácica — bloqueio dos nervos peitorais, do plano do serrátil, intercostais —, e esses bloqueios são hoje empregados também como complemento da anestesia geral, para reduzir a dor das primeiras horas. A peridural não é a rota habitual para cirurgia de mama. O plano anestésico é individual e discutido na avaliação pré-operatória.
Prótese de silicone pode causar dor nas costas, dor de cabeça ou incômodo no frio?
Dor nas costas e no pescoço tem explicação mecânica quando o volume escolhido é grande para a estrutura da paciente: o peso à frente do tórax altera a postura, e esse é um dos motivos para não tratar o volume pela lógica do "quanto mais, melhor". Nas primeiras semanas, parte do desconforto dorsal vem da postura de proteção e de dormir com o tronco elevado. Dor de cabeça no pós-operatório imediato costuma relacionar-se à anestesia, ao jejum, à abstinência de cafeína e aos analgésicos, e não ao implante em si; não há relação causal estabelecida entre prótese e cefaleia crônica. A percepção de que a mama esfria mais no frio existe e tende a ser maior quando a cobertura de tecido é fina. Queixa que persiste é investigada, não atribuída de saída ao implante.
Quanto tempo de repouso é necessário no início da recuperação?
Recomenda-se repouso relativo na primeira semana, com retomada gradual das atividades cotidianas nas semanas seguintes.
Quando posso voltar a trabalhar?
Varia conforme o tipo de atividade — funções sem esforço físico costumam ser retomadas antes de trabalhos que exigem movimentação intensa dos braços.
Quando posso dirigir novamente?
Normalmente após os primeiros dias, quando não há mais necessidade de analgésicos que causem sonolência e os movimentos dos braços já estão confortáveis.
Quando posso retomar exercícios físicos, incluindo musculação?
A retomada é gradual: atividades leves costumam ser liberadas primeiro, e exercícios de maior impacto ou musculação superior só após reavaliação médica.
É preciso usar sutiã cirúrgico depois da cirurgia?
Sim — o uso de sutiã cirúrgico por um período recomendado ajuda a acomodar o implante durante a cicatrização.
Quanto tempo leva para o inchaço passar e para a prótese encaixar?
O inchaço maior cede nas primeiras três a seis semanas, período em que a mama deixa de parecer alta e endurecida. A acomodação — o que as pacientes chamam de encaixe — é mais lenta: o implante desce alguns milímetros dentro do espaço criado, os tecidos relaxam e o formato tende a se estabilizar entre três e seis meses, podendo levar mais tempo em mamas com pouco tecido de cobertura. A faixa usada acima das mamas — chamada faixa estabilizadora, diferente da faixa compressiva citada nos cuidados pós-operatórios — serve para limitar a subida do implante nesse período; o tempo de uso varia conforme o protocolo adotado e, no protocolo de recuperação rápida, ela costuma ser dispensada. Avaliar o resultado definitivo antes desse prazo leva a conclusões precipitadas, e é por isso que os retornos são espaçados ao longo do primeiro ano.
Quando posso dormir de lado ou de bruços? Preciso dormir de sutiã?
Nas primeiras semanas orienta-se dormir de costas, com o tronco elevado: a posição reduz o edema e evita pressão assimétrica sobre o implante recém-posicionado. Dormir de lado costuma ser liberado por volta da terceira ou quarta semana, e de bruços mais tarde, geralmente depois do segundo mês, porque a pressão direta sobre a mama é a que mais tende a deslocar o implante. O sutiã cirúrgico é mantido à noite enquanto durar a orientação de uso contínuo; encerrado esse período, dormir sem sutiã não prejudica o resultado, e muitas pacientes seguem usando apenas por conforto. Os prazos acima descrevem a orientação convencional; no protocolo de recuperação rápida, descrito na seção de técnicas desta página, as restrições de posição costumam ser mais curtas. O que vale para você é a orientação de alta da sua cirurgia, ajustada ao plano de posicionamento escolhido, à via de acesso e à evolução nos retornos.
A cicatriz fica muito visível?
A extensão e a posição da cicatriz dependem da via de acesso escolhida, planejada para ficar o mais discreta possível conforme a anatomia da paciente.
Como é o processo de cicatrização? A marca desaparece com o tempo?
A cicatriz não desaparece — ela amadurece. Nos primeiros dois a três meses costuma ficar mais avermelhada, endurecida e às vezes elevada; a partir daí tende a clarear e a afinar de forma progressiva, num processo que pode levar de doze a dezoito meses para se completar. A cicatriz de um aumento mamário costuma ser uma linha de poucos centímetros, posicionada conforme a via definida no planejamento, com frequência na prega abaixo da mama. Proteção solar rigorosa, evitar tensão sobre a área nas primeiras semanas e o uso de fitas ou géis de silicone, quando indicados, ajudam nessa maturação. Predisposição a cicatriz hipertrófica ou queloide existe, é levantada no histórico e muda tanto a conduta quanto o que é razoável esperar.
Onde ficam o corte e a cicatriz: na prega da mama, na aréola ou pela axila?
As três vias existem e têm consequências diferentes. A via inframamária, na prega abaixo da mama, é a mais utilizada: oferece visão direta do espaço que vai alojar o implante e deixa a cicatriz escondida na dobra. A via periareolar contorna a borda da aréola e disfarça bem a cicatriz em quem tem transição de cor marcada, mas atravessa tecido glandular, o que a literatura associa a maior contaminação do espaço cirúrgico e a mais contratura capsular do que a via na prega da mama. Para a sensibilidade do mamilo, a comparação direta entre as duas vias não encontrou diferença. A via axilar afasta a cicatriz da mama, ao custo de uma abordagem mais indireta e de revisões tecnicamente mais difíceis. Nenhuma é a melhor para todas as pacientes: a escolha depende da anatomia, do implante e do histórico de cicatrização, e é definida no planejamento.
Colocar silicone é seguro ou é perigoso?
A mamoplastia de aumento é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo, e os implantes utilizados no Brasil precisam de registro na Anvisa, com rastreabilidade por número de lote. Isso não significa ausência de risco. Os eventos mais descritos na literatura são contratura capsular, seroma, hematoma, infecção, alteração de sensibilidade do mamilo, assimetria, ondulações visíveis e rompimento do implante ao longo dos anos — a maioria tratável, parte deles exigindo nova cirurgia. Somam-se os riscos próprios de qualquer procedimento sob anestesia, como a trombose. O silicone não é rejeitado como um órgão transplantado: o organismo forma naturalmente uma cápsula de tecido fibroso ao redor do implante, e o problema aparece quando essa cápsula se contrai. Tabagismo, índice de massa corporal, diabetes e o uso de determinados medicamentos alteram o risco individual, e é isso que a avaliação pré-operatória mede.
Prótese de silicone aumenta o risco de câncer de mama?
Os grandes estudos de coorte que acompanharam mulheres com implantes não mostram aumento do risco de carcinoma de mama — o tipo de câncer que o rastreamento procura. Há, porém, um achado que precisa vir junto: uma metanálise de estudos observacionais descreveu, entre mulheres com implante, diagnóstico de câncer de mama em estádio menos localizado e sobrevida específica menor do que entre mulheres sem implante. São dados observacionais, sem ajuste completo para fatores de confusão, e não indicam que o implante cause a doença — reforçam o ponto que está sob o seu controle: manter o rastreamento em dia e avisar o serviço de imagem que existe implante, para que a técnica do exame seja adaptada. Existe ainda uma condição rara e diferente: o linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante, conhecido pela sigla BIA-ALCL. Ele surge na cápsula que se forma ao redor da prótese e foi associado principalmente a superfícies texturizadas, sobretudo as macrotexturizadas — alguns desses modelos foram retirados do mercado internacional em 2019. A apresentação mais comum é um aumento de volume tardio por acúmulo de líquido, em geral anos depois da cirurgia. A investigação e a conduta são conduzidas em conjunto com as especialidades responsáveis pelo diagnóstico oncológico, e a literatura descreve a retirada do implante e da cápsula como parte desse manejo. Além do BIA-ALCL, desde 2022 a agência reguladora norte-americana passou a registrar, na própria cápsula, um número pequeno de casos de carcinoma de células escamosas e de outros linfomas — contagem que se mantém na casa das dezenas no mundo, rara o bastante para não mudar a indicação e frequente o bastante para constar de uma resposta honesta sobre câncer e implante. É raro, mas precisa ser dito: qualquer alteração tardia de volume ou de formato merece avaliação, não espera.
A prótese aparece na mamografia e no raio-X? Existe risco de atrapalhar o rastreamento?
Aparece. O silicone é radiopaco e é visível tanto na mamografia quanto em uma radiografia de tórax feita por outro motivo. O implante encobre parte do tecido mamário, e por isso o rastreamento passa a ser feito com manobras específicas — a técnica de deslocamento, descrita por Eklund, empurra o implante para trás e traz a glândula à frente, com incidências adicionais. Vale avisar o serviço de imagem antes do exame para que a técnica seja adaptada e a equipe saiba o plano de posicionamento do implante. O risco de a compressão romper um implante moderno é considerado muito baixo, ainda que já descrito. Ter prótese não dispensa o rastreamento: a periodicidade e os exames continuam sendo definidos pelo médico que acompanha a sua saúde mamária.
Existe risco de a prótese de silicone causar doença autoimune?
Não há relação de causa estabelecida. Os grandes estudos populacionais não encontraram aumento consistente das doenças autoimunes definidas, como lúpus e artrite reumatoide, em mulheres com implantes. Ao mesmo tempo, existe um conjunto de queixas relatadas por pacientes e reunido sob os nomes de doença do implante mamário e síndrome ASIA: fadiga, dores articulares e musculares, dificuldade de concentração, queda de cabelo. A literatura registra relatos de pacientes que descrevem melhora dos sintomas após a retirada do implante, em séries sem grupo de comparação e sem mecanismo demonstrado; não há, portanto, como apresentar a retirada como tratamento desse conjunto de queixas. A investigação de sintomas sistêmicos é conduzida com as especialidades que cuidam de cada um deles. Desde 2021, a agência reguladora norte-americana exige que esse conjunto de sintomas apareça na advertência em destaque da rotulagem dos implantes e em um roteiro de decisão revisado e assinado com a paciente antes da cirurgia — exigência dela, não da Anvisa, mas o assunto entra na conversa da consulta e no documento de consentimento da equipe. É informação que deve entrar na decisão de forma honesta, e não um motivo isolado para desistir nem para operar.
A prótese pode virar de lado, sair do lugar, causar assimetria ou deixar ondulações visíveis?
Pode. Implantes anatômicos, em forma de gota, dependem de manter a orientação correta para sustentar o formato e podem rotacionar — algo que não faz diferença em um implante redondo nem em um implante cônico de base circular, ambos simétricos em torno do próprio eixo. O deslocamento para cima, para baixo ou para a lateral costuma originar-se do espaço cirúrgico criado, de esforço precoce com os braços ou da contratura da cápsula. Quando o deslocamento é de um lado só, o resultado aparece como assimetria entre as mamas. A correção, quando indicada, é cirúrgica: não existe manobra caseira capaz de reposicionar um implante. As ondulações visíveis na pele são mais frequentes quando a camada de tecido de cobertura é fina, sobretudo no plano à frente do músculo. Qualquer mudança de formato ou de posição merece avaliação presencial, e não conduta pela internet.
Existe risco de contratura capsular?
A contratura capsular é a complicação mais associada ao implante mamário. O organismo forma uma cápsula fibrosa ao redor de qualquer prótese; quando essa cápsula se contrai, a mama endurece, pode mudar de formato, subir e doer. Os graus mais leves costumam ser apenas palpáveis; os mais avançados são visíveis e sintomáticos, e o tratamento é cirúrgico, com abertura ou retirada da cápsula. Hematoma, seroma, infecção e tabagismo estão entre os fatores associados a maior chance, e é por isso que a hemostasia rigorosa, a antibioticoprofilaxia e a manipulação mínima do implante fazem parte da técnica — medidas que reduzem a chance descrita na literatura, sem eliminá-la.
Como vocês previnem trombose na cirurgia?
A profilaxia de tromboembolismo venoso é feita em todos os pacientes, e não apenas nos de maior risco. Ela tem duas partes. A mecânica é rotina: meias elásticas antitrombo e compressor pneumático intermitente de membros inferiores, usado durante a cirurgia e no pós-operatório imediato, até a deambulação precoce — que é o terceiro pilar, e o motivo de a equipe insistir em caminhadas curtas e frequentes desde as primeiras horas. A parte química é individualizada: o tempo de uso da enoxaparina é definido pelo escore de Caprini, instrumento validado que soma fatores como idade, índice de massa corporal, tempo cirúrgico previsto, uso de hormônio, tabagismo e histórico pessoal ou familiar de trombose. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, e é por isso que dor ou inchaço assimétrico na perna, falta de ar e dor no peito precisam de avaliação imediata, não de espera.
É possível amamentar depois de colocar implante?
Na maioria dos casos sim, já que o implante não costuma comprometer diretamente a glândula mamária — isso é avaliado individualmente.
Colocar silicone tira a sensibilidade do mamilo?
A sensibilidade do mamilo depende sobretudo de um ramo do quarto nervo intercostal, que chega à mama pela face lateral. Alteração de sensibilidade no pós-operatório é comum: pode haver redução, aumento incômodo ou formigamento nas primeiras semanas, com recuperação ao longo de meses. Em uma parcela pequena das pacientes a alteração permanece definitiva, e isso precisa ser dito antes da cirurgia, porque não há como assegurar o retorno completo. A chance é maior com implantes de volume alto em relação ao envelope da mama, que distendem mais os tecidos: é essa a variável que a medição de limiares sensoriais identificou como preditiva. A via de acesso, ao contrário do que se costuma dizer, não mostrou diferença de sensibilidade entre a incisão na prega da mama e a incisão ao redor da aréola. A inervação da região é considerada no planejamento da via de acesso e do plano de posicionamento, e há técnicas que dispensam a secção do músculo e criam o espaço por tunelização com esse objetivo entre outros. Nenhum plano ou técnica é superior aos demais em todos os casos, e nenhum afasta a possibilidade de alteração de sensibilidade.
Prótese redonda ou anatômica, em gota: qual fica mais natural?
A forma do implante pesa menos do que a maioria espera. Estudos com avaliadores cegos não conseguiram distinguir de maneira consistente mamas operadas com implantes redondos das operadas com implantes anatômicos. O que costuma determinar a aparência natural é a relação entre a largura da base da mama e a largura do implante, o perfil escolhido — ou seja, quanto ele projeta para a frente — e a espessura do tecido que cobre a prótese. Um redondo de perfil moderado tende a produzir transição mais suave no polo superior, e o anatômico depende de permanecer na orientação em que foi posicionado para sustentar o formato desenhado. O implante cônico é uma terceira forma, também de base circular, com o volume distribuído de modo mais central. A definição é feita com medidas do tórax no exame físico, e não pelo volume que deu certo em outra pessoa.
Quem tem prótese pode engravidar e amamentar? A prótese interfere na produção de leite?
A cirurgia é planejada para preservar a glândula e os ductos, e a maior parte das pacientes com implante consegue amamentar. Ainda assim, os estudos comparativos disponíveis mostram que a amamentação — e sobretudo a amamentação exclusiva — é estabelecida com menos frequência por mulheres com implante do que por mulheres sem implante, sem que o mecanismo esteja explicado. Quem tem a amamentação como prioridade precisa entrar na decisão sabendo disso, e o apoio de profissional especializado em lactação depois do parto costuma fazer diferença. O plano de posicionamento — à frente ou atrás do músculo — tem pouca influência conhecida sobre a lactação. A via periareolar atravessa tecido glandular e passa perto dos nervos ligados ao reflexo de ejeção do leite, o que costuma ser considerado no planejamento de quem pretende amamentar; a metanálise disponível, porém, não encontrou diferença de amamentação exclusiva entre essa via e a via na prega da mama, e por isso nenhuma via é apresentada aqui como a via da amamentação. Não há demonstração de passagem de silicone para o leite em quantidade relevante. O que também muda é o aspecto estético: gestação e amamentação alteram volume e sustentação da mama, e algumas pacientes procuram revisão depois. Quem planeja engravidar em breve costuma ser orientada a considerar isso na escolha do momento da cirurgia, decisão tomada em conjunto na consulta.
Os implantes de silicone precisam ser trocados em algum momento?
Implantes modernos são duráveis, mas o acompanhamento periódico é importante para monitorar a integridade do implante ao longo dos anos.
Toda prótese de silicone precisa ser trocada em algum momento? Quantos anos ela dura?
Implante mamário não tem prazo de validade dentro do corpo, e a ideia de trocar a cada dez anos não vem de evidência. Também não existe prótese da qual se possa afirmar que nunca será trocada: o que as séries de acompanhamento de dez anos mostram é que uma parcela das pacientes passa por alguma reoperação nesse período, mais frequentemente por contratura capsular, mudança de desejo quanto ao volume, alterações da mama com gestações e variação de peso, ou rompimento do implante. O rompimento de um gel coeso costuma ser silencioso e não doer, às vezes acompanhado apenas de discreta mudança de formato ou de endurecimento. Por isso o acompanhamento por imagem — ultrassom ou ressonância — faz parte do seguimento de longo prazo. A agência reguladora norte-americana sugere iniciá-lo entre o quinto e o sexto ano e repeti-lo a cada dois a três anos; a periodicidade adotada em cada caso é definida pela equipe que acompanha a paciente. A troca é indicada por achado, não por calendário.
Plano de saúde ou convênio cobre a mamoplastia de aumento?
Os honorários médicos são sempre particulares — a Dra. Lorena não realiza cirurgias por convênio. O que é possível, quando existe indicação médica real e documentada — como a reconstrução mamária após tratamento de câncer de mama, assegurada por lei, a correção de assimetria acentuada ou de malformação da mama —, é orientar a paciente e tentar acionar o plano de saúde para cobertura parcial da internação hospitalar, o que pode abranger itens como sala cirúrgica, diária e materiais, conforme as regras do contrato dela. A autorização é decisão da operadora e não há como garanti-la; a equipe orienta sobre a documentação necessária e sobre o caminho a seguir.
A mamoplastia de aumento é feita pelo SUS? Como conseguir?
Sim, quando há indicação reparadora ou funcional — por exemplo a reconstrução mamária após tratamento de câncer de mama, assegurada por lei. Cirurgia com finalidade exclusivamente estética não é contemplada pelo SUS. A Dra. Lorena é cirurgiã plástica concursada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e preceptora da residência em Cirurgia Plástica, e opera pacientes do SUS lá. O caminho, porém, não passa por este site nem pelo consultório particular: é preciso dar entrada na Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima da sua residência, ser avaliada por um médico e, havendo indicação, ser inserida na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a ordem segue rigorosamente a fila e as regras do sistema.
Vocês publicam fotos de antes e depois?
Não publicamos pares isolados de antes e depois. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite demonstrar resultados, mas somente dentro de um conjunto que inclua também as evoluções insatisfatórias e as complicações descritas na literatura, em diferentes biotipos, faixas etárias e tempos de evolução, e sem qualquer edição das imagens (art. 14, II). Um par isolado de fotos não cumpre esses requisitos e ainda insinua garantia de resultado, o que a mesma resolução veda (art. 11, XII). Na consulta, o resultado esperado é discutido a partir da sua própria anatomia — o que é razoável esperar, o que não é possível e quais são os riscos.
É possível aumentar a mama com gordura, sem prótese?
É possível em casos selecionados, e a Dra. Lorena realiza. A técnica é a lipoenxertia: a gordura é aspirada de outra área do corpo, processada e injetada na mama. O que muda em relação ao implante é a ordem de grandeza e a previsibilidade. Parte da gordura enxertada é reabsorvida nos primeiros meses, de modo que o volume final é menor do que o injetado, e a variação entre pacientes é grande — por isso o ganho costuma ser discreto e pode exigir mais de uma sessão. Depende também de haver área doadora com gordura suficiente. É uma opção quando o objetivo é refinar contorno, corrigir assimetria ou acrescentar volume de forma sutil, e também pode ser associada ao implante; não substitui a prótese quando o objetivo é aumento significativo. Um ponto que precisa ser dito: a gordura enxertada pode formar cistos oleosos, áreas de necrose gordurosa e calcificações que aparecem em exames de imagem da mama e exigem diferenciação — por isso a decisão considera o seu histórico e o seu acompanhamento mamário, e é avaliada individualmente na consulta.
Conteúdo revisado por Dra. Lorena Gidrão de Queiroz — CRM-MG 85769, RQE 71258 (Cirurgia Plástica). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Última revisão: Setembro/2026.
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